Mittwoch, 12. Dezember 2007

Sem ponto final


Um cretino, sim. Não vou ser hipócrita. Eu realmente não gosto de gente que não sabe se vestir.

-Eu acordo, olho e o que vejo? Sim, um quarto vazio.
-E viva a trama que combina com o mais lindo dos ares verticais.
-Sempre a sombra do inesperado. Mal existia no tempo que havia de ser outro.
-A tardia paixão que sufocou a mais violenta das presenças.
-Guardo em ti o que de mais precioso me roubaram.
-O leve estampido das almas devoradas.
-O que nos concerne pouca crença. A variedade de emoções em um único momento.
-Triplicando o que os olhos mal podem alcançar a dez centímetros.
-Mais além, a ponte que levaria ao nada. Sem nada mais a pensar.
-Vamos deixar as coisas em igualdade de condições. Eu aqui, você ali.
-Me agrada saber que o amor é tão constante quanto a morte.
-Ausência esporádica e alternativa. Eloqüência!
-Costumeiro. A selvageria tirou tudo do lugar. Eu caí!
-Pára. Eu queria sair. Espera, você não pode fazer isso comigo. Era tudo o que eu tinha.
-O problema é sexo? Então me devore como antigamente.
-A vida é curta? Então corte caminho.
-O sangue escorre. Alterne para o modo "slow".
-Me parece que sentei no lugar errado. Hora errada. Não estamos errados. O mundo girou ao contrário.
-Olhos cansados. Estado de choque. Suor. Fantasia oculta.
-Que nada! Fica com seu dinheiro! Eu não preciso de esmola. Não sou mendigo!
-Muito obrigado! Que porra é essa? Só sou educado, chérie!
-Eu só quero alimentar-me direto da placenta.
-Vá ao inferno e colecione carne pútrefi.
-Imagina se eu diria que és tão nojento quanto a vida que leva.
-Tenha inveja de mim. Me agrada saber que sempre vai ser o verme que se alimenta das minhas pegadas.
-Me enobreça. Me sinta. Coma tinta.
-Corra. Exploda. Vomite idéias primordiais.
-Essa é sua última noite aqui. Amanhã cedo, por favor, vá embora.
-O problema é saber encaixar a peça que está faltando e entender que a vida só faz sentido no último segundo.
-O estalar de dedos contados ali. o "x" da questão.
-Breve como o vento que passou.
-Encolhido por medo de tudo. sofrido como escravo.
-A campainha repetitiva. Fulga-cidade!
-Agora sou eu. Você ainda está aí? Eu sou o Márcio, lembra?
-Ela pediu desculpa, mas não vai mais alugar o que quer que seja. Nesse caso tudo será devolvido.
-Masculinidade pra quê? Sirva-se do que tiver na mesa. Têm para todos os gostos.
-Loucuraaaaaa! Grite e seja feliz.
-Batendo as mãos e irritando muitos. Eu gosto disso! Yeah!
-Putaaaa! Eu te pagava. aceite, você foi, é e sempre será minha putinha! Haha.
-Um cachorro latiu. Que nada! Pára de beber.
-Huuum, o gosto da vitória. Seria melhor se tivesse te visto morrer. Ver o brilho dos seus olhos se apagar.
-Eu não quero te matar. Eu quero crescer.
-Inocência? Onde? Acho que há muito isso não acontece por aqui. Há muito não existi em lugar algum.
-Hedonismo? Acho digno. Só não leve tão a sério, pois tem que ser sério.
-Mau-humor? Prefiro os que são comuns no horário da manhã.
-Raiva? Essa eu não consigo sentir nem do meu pior inimigo. Os que se dizem meus inimigos.
-Brigar? Eu nunca consegui. No máximo eu começo a rir desesperadamente.
-Amor? Costuma se esconder de mim. Mas acho que começo a senti-lo intensamente.
-Filantropia? Acho coisa de celebridade que quer ser vista com "bons olhos".
-Entropia? Hum, acho tentador. Me deixa com tezão!
-Altruismo? It's over. Good luck! Sempre esperei mais.
-Parcimônia? Eu tentei, tentei, tentei e tentei. E você?
-Primeiridade? Experimenta perguntar isso pra quem está no fundo do poço. Está eminente a uma tragédia incalculável.
-Traição? A mais fidedigna, por favor.
-Extremos? Indiossíncrasias sem distinção de cor, sexo ou crença.
-Eu amo? Logo, me auto-destruo.
-O abismo? Nada mais que um passatempo.
-Por quê tantas perguntas? Ué, mais uma? E mais outra pelo visto.
-Ah, foda-se! Me beija logo. Pára com essas filosofias de galinheiro onde você tenta, educadamente, dizer que quer trepar comigo no carro, num motel barato... É tudo por pura misantropia.

Você aceita viver ao meu lado?

Prosas...

Jucksch, Márcio.

4 Kommentare:

Anonym hat gesagt…

Ahhh ráááá... perfil do orkut.
E aí, quando vais perder a vergonha e me adicionar lá?
Eu heim, que coisa mais louca...

Anonym hat gesagt…

Por aqui muito sol, calor do caralho. E por aí? Neve, já?
Mesmo que ainda não tenha neve, imagino o perfeito frio que está fazendo... Hummm, sensação sem igual que eu ja tive a oportunidade de sentir.

Amocê - jucksch em sua versão mais que caipira.

Ei, me manda frio. Essa cidade é quase macapá, bixo. Só é maior e com mais assaltos.

Jess hat gesagt…

-Ah, foda-se! Me beija logo. Pára com essas filosofias de galinheiro onde você tenta, educadamente, dizer que quer trepar comigo no carro, num motel barato... É tudo por pura misantropia.

oaishaushahis

eu ainda não consigo entender a razão dessas coisas ainda. o estranho mesmo é quando a gente consegue achar que realmente faz sentido. o.o

Anonym hat gesagt…

ah gostei do que li. ^^

vc não é hipocrita mesmo.

to com preguiça de escrever...


té mais. o/