Freitag, 14. Dezember 2007

Ali


... E tudo o que pensamos ser vida se perde no menor dos momentos...

Há tempos que não vejo você ainda que eu more no mesmo lugar e durma ao seu lado. Sempre tentava roubar o momento. Sempre tentava gravá-lo em algum lugar que só você sabia; isso me incomoda muito.
Ficava parado todos os dias no mesmo canto. Te achava tão sem sentindo. Você é sem vida, só observa.

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 12. Dezember 2007

Sem ponto final


Um cretino, sim. Não vou ser hipócrita. Eu realmente não gosto de gente que não sabe se vestir.

-Eu acordo, olho e o que vejo? Sim, um quarto vazio.
-E viva a trama que combina com o mais lindo dos ares verticais.
-Sempre a sombra do inesperado. Mal existia no tempo que havia de ser outro.
-A tardia paixão que sufocou a mais violenta das presenças.
-Guardo em ti o que de mais precioso me roubaram.
-O leve estampido das almas devoradas.
-O que nos concerne pouca crença. A variedade de emoções em um único momento.
-Triplicando o que os olhos mal podem alcançar a dez centímetros.
-Mais além, a ponte que levaria ao nada. Sem nada mais a pensar.
-Vamos deixar as coisas em igualdade de condições. Eu aqui, você ali.
-Me agrada saber que o amor é tão constante quanto a morte.
-Ausência esporádica e alternativa. Eloqüência!
-Costumeiro. A selvageria tirou tudo do lugar. Eu caí!
-Pára. Eu queria sair. Espera, você não pode fazer isso comigo. Era tudo o que eu tinha.
-O problema é sexo? Então me devore como antigamente.
-A vida é curta? Então corte caminho.
-O sangue escorre. Alterne para o modo "slow".
-Me parece que sentei no lugar errado. Hora errada. Não estamos errados. O mundo girou ao contrário.
-Olhos cansados. Estado de choque. Suor. Fantasia oculta.
-Que nada! Fica com seu dinheiro! Eu não preciso de esmola. Não sou mendigo!
-Muito obrigado! Que porra é essa? Só sou educado, chérie!
-Eu só quero alimentar-me direto da placenta.
-Vá ao inferno e colecione carne pútrefi.
-Imagina se eu diria que és tão nojento quanto a vida que leva.
-Tenha inveja de mim. Me agrada saber que sempre vai ser o verme que se alimenta das minhas pegadas.
-Me enobreça. Me sinta. Coma tinta.
-Corra. Exploda. Vomite idéias primordiais.
-Essa é sua última noite aqui. Amanhã cedo, por favor, vá embora.
-O problema é saber encaixar a peça que está faltando e entender que a vida só faz sentido no último segundo.
-O estalar de dedos contados ali. o "x" da questão.
-Breve como o vento que passou.
-Encolhido por medo de tudo. sofrido como escravo.
-A campainha repetitiva. Fulga-cidade!
-Agora sou eu. Você ainda está aí? Eu sou o Márcio, lembra?
-Ela pediu desculpa, mas não vai mais alugar o que quer que seja. Nesse caso tudo será devolvido.
-Masculinidade pra quê? Sirva-se do que tiver na mesa. Têm para todos os gostos.
-Loucuraaaaaa! Grite e seja feliz.
-Batendo as mãos e irritando muitos. Eu gosto disso! Yeah!
-Putaaaa! Eu te pagava. aceite, você foi, é e sempre será minha putinha! Haha.
-Um cachorro latiu. Que nada! Pára de beber.
-Huuum, o gosto da vitória. Seria melhor se tivesse te visto morrer. Ver o brilho dos seus olhos se apagar.
-Eu não quero te matar. Eu quero crescer.
-Inocência? Onde? Acho que há muito isso não acontece por aqui. Há muito não existi em lugar algum.
-Hedonismo? Acho digno. Só não leve tão a sério, pois tem que ser sério.
-Mau-humor? Prefiro os que são comuns no horário da manhã.
-Raiva? Essa eu não consigo sentir nem do meu pior inimigo. Os que se dizem meus inimigos.
-Brigar? Eu nunca consegui. No máximo eu começo a rir desesperadamente.
-Amor? Costuma se esconder de mim. Mas acho que começo a senti-lo intensamente.
-Filantropia? Acho coisa de celebridade que quer ser vista com "bons olhos".
-Entropia? Hum, acho tentador. Me deixa com tezão!
-Altruismo? It's over. Good luck! Sempre esperei mais.
-Parcimônia? Eu tentei, tentei, tentei e tentei. E você?
-Primeiridade? Experimenta perguntar isso pra quem está no fundo do poço. Está eminente a uma tragédia incalculável.
-Traição? A mais fidedigna, por favor.
-Extremos? Indiossíncrasias sem distinção de cor, sexo ou crença.
-Eu amo? Logo, me auto-destruo.
-O abismo? Nada mais que um passatempo.
-Por quê tantas perguntas? Ué, mais uma? E mais outra pelo visto.
-Ah, foda-se! Me beija logo. Pára com essas filosofias de galinheiro onde você tenta, educadamente, dizer que quer trepar comigo no carro, num motel barato... É tudo por pura misantropia.

Você aceita viver ao meu lado?

Prosas...

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 11. Dezember 2007

Vício e vitude


Às vezes penso ser mais que fidelidade, penso ser obrigação. Tudo é entendido como misericórdia.
Dedicar um dose certa de fraternidade à alguém é divino. Em certos momentos a falta disso pode ser entendido como descaso. Involuntariamente aceitamos a parcela de culpa.
Cobranças acontecem, mas vai de cada um entender quando ela realmente está presente. Querer carinho, atenção e apoio não é cobrança. É necessidade de proteção.
Só ser amado não é tudo. Também precisamos saber amar. Precisamos sentir preocupação, ciume daquele por quem nos instiga sentimentos bons.
Ciume é neurose, doença? Não. É estar vivo, é estar sentindo. Tente entender que é um vício no sentido filosófico. Tente, ainda no sentido filosófico, entender que também é virtude.

Jucksch, Márcio.

Montag, 10. Dezember 2007

Goes down


Um tiro certeiro nas vagas impressões que há muito haviamos prometido ser deixadas para trás.
O misto de maledicência com sagacidade de movimentos semelhantes a provas alucinantes de ternura. Um pouco de covardia para tentar um suicídio alternativo por entre frestas únicas; a baixa caloria de certas atitudes contidas por pura vergonha. Mas por que? Ah, sei lá. Eu tinha pra mim que qualquer metafísica proviniente de insatisfação por ações não aprovadas é nada mais que um cortiço para aqueles que dela querem se sujar.
Cores mal colocadas. Erro sublime do momento em que a primeiridade, diante de uma tragédia, vai para o espaço, voa longe.
Eu me cansei da mesmice a que me proponho todos os dias a mesma hora da manhã.

Jucksch, Márcio.

Turn off


E eu que sempre buscava a felicidade mal sabia que ela estava ali, me confrontando a poucos centimetros da base etérea.
Muito atenciosa, cuidadosa, voraz. Sempre negligenciada, mal tratada, não vista.
Reclamar de que? Não tenho esse direito, por tempo indeterminado.

Jucksch, Márcio
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Samstag, 8. Dezember 2007

Outrora


Lembro dos dias quentes, das manhãs de sol intenso. Alguns dias de chuva, bom pra escrever sobre o que se passa na alma. Pedindo perdão para algo ainda não visto. Um pouco de chá para resfrescar idéias múltiplas... Um filete daquilo que um dia fomos. Fomos?
Vozes distintas em algum lugar da minha cabeça. Mapas cegos de viagens tardias, um marco na história em parte inventada. Queria que sonhos fossem feitos de algo sólido, que eu pudesse manipular. Insconsciência!
Vulgo alguém mórbido. Três vezes um pedido intenso para o meu 'eu' interior.

Jucksch, Márcio.

Saw


Como quando a gente acorda, põe a mão na cabeça, passa meia hora pensando em tudo e conclui... Eu sou louco!
Ei, me empresta um pensamento? Depende. Vai fazer bom uso dele? Vai tentar aproveita-lo da melhor maneira possível? Vai ser fiel a ele?
Talvez, sim; talvez, não. Eu só preciso, acho, de uma boa conversa. Passei por algo que as pessoas pensam ser um sofrimento sem igual... A morte de um ente querido!
É fato que isso dói. Mas pensando bem é algo que nos ensina, em pouco tempo, uma parcela considerável da vida. Eu tentei não aprender tudo. Senti preguiça - vergonhoso, eu sei.
Estranho. Tal quando como o pai vela o corpo ao seu próprio lado. Assisti ao nascimento. Põe a mão no ombro e faz lembrar: a vida continua, filho. Esse sentimento nada mais é que uma ligação até nosso novo encontro.
O sentimento, diante disto, transforma-se na felicidade em sua "forma" mais pura...

Jucksch, Márcio.

Closer


E chorava...
As situações eram variadas. Por favor, alguém prestou atenção no contexto do ocorrido? Não? Ah, muito obrigado.
Eu juro que, naquele momento, eu só conseguia olhar para o caminho que cada lágrima fazia em seu rosto; era quase uma necessidade. Fiquei feliz com aquilo.
Às vezes pareciam ser lágrimas de qualquer outras coisa que fosse, menos tristeza. Podia ser um momento de felicidade que enchia seu peito e apertava tanto sua cabeça - sufocando os pensamentos - que de alguma maneira ela teria que demonstrar o que estava sentindo. Eu não acreditava!
Tudo parecia conspirar para que o ambiente entrasse em perfeita harmonia com aquilo que hora mesclava felicidade e agonia, paixão e fúria. Emblemático!
O que será, Meu Bom Senhor? Será que era algum tipo de ritual que eu desconheço? - To pensando tanta bobagem. Desculpa. Talvez o ambiente conspirador também tenha feito eu entrar em harmonia com você. Estamos ligados por algo que já começo a perceber o que é.
A prova mágica para fazer eu crêr que, até alguns minutos atrás eu era um ser sem propósito, estava acontecendo. Era apavorante, eu admito. Eu senti vontade de correr desesperadamente por entre as árvores que eu teimava querer não ver. Esnobe.
Quando menos percebi... Estava nascendo outra vez. Dessa vez para um mundo melhor, espero. Dessa vez para ser algo melhor, eu desejava.
Criação!

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 5. Dezember 2007

Soleil


Tão criativa. Tão doce, feliz de pouco caso. Dúbia nas conversas do horário da tarde. Sempre mais ativa que uma criança...
Ela olhava para todos como iguais - jamais esqueceu do dia em que viu que todos tinham o mesmo rosto, a mesmo essência. Alimentava sonhos todos os dias. Queria estar sempre dois passos e meio adiante.
Outrora, mais ausente, cabulava lições diárias para sonhar coisas simples; pra mostrar que a vida também necessita de uma boa atenção, uma boa conversa. Precisava de um sorriso mágico.
Ela apontava seus limites. Negociava sua razão. Administrava as conseqüências... Às vezes errava o cálculo, dava um passo maior que a perna. Caia. Mas jamais perdia o bom humor. Levantava, bancava a superior e seguia feliz com seu novo aprendizado.
Gostava de sentir o vento no rosto. Abria os braços sem jamais perder a esperança de voar... Se era feliz? Não sei. Isso é algo relativo. Talvez fosse louca.
Dormiu!

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 4. Dezember 2007

Lados


*A proeza e a escuridão.

- assim como quando o pé toca na areia, você sente a liberdade. Meio perdido, assim como os poucos feixes de luz que insistem em passar pelas folhas quase secas.

*A sandice e a perspicácia.

- tava parecendo os dias que a necessidade mais parecia uma faca de dois gumes. Mas eu sabia que no final sempre me conformava em apenas ser mais um dos desejos que, com um passo ali e outro aqui, eu alcançaria sem esforços.

*A amizade e a pouca crença.

- eu sempre tentei atencionar para todos os problemas alheios e, assim, solucionar para que o fraternal sempre crescesse. Eu sempre detestei me deixar para trás, ser o último da fila, aquele que se esquece; eu tinha pena de mim.

*A lágrima e o caminho a ser seguido.

- é triste, porém necessário; um dia vai ser tão bom o reecontro, vamos nos achar tão ridículos e rir tanto. Mas agora tenho que ir, acho que o caminho é aquele mais a frente; dado inicio ao primeiro passo meu pai disse, um dia, não serão permitidos olhares contrário, olhares pra trás.

*O sentimento final, único.

- eu sou fiel as minhas emoções. Eu tenho paz!

Jucksch, Márcio.