Montag, 9. November 2009

Citrique

You must already be wise to love the wisdom


É um outro tipo de sofisticação. Gritante. Único e insubstituível. Não é amor, ainda que tenha sol.

Eles dizem que é a vida como frase de efeito.
Replicante. Desgastado, preto, com fundo. De posse. Criado em 1915...
Mas sim... você encontra mesmo?
Abdica. Clássicos fundamentais. Tédio. Todo mundo aqui é alguém, ou tenta. É o valor das coisas. Longe. Cansado, muito cansado. Até amanhã, ok, ok. Nor do I... ao extremo.
Semi morto. Se quiser falar comigo usa a mesa branca.

Você morta e eu congelado, você morta e eu congelado, você morta e eu congelado!


Get this: you're dead and I frozen



Jucksch, Márcio.

Samstag, 7. November 2009

G

E mais um ano (...) e nesta data tão querida eu (...) contento-me (...) ainda que a minha vontade fosse de lhe dar (...) beijos e abraços pra que? Dedicar-lhe algumas palavras? (...) mal? Desejo-te um dia intenso. Mais do que tudo que compõe um ano (...) seja riso constante, receba telefonemas, cartões de crédito... e muito do carinho daquele lá (...) amam, amam, amam. É você de coração, ali, a cada passo uma gota, partindo, debaixo de tudo, forçando o momento, acumulando empatia (...) te ilume e dê saúde? Paz, paciência e fé? Pra que? Tudo isso para alcançar seus objetivos...

G



Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 4. November 2009

Período

Ainda não lembrei o nome.
Deve ser o inconsciente.


No fim de tudo, uma boa valvula de escape é o Lego. Sempre tive muitos baldes de lego.

Onde montava robôs quadrados, suas cidades quadradas e suas vidas quadradas.

Meus pobres robôs não tinham muito o que fazer em suas vidas tediosas, a não ser se apaixonar pelos seus inimigos.

Sempre terminava a história com o protagonista desmontado em pedaços.

O vilão violava a esposa do herói.

Transformava os filhos do herói em escravos.

Dilacerava a paz do seu reino.

No fim da história, todos morriam num terremoto.


Vivia imundo de ficar deitado no chão, brincando com lego.
Lego é melhor que qualquer companhia. Dá pra montar e desmontar quando quiser.


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 3. November 2009

Sobras

Sobras de um futuro? - ele perguntou.

Na minha vida o que há em excesso é passado. Passado morto, mesmo depois de enterrado, fede.

(almost 28 years)


Jucksch, Márcio.

Sonntag, 1. November 2009

Marília

Mar de si mesmo
Mar de si mesma


Corria campo adentro porque não tinha mar
Abria o verde num mergulho e bebia o sal do vento
Porque não tinha mar
Também nunca encontrou nem cais
Nem porto
Velejou na grama
E sem parar falava de amor


Em meias palavras e cantigas de moça


Porque não tinha amar



Jucksch, Márcio.

Freitag, 16. Oktober 2009

22/05/07

Queria cruzar distâncias como cruzam meus pensamentos.
E que todo dia fosse novo.
Que o mundo não estivesse feito, mas cru; feito massa de bolo, onde a gente enfia o dedo para ver o ponto do açucar. E pode pôr nescau, e umas migalhas (?!) e laranja. Depois mudar de idéia e fazer bolo de cenoura.
Outro dia a gente se preocupa se a massa vai crescer.


Outro dia a gente se ocupa de crescer.



Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 14. Oktober 2009

Ingrata, faminta

Ah, vida ingrata, vida faminta.

Julho é saudade e lembrar é como "arrumar o quarto do filho que já morreu". Porque nada vai ser igual aos dias frios e à escola acolhedora de todo-santo-dia-9horas-de-aula.
Não teve saudade, choro, balela. Tudo era lindo, pois logo acabaria. Estava acontecendo, sabem? Era o nosso momento, nosso talento.

O dia da volta foi solitário, doente, hesitante.
Foi triste, babaca, silencioso, errante. Eu deveria nunca ter acordado. Nem te conhecido.



Jucksch, Márcio.

Freitag, 9. Oktober 2009

Adulterado

No passar dos anos, só Deus sabe o porquê, ficamos mais e mais convictos de que o mundo nada tem a ver com nossos delírios narcisistas, nossas esperas, nossas promessas e dores sem razão. Com o passar do tempo e com o cotidiano, nos tornamos escritores maduros. E péssimos poetas.


Meus versos eram tão belos quando eu só imaginava que sabia do que tratavam. Ser poeta exige antes de tudo a arrogância de dizer que o mundo é sim culpado, que a vida é sim doída, que o poeta é sim herói. Numa poesia não há espaço para “eu acho”s.
O poeta, até quando vacila, tem certeza. Aliás, é na dúvida seu estado de maior confiança. Mas, quando nos convencemos de sermos adultos e de que como adultos é que vivemos e decidimos e escolhemos, pronto, a vida nos adultera. E agora nada mais de imitar Clarice. Nunca mais começar um texto com ponto e vírgula. Agora sempre disparar a espingarda no fim do capítulo, se ela estiver no início.


Porque é assim que os adultos fazem, é assim que os adultos lêem. E há tão pouco tempo entre o tempo que se aprende a ler e o tempo de não ser mais criança. Vai levar tanto tempo para voltar a ser jovem.



Jucksch, Márcio.

Dienstag, 6. Oktober 2009

Pâncreas

Como um sonho, líquido; como o tempo, insólito; como a passagem, rarefeita; como o gelo, prático; como sua mão, dois minutos; como a imagem, mútua; como vitrola, escaldante; como a passagem, psicosomática; como o passo, indelével; como o aroma, pueril; como o espelho, pareado; como a morte, lôbrega.

De você, limítrofe; no dia, lodo; no cartaz, malopéia; de requinte, marajá; o enfeite, marfim; o pé, marítimo; a hierarquia, marquês; de espírito, máculo; com voz, metafísica; na noite, metódica; o quadro, mítico; o vento, mórbido; a saliva, mutável; a náusea, sempre; a negligência, avisada; de natureza, néscia.


Jucksch, Márcio.

Sonntag, 4. Oktober 2009

Outros demônios

Assim que se abriu a porta do amor, passaram por ela todos os demônios vestindo ternos de linho do velho mundo. Pularam com seus sapatos pontudos para o lado de cá, batendo os saltinhos no chão da realidade segura. Saíram um atrás do outro, andando apressados com suas pastas de couro preto agitando o ar macabramente. Olhavam-se entre si, bruxuleando em círculos, reconhecendo-se as feições de palhaços negros, com as maçãs duras maquiadas saltando por cima dos sorrisos iguais.


Virando a cabeça mecanicamente de um lado para o outro, como se o queixo de todos fosse puxado por linhas de um titeriteiro sádico, indagaram-se quem era e onde estava o que abrira a porta enferrujada. Sozinhos no recinto da metáfora, pararam os movimentos ridículos lentamente, até se tornarem absolutamente imóveis e então, sem aviso algum, viraram-se para as letras formando seu mundo de página, estenderam a mão para abrir um espaço, como quem afasta dos olhos uma cortina. Olharam para mim.


Falamos desonestidades à príncipio.



Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 30. September 2009

Hoje, eu posso tudo


Cocunut Skins



Estou procurando Deus e ele não está em lugar nenhum. Não nas conversas em bares, nos aniversários dos amigos, nas caronas à meia-noite. Não vejo como achá-lo, não há placas, não percebo indicações. Eu o procuro nos céus de meus sonhos; sobrevôo as nuvens de dúvidas, sobrevôo as tempestades, os relâmpagos, muito além das cidades oníricas. Mas não acho Deus. Não tenho uma pista de como ele deveria parecer, mas não aparece para mim. Não reponde às mensagens que envio pelos deuses pagãos que me visitam à noite. Os espíritos dos mortos não trazem recados dele. Eu procuro por Deus em minha casa, também não está aqui. Olhei nas outras casas e não me encontrou lá. Já o procurei nos meus pecados, mas pressenti que isso não fazia sentido.
Não sei exatamente o que lhe diria se o encontrasse, mas isso não importa. Preciso dele para me dizer algo, estou ficando surdo. Procuro Deus e não consigo encontrá-lo.


-Estou procurando um sentindo para o meu aniversário também; que não seja parabéns, abraços e beijos atrasados.


-Meu avô morreu. Eu não vi. Ainda espero isso não ser verdade. Não me aproximei do seu caixão, nem o acompanhei durante o funeral. Mas ainda assim ele fez questão de me deixar um peculiar gosto de morte. Não foi maldade, foi uma singela explicação de sua ausência. No momento da partida eu estava distante, estou sempre distante. Todos entendem. Descobriram seu álbum... e lá, que ele amava a todos incondicionalmente, sem obrigação. Principalmente os netos. Porque em fotos todos sempre estão felizes. Sorrindo, sem dores, jovens e o espírito nunca abandona o corpo. Sei que você está bem, vô. Muito melhor do que muita gente quer estar. Mas eu sei, sempre faltou algo. No futuro, eu compenso.
Agora, se eu tivesse um coração, juro que chorava por você. Saudades!



Jucksch, Márcio.

Sonntag, 27. September 2009

That and more

Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio

Você morreu por não abrir a porta, sozinho
Eu vivi por conter o grito em mim


Jucksch, Márcio.

Freitag, 25. September 2009

since XX

Não sei como consigo ficar tanto tempo longe de você. Não, realmente eu não sei!
Mas quando te vejo e te abraço, tenho certeza que ainda sinto o mesmo ou até mais que sempre senti... e que também esse tempo foi pouco, nem foi tanto assim!
Sempre estarei do seu lado. Seja em momentos difíceis, que você precisar desabar ou em momentos corriqueiros que costumávamos ter. Ou que eu precisar doar meus orgãos pra você, ou eu mesmo te ferindo pra te fazer desabar. Momentos que eu vomitaria minhas culpas, apunhalando seu amor, adoecendo as suas vontades e que eu até trocaria tanto do que tenho hoje pra voltar a tê-los, com você!

É só você chamar. Por meio do último suspiro de quem pára de correr. Com a força de quem sufoca a própria dor de uma fratura. E espero que sempre queira fazê-lo, como eu sempre quero! E sentaremos no chão da cozinha, comendo pão de queijo com nutella. Tomaremos sorvete de rosas, de cinzas ou de sujo, faremos remakes de filmes clássicos, você vai me ajudar a vestir aquela calça linda do brechó que não quer entrar e eu vou rir das suas imitações e de você puxando o cabelo da Isabelle!


Jucksch, Márcio.

Samstag, 19. September 2009

A encruzilhada está em nós mesmos

Há uma bondade; uma bondade primordial, uma bondade intensa e clara e simples que se contrapõe - pois a natureza tem essa regra de dois pesos, um para cada prato de sua balança - à crueldade inata dos desejos primitivos de vida e morte.

Essa bondade da velha ordem, esse cavalheirismo natural, de regras óbvias para quem as vive, cada dia mais esquecidas, cada dia mais estapafúrdias para o nosso tempo, tão reinventadas noutros nomes que nem as sabemos mais reconhecer, em você se mantém.

A bondade dos golfinhos que protegem a cria alheia, talvez por serem bons ou por meramente as confudirem com as suas (o que é só outra forma de ser bom). Ou mesmo a das abelhas, das pernas repletas de pólen que proliferam a vida das flores, talvez por amarem a beleza, ou meramente por assim serem e o estarem sendo.

A sua bondade é assim.
Que bom que retorna.


Jucksch, Márcio.

Montag, 31. August 2009

Somewhat

I miss 120 minutes of our love...


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 25. August 2009

Dizendo "I go to"

Eu sempre ouvi de outras bocas que eu era do tipo tímido, porém rispido e muito, mas muito frio.
Lembro de ter assistido esse seriado, ao menos, umas cinco vezes. Chorei em todas - isso o que importa. Sim, a história era impressionante; o ar funebre sempre me mantia ligado. Dialogos abertos, em outros planos, que me levavam, sim, a pensar melhor.
No máximo três ou quatro personagens me chamaram atenção. Me senti um deles em certo momento. Pra mim era o melhor, escutei de outras pessoas que também era o melhor que já tinham assistido. Mas pra mim era uma sensação única.

Não interessa, a música do final sempre foi a melhor e que me encanta até hoje.



Jucksch, Márcio.

Dienstag, 11. August 2009

Final do episódio 6


Eu nunca serei amado por alguém mais doce que você; eu nunca precisarei de alguém mais doce que você.





Jucksch, Márcio.

Sonntag, 9. August 2009

8.1 em escala mundial


Era uma vez você, de camisa florida, no balanço cada vez mais alto


Era uma vez você, na sala de aula, com o lapís na mão, absorto, esperando o sinal


Era uma vez você, de calça verde, camisa cinza, não combinando, irritado


Era uma vez você, no último dia, dançando com ela, antes da meia-noite


Era uma vez você no carro, tomando café, perdido nos documentos, falando ao celular


Era uma vez você, em casa, tentando fazer faxina, tentando assar um bolo


Era uma vez você, na TV, falando sobre macroeconomia, com aquela gravata horrível


Era uma você, sem nunca me notar, sorrindo ao esbarrar em mim


Era uma vez você ali, uma merda... esperando?



Jucksch, Márcio.

Donnerstag, 6. August 2009

H.W Rent


Era apenas um casal dançando e um fundo azul atrás; era apenas um trio conversando e um fundo vermelho atrás.



Jucksch, Márcio.

Montag, 3. August 2009

Ok


3 de Agosto, férias naquela margem pouco convincente da esperança; se eu estivesse no deserto, como dizem, veria muitas miragens, mas seria preocupante a partir do momento que achasse que areia é água... só resta aquela pergunta:



- Mas por que ele se tornou tão difícil de encontrar?! É impossível você ter provas mais que concretas que ele existe e, simplesmente, ele se fazer uma reles personagem do seu profundo desejo. Por favor, bróder, estamos na era digital. Nem MSN mesmo? Sua sorte que sou extremamente inteligente, sensual e que Macapá nunca sai desse corpo que vos escreve.



Jucksch, Márcio.

Donnerstag, 23. Juli 2009

Parabéns, Amor


23 de Julho, e é aniversário do Meu Amor mais AMOR!!!


E já se vão 6 anos de amizade, né? Apesar das brigas e desentendimentos da minha parte... eles se vão mesmo assim.


E ano que vem Macapá vai estar bem mais agradável desde a última vez... e todos se reencontram. Que bom!




Jucksch, Márcio.

Montag, 20. Juli 2009

Have a little faith in me


O velho xamã precisava viajar velozmente entre os países necessitados de sua mística presença. Assim, por meio dos sonhos, chamou o aviador que, numa casualidade do destino, acabou por precisar pousar seu zepelim na mesma clareira em que o velho bruxo acampava.

Ao ouvir o pedido daquele senhor, o homem-dos-céus, usualmente orgulhoso de seu ceticismo bem cultivado, não encontrou em seu coração qualquer impedimento para satisfazer a vontade do ancião. E, assim, partiram.

Já navegando entre as nuvens, contudo, o aviador não resistiu à tentação de fazer ao velho um pequeno gracejo acerca de sua fé inabalável. "Posto que é engraçado" - começou o aviador - "Toda a vida acreditei que os magos como vós podíeis voar"

"E com razão", sorriu o ancião.

"No entanto, cá está o senhor, no meu zepelim..." - riu-se o aviador

"Voando" - riu-se o xamã.


Alguém reconhece?



Jucksch, Márcio

Donnerstag, 16. Juli 2009

300 segundos


Procrastinação.

Mais cinco minutos. Convencer-se de que há mais cinco minutos. Deixar para depois. Fingir dar importância e não fazer.

Procrastinar é a forma dos tímidos rebelarem-se. É como os covardes se recusam. É a dança dos preguiçosos, dos desacreditados, dos inseguros. Cujo ritmo é muito difícil de desaprender, mas é terrivelmente contagiante. E tem um sabor deveras familiar.

Um quê de liberdade e um quê de “pra sempre”.

Ambos ilusórios. A procrastinação é uma jaula mental. E, já dizia Winston Churchill, vem logo seguida das conseqüências. O tempo não pára.

Aquele que hesita, perde tudo.


Jucksch, Márcio.

Samstag, 11. Juli 2009

11.7.09


Na numerologia existe uma coisa chamada "Grande Amor". O Grande Amor é uma espécie de contrato assumido pela alma em vidas anteriores; diz-se dele que é avassalador, que precisa ser vivido a qualquer custo nesta vida, que nutre sua força de uma profunda mudança na vida dos dois envolvidos. Um que amará desenfreadamente, sem poder esperar nem conseguir retorno pleno. O outro que deverá aceitar esse amor muitas vezes sem ter como retribuí-lo de todo.


O grande amor tem regras específicas, potentes, de duras penas para quem as infringe. Virá numa certa época da vida. É uma grande lição. Da maior importância. Não espera. Não permite o gozo de outras relações a menos que tenha sido esgotado; que a lição tenha sido aprendida, que um tenha tudo entregue, o outro aceito. Que se tenha crescido, passado adiante. E, então, que se finde. Dessa forma. Os dois saem da relação marcados para sempre. E não haverá outra igual. Mas ela acaba. Finito e inescapável. O grande amor se morre, é substituído. Possui um prazo. É terrível. Tudo marcado, como gosta a numerologia. Essa sabedoria sem o menor sentido e absurdamente fascinante.


Eu não tenho o grande amor. O amigo que estudou meus números, minhas vogais e consoantes, disse-me, quase sentindo alívio por mim. Ele. Não eu. Eu sempre quis o grande amor. Amei-o mesmo antes de saber qualquer coisa, sem acreditar em coisa alguma. Sem fé, sem crença. Amei essa mudança absoluta a partir da entrega de dois seres humanos que nisso e apenas nisso, não se podiam governar. Eu, como naquele filme das bruxas, erguia os braços e rodava pelo pátio da casa, até cair tonto. Eu, sem juízo, sem limites. Eu merecia o grande amor.


Corroí-me de inveja. Que graça tinha a vida, perguntei ao amigo numerólogo, agora que não era só o combustível para se queimar nessa paixão fulminante. O amigo, esse sim, tinha o grande amor marcado em seu destino, como uma promessa apavorante, agravada pelo fato de ter conhecimento dela. Andava receoso de seu tempo, temia pela liberdade dos seus sentimentos, dos seus gestos. Em poucos anos, aos 28 numa esquina, ele perderá o coração. Para alguém que não conhecera, regra essa essencial.


Eu não. Para os números, meu coração será sempre meu para dá-lo a quem quiser, com toda a responsabilidade por isso. O grande amor, o amor romântico, a velha idealização, todos têm o mesmo rosto. Cujo aspecto mais agradável é a loucura de ser possuído por um amor governante de si mesmo. No qual se entra sem escolha, para se perder. Todo amor é para perder pelo menos um pouco. Mas só no Grande Amor faz sentido culpar os outros.


R



Jucksch, Márcio.

Donnerstag, 9. Juli 2009

9.7.09


Debaixo do meu teto, o machismo é às avessas.





P.s.: Será que em janeiro realmente acontece?





Jucksch, Márcio.

Dienstag, 30. Juni 2009

Laissez faire


-Como você é má!
Por isso eu adoro.



-Você é como o pus, que infecta a mucosa, que destrói os fungos, que se alimentam dos detritos.



-Você sabe quem e o que você é para mim.
Não importa como, não importa quanto, não importa onde.
Você é sempre você.
De um jeito que só a gente sabe como é.



E quanto mais o tempo passa, mais eu sei que te conheço; que você gosta de uva itália, e que sou apenas 19 DIAS mais velho que você; que você só gosta de banana e maça. E eu nem gosto de banana; e que você morena e eu sou 'loiro'; que você é sossegada e eu sou fresco; que você é X e eu sou Y.
E por isso tudo dá tão certo.



-A vadia das vadias.
Amiga das amigas.


E por que eu escrevi isso?



Jucksch, Márcio.

(x + y)


Nada de tiros. Nada de desgaste. Nada de espelhos. Nada de azul. Nada de duplas. Nada de frio. Nada de olhos. Nada de sexualidade. Nada de Coca-Cola. Nada de 'inhos'. Nada de janelas. Nada à quatro. Nada de significado. Nada de ABC.



Nada!



Jucksch, Márcio.

Sonntag, 21. Juni 2009

Na torre mais alta, à noite


Real e inelutável era a sensação terrível que comprimia o seu peito...



Jucksch, Márcio.

Donnerstag, 18. Juni 2009

Série: escrituário


Os segredos são nossas moedas nacionais. Seu valor é relativo a quem os recebe. Ter muitos segredos dá ao Estado-País do eu a estranha sensação de estar seguro, a sensação de saber o que ninguém mais sabe. Colecionar segredos alheios é como fazer pilhagens, retirar e retirar das pessoas sem dar nada em troca. E os segredos próprios guardados demais inflacionam as relações. Deixam cada gesto de amor caro demais, custoso demais.


Adoece quem guarda segredos se deitando sobre eles como se deitavam os dragões sobre as pilhagens de ouro e diamantes, no centro de suas montanhas impenetráveis. Gigantescas e imponentes montanhas de cobre. Em covis abertos por caminhos misteriosos, onde era coberto, às vezes por séculos, o brilho das jóias acumuladas.


O ouro dos dragões servia-lhes apenas pela beleza de tê-lo e jamais o usavam, jamais o trocavam, nem permitiam a ninguém que o vissem. Amavam juntar esse ouro, acima de tudo, e, pelo medo de perdê-lo, afastavam-se de toda e qualquer forma de vida. Tornavam-se orgulhosos, tempestuosos dragões, acostumados à satisfação de contemplar a sós o seu tesouro. Esses dragões raramente voavam, suas guerras eram tolas e sofriam com trapaças maldosas.


É preciso proteger nossos segredos das especulações, verdade. Existe o mal. Existe o descuido. Mas então existe todo o resto. Um segredo é valioso, isso é inegável. Um segredo contado altera uma verdade. Nós dizemos de algumas verdades que elas são difíceis. Contudo isso não existe, não há verdades difíceis, há segredos que não se querem dar. O segredo de que tenho medo da morte. O segredo de que não gosto quando meus planos falham. O segredo do abandono. O segredo da dor que causei e o segredo de que mereço amor.


Vejamos a Argentina com todos aqueles dólares: Uma hora a crise vem, não tem jeito. Vem para todos. E ter muito guardado não é garantia de nada. Por outro lado, também é muito doloroso dar a alguém um segredo e ver o valor dele desfalcado na troca. Mas é um risco, um risco inevitável. Daí a troca precisar ser justa. Ninguém quer ser arriscar sozinho.



Jucksch, Márcio.

Freitag, 29. Mai 2009

Seu principal meio


Às vezes, acho que esse espaço ou sua secretária eletrônica funciona como qualquer comunidade de relacionamento virtual. É tudo muito curto, muito evazivo, em poucas linhas, faltando a verdadeira intenção.

Não sei se te disse... mas hoje te liguei.



Jucksch, Márcio.