
Eu sou rebelde do pior tipo. Daquele tipo que diz “uhum” e a mente foi para outro lugar. Que só ouve um zum zum zum quando leva uma bronca. Eu sou um rebelde inconsciente e Gandhi ficaria impressionado com o sangue-frio que tenho para levar a rebeldia até as últimas conseqüências na minha vida. Ele me saudaria por enfrentar todos os autoritarismos maternos só para provar que não aceito controles e não me rendo a tons de comando embasando limites.
Eu sim, exijo conhecimento quando me dizem para ter coragem, e quero liberdade, não interessa quão óbvias sejam as opções. Sei que até mesmo nos carinhos de amor existem manipulações e sou capaz de morrer sugado em uma magreza que não aceita afeto, para não me vender. Eu sou um brigão, um guerreiro, e um trator. E nunca, nunca perco a razão. Venço todas as minhas batalhas sem levantar a voz e expressando profundo desprezo pelo adversário, com cinismo no olhar. Sou um primor de elegância.
Eu cometo todos os crimes antes dos avisos de precaução, que é para todos saberem de primeira que ninguém manda em mim. Não ligo em aniversários, não mando notícias, nem cartões. E beijo meus amigos homens no rosto, seguindo meus próprios códigos ilógicos de desrespeito ao que for.
Eu sou um rebelde. E sou tão perito nisso, que nem mesmo ganho comissão. E nem queria. Gente assim não tem nada a ganhar.
P.s.: A, eu te amo. É a única oferta. 1 ano e 3 meses; e pensar que o amor começou quando eu resolvi tirar o camarão da geladeira e abrir um pote de Nutella.
Jucksch, Márcio