Donnerstag, 23. Juli 2009

Parabéns, Amor


23 de Julho, e é aniversário do Meu Amor mais AMOR!!!


E já se vão 6 anos de amizade, né? Apesar das brigas e desentendimentos da minha parte... eles se vão mesmo assim.


E ano que vem Macapá vai estar bem mais agradável desde a última vez... e todos se reencontram. Que bom!




Jucksch, Márcio.

Montag, 20. Juli 2009

Have a little faith in me


O velho xamã precisava viajar velozmente entre os países necessitados de sua mística presença. Assim, por meio dos sonhos, chamou o aviador que, numa casualidade do destino, acabou por precisar pousar seu zepelim na mesma clareira em que o velho bruxo acampava.

Ao ouvir o pedido daquele senhor, o homem-dos-céus, usualmente orgulhoso de seu ceticismo bem cultivado, não encontrou em seu coração qualquer impedimento para satisfazer a vontade do ancião. E, assim, partiram.

Já navegando entre as nuvens, contudo, o aviador não resistiu à tentação de fazer ao velho um pequeno gracejo acerca de sua fé inabalável. "Posto que é engraçado" - começou o aviador - "Toda a vida acreditei que os magos como vós podíeis voar"

"E com razão", sorriu o ancião.

"No entanto, cá está o senhor, no meu zepelim..." - riu-se o aviador

"Voando" - riu-se o xamã.


Alguém reconhece?



Jucksch, Márcio

Donnerstag, 16. Juli 2009

300 segundos


Procrastinação.

Mais cinco minutos. Convencer-se de que há mais cinco minutos. Deixar para depois. Fingir dar importância e não fazer.

Procrastinar é a forma dos tímidos rebelarem-se. É como os covardes se recusam. É a dança dos preguiçosos, dos desacreditados, dos inseguros. Cujo ritmo é muito difícil de desaprender, mas é terrivelmente contagiante. E tem um sabor deveras familiar.

Um quê de liberdade e um quê de “pra sempre”.

Ambos ilusórios. A procrastinação é uma jaula mental. E, já dizia Winston Churchill, vem logo seguida das conseqüências. O tempo não pára.

Aquele que hesita, perde tudo.


Jucksch, Márcio.

Samstag, 11. Juli 2009

11.7.09


Na numerologia existe uma coisa chamada "Grande Amor". O Grande Amor é uma espécie de contrato assumido pela alma em vidas anteriores; diz-se dele que é avassalador, que precisa ser vivido a qualquer custo nesta vida, que nutre sua força de uma profunda mudança na vida dos dois envolvidos. Um que amará desenfreadamente, sem poder esperar nem conseguir retorno pleno. O outro que deverá aceitar esse amor muitas vezes sem ter como retribuí-lo de todo.


O grande amor tem regras específicas, potentes, de duras penas para quem as infringe. Virá numa certa época da vida. É uma grande lição. Da maior importância. Não espera. Não permite o gozo de outras relações a menos que tenha sido esgotado; que a lição tenha sido aprendida, que um tenha tudo entregue, o outro aceito. Que se tenha crescido, passado adiante. E, então, que se finde. Dessa forma. Os dois saem da relação marcados para sempre. E não haverá outra igual. Mas ela acaba. Finito e inescapável. O grande amor se morre, é substituído. Possui um prazo. É terrível. Tudo marcado, como gosta a numerologia. Essa sabedoria sem o menor sentido e absurdamente fascinante.


Eu não tenho o grande amor. O amigo que estudou meus números, minhas vogais e consoantes, disse-me, quase sentindo alívio por mim. Ele. Não eu. Eu sempre quis o grande amor. Amei-o mesmo antes de saber qualquer coisa, sem acreditar em coisa alguma. Sem fé, sem crença. Amei essa mudança absoluta a partir da entrega de dois seres humanos que nisso e apenas nisso, não se podiam governar. Eu, como naquele filme das bruxas, erguia os braços e rodava pelo pátio da casa, até cair tonto. Eu, sem juízo, sem limites. Eu merecia o grande amor.


Corroí-me de inveja. Que graça tinha a vida, perguntei ao amigo numerólogo, agora que não era só o combustível para se queimar nessa paixão fulminante. O amigo, esse sim, tinha o grande amor marcado em seu destino, como uma promessa apavorante, agravada pelo fato de ter conhecimento dela. Andava receoso de seu tempo, temia pela liberdade dos seus sentimentos, dos seus gestos. Em poucos anos, aos 28 numa esquina, ele perderá o coração. Para alguém que não conhecera, regra essa essencial.


Eu não. Para os números, meu coração será sempre meu para dá-lo a quem quiser, com toda a responsabilidade por isso. O grande amor, o amor romântico, a velha idealização, todos têm o mesmo rosto. Cujo aspecto mais agradável é a loucura de ser possuído por um amor governante de si mesmo. No qual se entra sem escolha, para se perder. Todo amor é para perder pelo menos um pouco. Mas só no Grande Amor faz sentido culpar os outros.


R



Jucksch, Márcio.

Donnerstag, 9. Juli 2009

9.7.09


Debaixo do meu teto, o machismo é às avessas.





P.s.: Será que em janeiro realmente acontece?





Jucksch, Márcio.