Donnerstag, 13. Januar 2011

Terminal de continuidade

Num descaso meticuloso pelo tempo da linha torta a visão se embaralha pelo não importar das mentiras que se esvaem quando a porta se fecha. Não entra, não sai. A lilás invenção do salvamento me aflige, não serei convencido do medo, do tarde, do erro. Aqui por de trás das minhas paredes existe apenas o meu infinito particular de desastrosos abismos calados que vivem ao lado direito do meu peito. Queda de avião, fim de festa. Não existe morte, pois esse fim só é cabível aos que socialmente se jogam no mundo. Sem saudade não há.
O carregador do celular ao lado do bidê da cama de onde não me levanto faz horas (anos? meses ?), aumenta o poderio de energias no recinto. Assim que o dia ascendeu do outro lado do mundo eu me reencostei no travesseiro novamente, longe do ti parado, perto do esquecimento. Embaixo da cama residem meus aflitos-fritos. Complementos rídiculos de um deserto onde estou rolando na areia da vida que reside cada grão do meu corpo calorento. Nada para no meu semblante de amor, um oceano de idéias apagadas pelos sóis que estão na minha lua decadente. Tudo em exagero, tudo em demasia. Algo provoca asia rimada, demência, doença. Tic-tac. Tuc. O som do tempo que perpassa nas minhas veias acorrentando-me ao pé que desliza sobre os lençóis. Levanto no aqui e agora, e digo: nada do que for eu será teu, pois o nosso prazer foi escondido na ala das tuas asas que voaram sem minha autorização.
Dedos aflitos e rígidos são o único sinal de certeza por perto. Gelado no parar eu volto a dormir lembrando do carinho amanhecido do outro lado do poente. Não há mais nada sobre o que dizer nem quero mais rezar. Presumo estar salvo nos braços do finito ambiente acalentador de seres, sumo na palavra não dita e nos lençóis que ainda estão brancos apesar do sangramento.


J, M.

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