Montag, 16. Juli 2007

Depoimentado 2


"Beijei um garoto. Me apaixonei, transei, senti saudades. Passamos os fins de semana sem sair da cama, sentindo aquele gosto de amor inesperado e jovem, exalando cheiro de meninice, dando risada do que não tinha a mínima graça. Tomamos banho quase juntos - eu tinha vergonha - e ele pedia pizza de atum. Ligava pedindo colo, fazia dengo 1:30h da madrugada. Íamos a festas íntimas, de conhaque a caipiroska improvisada. Quando me cansava de todos, sentava para observá-lo; aí ele se fazia mais bonito, assim de propósito mesmo, e eu me apaixonava de novo. Não de novo porque o de antes tinha acabado e, sim, paixão somada a paixão, sempre mais.
Ele morava com o pai por capricho, porque trabalhava e podia se manter muito bem. Eu não aceitei uma cópia da chave de seu apartamento, claro que não. Então ele também não aceitou uma chave do meu e ficamos assim à mercê das campainhas. E gostava de viajar aquele garoto! Quase sempre a trabalho, ligando de 2 em 2 dias. Sei que lembrava de mim constantemente. Certa vez foi à um programa famoso, foi entrevistado sem querer e não temeu falar do nosso romance. Me apaixonei de novo depois dessa e certifiquei que, definitivamente, seria foda me separar dele. Não que eu quisesse, mas aconteceria um dia...
Se dedicava muito ao trabalho. Com o notebook pra lá e pra cá criava coisas formidáveis. Tinha talento para Publicidade, ainda que eu nunca tenha sido muito chegado a esses estudantes lá na faculdade. Era quase três anos mais velho e tinha riso de adolescente, bumbum também. Os amigos perguntavam o que ele queria com esse namoro e ele respondia: "Ser feliz". Eu reconhecia aos poucos que era exatamente isto que eu era quando estava perto dele, apesar de seus esquecimentos (principalmente do seu supermercado do mês), das brigas por causa da abstinência sexual repentina, da implicância com meu jeito introspectivo das 6:00h às 7:03h da manhã.
Lembro de quando, num fim de semana anacrônico dentro do meu quarto sem cama, ele disse que queria um filho meu. O que podia dizer para um homem no auge da paixão, da juventude, plenamente amante e amado, que desejava um pouquinho mais? Pôde escolher entre homens e mulheres, porém enquanto homem pleno que era, jamais poderia fugir do instinto maior que é o sentimento de paternidade no futuro. E o que diria a quem eu amava e daria todos os filhos que quisesse, se fosse possível? Não foi preciso responder, pois ele leu em meus olhos de 17 anos que não havia o que dizer.
Nunca entendi como certas pessoas, entre elas minha mãe, enxergavam aquele universo como uma aberração. Aquela criatura que descansava lívido, lindo, vagando entre sonhos secretos, que se espalhava no meu leito de forma apetitosa e cálida, jamais poderia ser uma aberração.
Ele queria saber o que eu estava lendo, o que estava estudando, o que queria pro almoço do dia seguinte, o que é que curaria minha dor de consciência, o que é que eu sonhava em noites chuvosas. Gostava de dormir nos meus braços, de preferência com a mão no meu peito. Pode?! Claro que pode, podia...
De mim, tinha o que quisesse... e ele me queria.
Eu disse que um dia aconteceria de acabar, lembram? Pois acabou. Dava certo demais, era amor demais. Às vezes dava muito errado e isso era dar certo; me puxava, me tirava sarro, me degustava, me desprezava pra depois me querer muito mais. Isso me consumia, é verdade, e eu começava a querer dar um rumo pra vida quando ele batia na porta e dizia que me amava. Era um rumo e tanto! Mas não enxergava futuro pra mim; não atrapalhava, mas não garantia nada. O problema era tudo se encaixar e eu mergulhar de cabeça. Terminamos.
Não houve coisas a serem tiradas da casa do outro; só as lembranças e a dúvida de ter feito a coisa certa, mas recusaram-se a sair e é com elas que almoço agora. Hoje sei que ele não fuma mais, nem quer comprar o dvd de 'As Horas', justamente na época em que sobra nas lojas. Não rói mais as unhas, esquece as lentes de contato onde não deveria, voltou a desligar a TV antes de dormir. Semana passada, um respeitável e despeitado amigo seu, veio dizer que se namorar um garoto de 17 anos pareceu uma merda, separar-se dele foi merda maior ainda.
Não mais nos encontramos ao acaso. Pra ser mais exato nunca mais desde o último dia.
Hoje chegou de Porto Alegre (viajou com o pai) e ligou-me dizendo:
- Olá. O Orly me pediu pra avisar da festa na casa dele hoje às 21:00h. Ele não sabe que não estamos mais juntos, mas não custaria fazer esse favor. É isso.
Repetir o recado da secretária eletrônica várias vezes parece coisa de mocinha apaixonada de filme, mas eu fiz. Lembrei de quando nos conhecemos e reparei como esses momentos estão sendo parecidos, começo e fim de namoro. Não de amor, de namoro.
Ele tinha certa aversão a nos imaginar como um casal gay de simpáticos velhinhos e eu consolava-o dizendo que iríamos morrer antes disso. Mas não morreremos hoje, porque nos apaixonaremos pela milésima vez e dessa não teremos medo."

Jucksch, Márcio.

João Alberto Capiberibe


Claro! Tinha que ter uma simbólica homenagem, né!? Tipo, a minha vontade é de chamar ele de tio outra vez... hahaha.
Meu, eu acho esse cara muito tezão (no melhor sentido da palavra... vai entender, né?). Eu acompanho a história desse DEUS há 8 anos, meo... OITO ANOS!!!!!!!!!!!!
Lembro que as primeiras ameaças da minha foram que eu, quando pudesse, votasse nele; e assim o fiz. Basta acompanhar a história pra que isso aconteça... ele pode, ele é fodástico de vez em sempre!
Agradecimentos especias à Jaiana Carla Giarola Carmezim por ter tirado fotos e feito um vídeo com ele - com a minha DIGITAL - na casa dela no ano de 2005... ela também pode, ela é demais. Desculpa se eu não posso ter reuniões políticas com o Capiberibe na minha casa, ta Jaiana? Hahahaha.
Sabe, tem um quadro ampliado dele no meu quarto. Tem que ser assim...

Capiberibe, tu és tri intelingente, tri maneiro, tri eterno dono do AMAPÁ, tri meu tio, tri tezão, tri prefeito, tri governador, tri senador e, sim, por que não um... SUPER SAYAJIN!!!

Jucksch, Márcio.

I hate that!



Queria uma explicação convincente para tal asco. Cara, é sério! Nunca gostei mesmo!
Sei lá, minha mãe diz que é frescura e às vzs até tenta me fazer beber isso... eca!

Mas essa foto não está legal e nem mostra muito o café. Mas acho que é melhor assim, pois estou quase vomitando só de olhar isso...
Apenas porque não estou com criatividade de escrever algo decente.

Jucksch, Márcio.

Freitag, 13. Juli 2007

Por vãos

"E a grandeza cabia-lhe na mão.
Então em vão me chegarão,
Por vãos e vãos de mãos dadas.

E por mais que eu permita, me falta inspiração.
Por nesgas me aparecem idéais.
Vão então que por vão me chegarão.

E a fraqueza cabia-lhe uma contra-mão.
Mão de quem? Então por vão tão quão,
A mim avisarão que de amor me servirão.

De mim por ti, de eles por deles,
Aqui, ali; lá, a-cu-lá?
Por aqui não vi... e então...

Me cuida o teto desagradável do pós-parto!

Até mais ver-se-ão?

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 11. Juli 2007

Te amo muito


E claro, foi em mais um desses dias nessa cidade tosca que não me reserva nada para fazer, saca? Desculpa o palavriado, mas foda-se! Eu já estou me enchendo de tudo isto; tem dias que não to legal mesmo e não quero ninguém por perto. Não gosto de ser assim; apesar de tudo, posso dizer com total clareza, que tristeza e raiva não combinam comigo...
Jaiana, estou pensando seriamente em ir pro Rio de Janeiro, contigo, no inicio de setembro. Cara, seria tudo passar pouco mais de um mês na cidade maravilhosa!

Jucksch, Márcio.
Te emo pra caralho!

Ich liebe das


Oh oh, senhor tempo! O senhor não conseguio nos fazer esquecer;
Oh oh, senhora distância! Por mais longa que pareça, Brasil(Macapá, Minas) se estende à França.

Sim, porque as melhores tardes só são as melhores quando eu consigo ficar com elas "conversando na mesma janela". F-o-i-s-e o tempo que moramos próximos... E nosso amor é psicodélico e nem nos importamos.

Oh, negãs! I missed youSSS a lot...! Mas, calma, julho de 2008 está logo aí...
Meo, as férias estão condenadas a serem em Macapá Rock City... A gente tem que ir no xOmpPinG -> linguagem de miguxa. Hhauahauahua.

Mas eu ainda consigo passar minhas férias com voces no Rio de Janeiro; muita bala perdida, assalto, tour no morro do alemão. Bah! Eu quero ser muito turista no Rio antes de chegar em Berlim e exclamar: Cara, esse é o tipo de coisa que tu fala como se tivesse com um amigo carioca: brother, eu to muito na Europa!

Há braços e beijos!

Me chame de Frank


-Você me provou ser uma ótima dançarina.
-Oh, senhor Frank... digo... Frank...! Apenas me dignifico a fazer o melhor.
-Eu sei. Por isso te elogio. Mas me diga, o que uma linda mocinha faz desacompanhada e dança com olhar distante?
-Ah, apenas sigo meu ritmo, senhor... opa! Apenas tento seguir meu ritmo, Frank.
-Certo. Mas seria um crápula se não lhe oferecesse um drink... me acompanhe.

Minutos depois...
-Meu relacionamento com Edy apenas me comporta decisões rotineiras... mas sei lá... eu o amo.
-Aposto que você o deseja mesmo... com tudo o que lhe é inerente.
-Sim, acho... sempre venho aqui a 00:00h me prestar à um pouco de conforto. Música, dança me liberta de uma forma impressionante... Oh, desculpe! Falando tanto de mim e nem te deixo soltar alguns verbetes...
-Não não! Está sendo um prazer escutar sua linda voz... não se abstenha.
-Bom, mas também me contento com música. Sou um empresário, digamos, frustrado com as decisões tomadas por outrem e que hoje interferem em tudo... na verdade, só queria um mapa de mim.
-Mas, apesar de tudo, vejo que você ainda mantém esperança no olhar, Frank. Isto é encantador.
-Sim... digo de "boca cheia" que sou feliz dentro do que me foi reservado.
-Tornei-me sócio deste clube e não o largo por nada. Mas, vamos à mais uma dança, minha querida?
-Oh, claro, cavalheiro! Somos serenos neste ponto...

E juntos foram dançar...

Jucksch, Márcio.

Thinks better



E o arroz que havia de ser desgustado. farinha espalhada pela mesa. O feijão a ser cozido. Frascos e frascos - mais parecida um cientista. O modelo de ebulição lhe crescia. Sempre há de ti respeitar. Respeitar-te-ia?
E ninguém mais ouviu um sussurro sequer. A malcrição tirava pontos. E assim, como quem não quer nada, apenas olha pela janela e imagina atravessar a rua e chegar na escola... assim.

Jucksch, Márcio.

Izabel...


(...) e nesse rítmo desenrolava a inutilidade da tal mulher. Ela apenas sorria com olhos marotos e garantidos de sua eterna agonia. Percorria a mesma distância todos os dias apenas para tentar um desencontro; ela era mais esperta do que pensavam. Mas Izabel estava consciente que depois da ponte sua história acabava sem final feliz; ela jamais atravessara, ou mesmo se atrevera a tal ponto. Ainda assim inquietava-lhe a cuca, fazendo com que sua ânsia por descobrir qual seria seu final trágico, clariasse suas idéias. E, assim, decidiu arriscar seus valores e atravessar a ponte... e foi certo, Izabel atravessou e morreu; e viveu feliz para sempre (...).

Jucksch, Márcio.

Don't you agree?

Sento-me, às 15:00h, no centro da capital do país.
Minha história começa mais ou menos à esquina do boteco de seu Zé. Sempre atonito, me conta as peripécias de seu filho, cuja única ambição na vida é ser aviador; Camila, sempre com aquele olhar atraente, me convida à uma saida a francesa.
Já no outro lado da rua, dona Carmem observa tudo com olhos de gavião. O sol castiga toda aquela comunidade. Mais adiante, nos sentamos na banca de jornais de seu Antônio - sempre simpático e com aquele jeito moleque de contar piadas e aproveitar a vida; dona Xica, sua esposa, prepara alguns quitutes para dar de lembrança aos turistas nordestinos.
Próximo à promotoria, seu Gurjão vende suas "bijous"; homem solitário que perdeu a mulher em um trágico incendio depois de 35 anos de casado. Na frente do antigo bordel, seu Carlindo e seu Maurício, divagam sobre a situação política ali ocorrida.
Gentilmente Camila me traz uma fatia de bolo de cenoura. Conversa assuntos da faculdade. Camila quer ser publicitária; seu irmão, Geovani, sempre sai às 17:00h para àquela tentadora pelada matinal. O pai deles, seu Bernardo, faz consultorias para alguns restaurantes; vontade de ter um próprio nunca lhe faltou.
Sempre à procura do futebol na tv estão kiko e pedrinho. Com apenas 10 anos, mas já afoitos pelo esporte; deve ser influência do tio Aguiar.
Abro o livro, mas não alcanço duas páginas; acomodo-o no colo, mas logo serve de proteção contra o sol. A poesia se esvai pelo ralo neural. Consumo o que é de propriedade do fictício. Neuroses observadas por frases desconexas; 3 minutos de ascenção negra. O plebíscito infernal. O glúten me é necessário. O jogo cruzado de pernas no vai e vem; o sapato aperta. O cheiro de tinta sufoca. Me faz crêr que sou de carne e osso; sou de plástico. O bruto lapidado na rubrica ríspida do algoz.
Assim passavam-se os dias além mar. A necessidade se diz ausente. Saudades do que um dia será. Verá?

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 10. Juli 2007

Is this love or desire?


Ask me, ask me, ask, please!
You know, man. I love her... She's can imagine...
Ok, I sei that mon englisch cest très bizarre... But mein französisch também...
Mas, meo, eu sprache deutsch, got it? Isso é ser poliglota.

Erica, eu te amo e adoro tirar a roupa pra ti na cam; mesmo quando tu diz que eu estou gordo.
Mano, you can stay under my umbrella. E por mais que tu só queira saber do teu boyfriend, vou deixar no orkut: nice to meet you... if you don't respect mon erica... I'm gonna cut something off... and I promise... that will be things you will miss...!
Eu sou muito assassino! Não se reprima, não se reprima!

Jucksch, Márcio
.

Sinestesia!


É sempre assim. Tudo acontece depois de uma noite mal dormida. Acorda cansado e vai direto para a sala; de sofá de capa vermelha, almofadas vermelhas, alguns projetos de portas atrás, umas bicicletas inutilizadas. A mesinha de vidro parece solitária no canto, se não fosse pela imagem de Nossa Senhora, segurando seu filho, que abençoa o humilde lar.
A cozinha sempre com aquele aspecto "família"; digamos que há uma competência superior diante disto. A mesa ainda com lembranças da reifeição anterior; a viagem orgânica segregada. A geladeira - a primeira vista - não combina com o aspecto moderno desta parte da casa; ela está descascada, mas sempre suportando o excesso. No quintal, alguns patos e algumas galinhas; isso de forma nostálgica. Levanta, liga a televisão, olha o telefone, o café à espera em cima da mesa, os chinelos jogados no chão (...).
No quarto, duas camas; ao lado do guarda-roupa, muitas sacolas com produtos de higiêne; o criado mudo ao lado comporta alguns acessórios de manicure e alguns celulares. A moça vai em direção ao banheiro carregando um balde que exige muito de sua força, já que tem dias que falta água no bairro.
Tudo nesta casa é velho. Ratos dominam o fôrro.
O fogão, apesar de limpo todos os dias, tem sempre suas gotas matinais de oléo. O guarda-louças velho e sem portas guarda as mais lindas porcelanas. Muitos copos de temperos que agora são usados como taças de champangne.
Algumas notícias de sempre nos noticiários, os programas mórbidos da manhã que ensinam como cozinhar a massa cinzenta para servir de refeição do dia. O chão sempre cheio de poeira, insetos mortos. Aí, vai ao computador para viver o relacionamento virtual o mais intesamente possível. A formiga que anda no monitor não chega a incomodar, ela se torna a companhia mais agradável na sessão surrealismo. Ao lado, no hacker, alguns dicionários e uma caixa de celular; era tudo desordenado. Oh, Deus! Diga onde tudo isso vai parar? Mas Deus nunca responde perguntas simples.
Na estante, o mesmo de sempre. A garrafa artesanal, pintada de verde, chama a atenção, sim; o borrifador amarelo também é sútil aos olhos de quem vê. O emaranhado de fios de televisão, computador, dvd e telefone permitem mais do que o apropriado; desorganização!
Está tudo fora do lugar. Mas me desculpe... só assim que eu me sei, meu amor.
Jucksch, Márcio.

Montag, 9. Juli 2007

As almas também sonham


As almas também sonham
Sonham com a ausência da solidão que habita em mim.
Até quando ouvirei esses gritos de socorro?
As almas também cansam
Cansam com a insistência de abrigo
Até quando terei que ficar de fora?
As almas também choram
Choram porque dói.
Até quando irei ficar sem essa cura?
As almas também amam
Amam porque necessitam.

Giarola, Jaiana.

Amanhã


Espero que as coisas mudem.
É chato deixar de falar.
Espero que ocorra como da primeira vez.
Foi real.
Foi normal.
Foi como suporta o rancor de uma pequena discussão.

Mudou, sempre muda.
Não fala, insinua.
Agora é só esperar que vai mudar.

Giarola, Jaiana.

A vida no vale


A vida não vale
O que você pensou
Desistiu sem ao menos tentar de novo
Deixou pra depois
Nem sempre temos outra chance
Não desista.

Há uma saída
Vá em frente
Busque ajuda
E se não encontrar
Estou aqui.

Vale muito
O que quiser o amor.

Giarola, Jaiana.

A descoberta



Desde quando preciso de regras?
Ninguém percebe o quanto me amo,
Tenho que fazer valer a pena.
Eu não sou a única; sim, me amo, mas apenas no primeiro momento.

Apartir de agora vou começar a postar alguns poemas da minha grande amiga Jaiana.

Texto: Giarola, Jaiana.

Vanille


Il y a des êtres à qui l'on ne dit pas adieu, pas même au revoir parfois et qui vivent ainsi avec nous ne sachant pas très bien ce que l'on attend d'eux. Ils s'approchent sur la pointe des pieds comme inquiets de déranger, ils passent quelques heures sur notre épaule et s'enfuient à la première sonnerie du téléphone. On ne les sent souvent qu'au coup de vent dans le cou qu'ils soufflent en s'envolant et au léger sourire qui flotte alors sur nos lèvres. J'ai un ami très cher, comme ça , qui n'est jamais revenu de Tahiti, il est éternellement jeune et beau sur une plage inconnue et dépose sur ma joue, de loin en loin, des baisers au goût de vanille.

Erica, isso porque eu te amo muito; a saudade está me matando. Porra, só de pensar que tudo isso está acontecendo na tua vida e eu não estou aí pra comemorar litros contigo. Cara, apesar de macapá ser uma cidade tosca, lembro de tudo o que vivemos juntos aqui; já se vão anos de amizade e pensei que tu irias voltar aqui para, novamente, comemorar tudo o que devemos e estamos passando. Precisamos fazer o outro lado do nosso amor nascer em Paris; e, sim, eu vou ao orkut do teu namorado (Guéééuuurry, hahaha) pra dizer à ele pra cuidar muito bem de ti. Se não - sinto muito -, mas vou enxer ele de porrada.
Essa minha banana com vanille está mulher. Droga! Odeio não ser onipresente! Sinto que estou cada vez menos integrado ao Sistema Erica de Televisão - sim, Silvio Santos tem parte importante na minha vida, principalmente quando ele perguntava "você veio da carava de onde?". Hahaha.
Amor, mais uma vez lembrei de ti quando li isto aí. Não se reprima, não se reprima! Bah, os Menudos já falavam há anos por mim.
Te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo te amo.
Ich liebe dich ich liebe ich liebe ich liebe dich ich liebe dich ich liebe dich ich liebe dich ich liebe dich ich liebe dich.
Je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime je t'aime.
I love you i love you i love you i love you i love you i love you i love you i love you i love you i love you i love you.

Meo, eu sou muito poliglota. Diz se eu não talento, mano?

Jucksch, Márcio.

Solitude


L'amour passionné est un leurre magnifique qui nous rend aveugle, sourd et le plus souvent crétin. Je ne le conseille à personne, pas plus que l'alcool ou la drogue..... mais personnellement j'ai passé dans ce sentiment les plus beaux moments de ma vie. Je crois que je donnerais dix ans de ce qu'il me reste à vivre pour retomber amoureuse et souffrir et pleurer et me traîner par terre aux pieds d'une salope magnifique.....
Sans passion, on est bien, on rencontre vraiment l'autre, on est vraiment soi, mais on garde en permanence au coeur comme un reproche, la nostalgie de cette personne que nous fûmes dans cet état de folie qui ne guérit même pas de la solitude
Car la passion, loin de rompre la solitude, l’exalte, la rend insupportable. On est toujours seule à aimer dans cette exacerbation de soi qui rend la rencontre impossible . Seule et poreuse car oh combien corrosive pour l'âme et la peau , est l’altérité absolue de celle qui se dérobe.
Vanile, essa é é pra ti. Oh, Oh, mon Vanlie! Hahaha.

Lembrei de uma situação bastante interessante. Jaca, muitas áres de saudades de ti!

Jucksch, Márcio.

Pródigo assim



Certa vez perguntaram-se se ela tinha um lado bom. Questão, no mínimo, impregnante; ao menos para quem tinha teima congênita. Nas viagens de casa para lá, de lá pra cá, de cá para onde quer que levassem, repousava o livro no colo e partia numa divagação silenciosa a respeito disto. Remontava peça por peça alguns fatos, tentando não deixar escapar nada que parecesse relevante, mas até o relevante era por demais relativo. Não era bem o caminho. Voltava a ler.
Um dia, um bem normal - na real, peculiar para ela -, os raios solares matutinos mais intensos que ela já havia visto desde o dia em que caíra naquele poço mofento do sítio, invadiram o leito e pareceram dar-lhe a resposta então. Não estava prestes a morrer, porém num segundo tudo passou diante dos olhos (pareciam mais ter transcendido uma barreira insólita do tempo) e constatou: era uma filha da puta, no sentido não literal, mas prático do que lhe convinha.
Uma filha da puta de braços abertos para o mundo. E sorriu.

Jucksch, Márcio.

É assim mesmo



- Não quero sanduíche, quero comida.
- Sobe que eu te encontro assim que achar uma vaga.



Arroz branco. Ele comprou o jornal e quase esqueceu os óculos. Frango à milanesa. Ainda que tenha pena do dinheiro, manda pagar com a nota gorda. Filé com quatro queijos. Não há nada que compre a mais ínfima amizade por mim. Nem minha presença. Picadinho à jardineira. Parece amnésia de 17 anos, mas nem isso conseguiu apagar os traços da natureza. Seriedade dispersa, controle disfarçado, responsabilidade trivial. $10,08.



- Uma Coca-cola, por favor.



Alumínio gelado, plástico escorregadio, porcelana pesada. Ele brinca com os cadernos esportivos, policiais, mundiais. Jogo o troco como se não quisesse nada. Aquela mulher teima em comer um pão mais largo que a boca; eu só acho salgado. A fila para a pizza cresce; famílias acham-se confortavelmente acolhidas sob um teto burguês; eu só sinto-me imune. Todos tão feios, desformes. Hoje todos estão terrivelmente deselegantes, sem compostura que lhes caiba. É interessante dividir a mesa com ele, porque assim não transformo minha face em uma grande interrogação procurando a resposta certa para "É seu pai?".
A vida não é mais a mesma e isso basta para compreender o aconchego oculto de sua presença.



- Opa! Tem uma chave de carro caída no chão, senhor.
- É minha, obrigado.




Ele é impassível de movimentos, sabe fazer pose de pai importante e eu sei comer como filho legítimo. É sábado à noite, jornal do domingo seguinte, alimentos de buffet, gente demais.




- Pai, terminei.

Jucksch, Márcio.

Liza,


Vê se dessa vez presta atenção! Embarcarei no trem das 19h, que me levará até Jundiaí. De lá pego um carro e vou até Santos, onde um navio com destino à Europa está me esperando. Partimos na sexta, sem data para a volta. Se você estiver se perguntando por que não fui direto de trem até o porto, é sinal de que ainda não encontrou seu espírito aventureiro. Avise mamãe que não fui eu quem comeu a última porção de broa (e que trago, se ela quiser, mil vezes mais das melhores broas italianas); diga ao Pelé que quando voltar jogo aquela pelada que fiquei devendo e guarde o baralho francês do papai na caixa amarela de papelão (embaixo da cama, no lado esquerdo e, de preferência, antes que ele sinta falta). Aquela calça pendurada no varal é do bilac. B-I-LA-C! Não do Rangel!
Enfim, cuide de todos, lembre de mim sempre com carinho, sempre como o irmão amoroso e atencioso de todos os momentos.

Galhardo
PS – Ah! Se sentirem minha ausência, diga que fui dar uma volta.

Jucksch, Márcio.

Depoimentado!




Ainda me recordo de quando entrava em sua casa querendo não lhe atrapalhar. Você nunca estava à vista. Arrumando algo, de forma que eu apenas ouvia os ruídos, fingia não dar conta da minha presença, como se há uma hora já não soubesse que iria chegar. Sua expressão de surpresa e sorriso tímido de quem não queria estar desocupando armários às 15:00 de quarta-feira lembravam-me que você merecia um chocolate de maracujá. Mandava-me sair já do cômodo, oferecia-me uma cadeira plástica - porque era o que eu merecia - e olhava a bagunça cotidiana da mesa. Então, às vezes o telefone tocava e ninguém queria atender. O toque impertinente, repetitivo, chamando alguém; você levantava maçante, lazy-lazy, tirava-o do gancho e nada pronunciava para ele enquanto não terminasse a frase que começara 10 segundos antes.

Jucksch, Márcio.

Oh, my!


No momento de desespero:

-Mas, senhor, eu juro que não fiz nada disso! Eu lembro que estavamos no quarto, meu irmão e eu, e deixei minha bolsa lá. A não ser que... ah, Mário! Como podes ter feito isso? Agora estamos os dois nessa situação.
-Cala a boca, idiota! Não sei do que você está falando... Olha, senhor xerife, eu não sei de nada do que ele está falando... ele deve estar louco. Apenas o encontrei na rua e ele, como é meu irmão, me deu uma carona. Não sabia que ia acontecer tudo isso (...).
-Meu Deus! Como você pode ser tão cínico, Mário?! Você estava no quarto e pegou minha bolsa e os documentos para poder pegar o carro. Senhor, foi ele que cometeu todos aqueles crimes! Só que era meu nome que estava no documento... Seu filho da p...!
-Sai daqui!
-Marcos!
-O quê?
-Falei alguma coisa?
-Não!
-então cala essa boca...!

E graças à Deus ele calou a boca.

Jucksch, Márcio.

Afetado por osmose


É fácil dizer que deixou enganar-se pelo coração quando na verdade apenas acordamos felizes, nos apaixonamos pelo primeiro sujeito - na maioria das vezes inexistente - e nos aventuramos em um beco sem saidas agradáveis por poucos trocados.
A música sempe lembra algo daqueles muitos momentos. O sol sem querer brilha mais que o normal. A cama é sempre triste nos momentos de monologo. O relógio, sarcásticamente, pára. Mas como sempre o coração insiste em deixar claro que é mais cretino que qualquer coisa; apesar de estar pensando seriamente sobre algumas coisas.
O incrível é, que quando o "mundo cor de rosa" desmorona, tudo que era tão alegre e brilhava tanto não mais acontece. É um típico ensaio de nossa querida realidade. Ah, o amor, seria mais fácil acabar com outros tipos de fome do que essa... que coisa infame.

"Eu sou branco. Mas calma, talvez isso seja apenas um efeito.
O céu é azul,
As pombas são brancas,
A vida é rosa,
E eu gosto de você".

Aviso/warning: É somente nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica pode ser encontrada.
It's only in the misterioues equations of love that any logical reason can be found.

Jucksch, Márcio.

meant to be


"E isso está entre as certezas de que a vida pode ser maravilhosa".

Jucksch, Mácio.

Sick and tired...

Era sempre a mesma cena. Entrava em casa com as pernas bambas e mal agüentando o peso da consciência. Tirava os sapatos e os jagava ali mesmo perto da cama; a roupa, como sempre, suja de todas as loucuras possíveis que se pode viver em um dia na cidade transeunte. O sono lhe quebrava ossos, o catatonismo obrigava-lhe a questionar o mundo frente ao espelho; a vida parecia constante por demais. Quebrou todos os vasos que via. Cortou algumas roupas e enxugou o rosto. Passou meia hora embaixo do chuveiro, a água limpava a superfície; pensou sobre uma possível viagem de trem, mas não era confortável. Decidiu comprar um carro, mas isso atrairia mulheres desonestas. Pensou em criar um mundo, mas logo desisitu depois de aceitar que teria que morrer por poucos crédulos; quantidade era necessária. Resolveu ir à feira, mas eram três da manhã, os sintomas de gravidez falavam mais alto. Voltou à sala para continuar a quebrar pouco mais que podia. Queimou vários livros na lareira. Sentia-se menos místico; odiou perder o "q" de transcêndental. Tomou trinta xicaras de café sem leite. A sensação de onipotência era visível...
Ah! Ele estava melhor.

Jucksch, Márcio.

Samstag, 7. Juli 2007

Liebe!


"Porque metade de mim é amor; a outra, também".
Sim, mais uma vez o Oswaldo Montenegro falou por mim... kkkk.
Meo, neste exato momento estou tentando entender o por que de eu ser tão cretino. Eu sou muito cretino.

Mãe, te amo!

How I love you...


Mentira. Era uma mentira encantadora tudo o que Roberto cantava em meus ouvidos. O excesso de detalhes inundava as paredes verdes jamais tocadas por outrem.
Suas mãos tocavam partes estratégicas do meu corpo; era como se ele traçasse uma tática de ataque. Na verdade, sempre me abstive sobre suas verdadeiras intenções. O sol entrava pela janela como quem não quer nada; não pedia lincença para expulsar as sombras do que costumava querer existir.
As nuvens faltavam em ocasiões especias. Me sentia tão feliz. Felicidade requer concentração - me sentia tão lívida diante do acaso, descaso (...).
Sorria sem preocupações posteriores; meu olhar ia longe. Ele começou a contar passos distintos, a acariciar meu cerne; parece que aos poucos tentava roubar meus pensamentos à sangue frio. Mas era tão óbvia toda aquela situação. Ele era excessivamente prosáico em seus gestos... que entrave!
Depois de horas, nossos olhares finalmente se encontraram. Foi um mergulho tão profundo, de certa forma posso dizer que senti medo de ir tão fundo até o desconhecido. Minha primeira atitude foi fechar os olhos e beijar sua boca. Foi algo triste. Ele é doce; não é agradável descobrir que, o que aparenta estar intocável, pode estar tão cheio de machucados que provavelmente não poderão ser curados. Alguns podem dizer que são coisas da vida (...).
Mas Roberto é forte; jamais estará sozinho, estou com ele. É fato que me sinto na obrigação de cumprir tais coisas... e é muito bom! Isso faz eu quase esquecer toda a falta que ele fazia em dias intermináveis de solidão. Mas meu amor é amor e ninguem mais sabe; só eu sei, Graças à Deus!
A extenção dos riscos que corro diante de tanta contentação é discutível. Eu posso tudo. Não posso ter medo de amar. Talvez em outra vida não tenha a mesma chance.
Ele continuava à traçar sua intenções em meu corpo... Tenho a certeza que naquele exato momento eu estava sendo seu mundo completo.

Jucksch, Márcio.

Freitag, 6. Juli 2007

See at the sky

"Cansado, ele olhava para o chão à procura de figuras geométricas sobrepostas".

Adieu, mein loves (meo, eu sou muito poliglota!)

Jucksch, Márcio.

Donnerstag, 5. Juli 2007

Hass!


Você poderia muito bem chutar o balde e dizer coisas das quais vai se arrepender por muitos minutos. Mas quem sabe dizer se nesse balde há o esperado? Você pode muito bem mudar o mundo, meu mundo apenas com a cópia da chave da minha casa; você poderia sentar no balanço e pensar no quanto perdeu por conformismo acumulado; suas doses extremas de alter ego desolado destroem minha cabeça em horas de ressaca; nós poderiamos correr pelo mundo apenas vestindo nossas meras ocasiões; eu posso te dar a certeza que meu mundo gira em torno das tuas decisões mais dispersas e que esquecem até o seu próprio eu; nós podemos criar enumeras personalidades afim de se amar, amar, amar; tuas dores são minhas, minhas variações são tuas e sempre minha tua alma; se tu choras, eu amo; se tu ama, eu me odeio; devaneios me são necessários; tu és um devaneio; tu és minha... tua minha vida, meu amor, meu torpor, meu ardor, eu já vou (...).
Por favor, antes de sair me cubra, me dei um beijo e feche a porta.

Ich liebe dich!

Obs.: aos homens da minha vida. Por mais passageiros que foram, por mim passaram, deixaram... sua marca.

Jucksch, Márcio.

Tricor


Estavas patética com aquele vestido, Walquiria! Sabias?
Assim começo a pensar que está deveras necessitada de um homem, mulher. Valha-me Deus! Parece que tem fogo por debaixo dessa saia.
O senhor Jurandi pergunta sempre por carlinhos. Fico pensando o que ele tanto quer com meu menino. Desde que ele acusou meu querubin de ter roubado toda a carga de peixe do mês, não o perdo-o por tal injúria. Ora, francamente! Parece que somos mendigos, ou mesmo ladrões para ter atitudes tão infames.
Minha vontade é de largar toda essa vila as moscas. Bandinho de gente pobre.
Oh, Cândida, cala-te, mulher! Estou cansada de tantas reclamações infundadas; já te escutei por demais hoje. Reclamas tanto de tua atual vida quando, na verdade, deverias pensar que tudo isto é por tua própria culpa. Deverias ter pensado bem quando resolveu roubar o marido de Gertrudes, pois perdeu uma grande amiga e o marido também. Longe de mim querer intriga, mas que homem safado; deixou Gertrudes pra viver contigo e agora te larga e vai embora com uma garota de 15 anos... É por isso que já aderi à modernidade e hoje sou amante de meu entiado. Sou assim, e sou feliz! Me sinto tão mais mulher por ter um homem de verdade que mata essa sede de tanto desejo; meus 44 anos me permitem coisas sempre imagináveis (...).
Oh, mulher, nem parece que és minha irmã! Nem para afagar minhas mágoas serves... Eu mereço!
Ah, minha irmã! Deixe de aborrecimentos e dei de ombros. Queres ir à um chá na casa de Rosa?
Mas é claro, deixe-me apenas apanhar meu chapéu e minha bolsa.

Jucksch, Márcio.

Descontração


Estou na minha casa, em Macapá. A chuva me consome kilometros de atenção. Fuck off!
Sabe, me sinto tão nada a ver com o excesso de novo que está acontecendo na minha vida, mas que no entanto não posso aproveitar.
É inegável a minha indignação com os litros de pessoas que procuram respostas para a coisa ao lado. Mas o ser humano é assim, sempre complica o simples... e essa sempre vai ser a condição de vida de um fantoche.
Ainda bem que eu me sei capítulos.

Há braço e beijos.
Auf wiedersehen!

Mr.: Morrison


"Cause you give me something, That makes me scared, alright. This could be nothing, But I'm willing to give it a try, Please give me something 'Cause someday I might know my heart..." Morrison J.

Just a litlle homem-nagem. Sei lá, passei a confiar mais no bom gosto da Vaneli; mesmo que eu nunca tenha duvidado... só em algumas coisas.
Je t'aime!

Só Deus Sabe...


"A bunda, que engraçada.
Sempre sorrindo, nunca trágica."

É Drummond, Porra!
Sabe, esses dias ando me sentindo tão baixo quanto tudo que do chão não passa. Mas lembro-me do quão poliglota sou e logo fico feliz. Diz se não tenho talento, mano?!

Porque Drummond resolveu falar por mim antes mesmo de eu nascer

Ah, só pra deixar bem claro... EU ODEIO MACHADÃO! Tipo, ele é muito "não sei o que lá", ça va?

Jucksch, Márcio.
Como estou: entorpecido por doses extremas de licor de jaca.

Te adoro, Teodora!


É porque somente assim que consigo definir esta subserviência diante do comodismo a que te sirvo.
Se diante do beijo selamos, o que pensávamos ser um pacto de justiça para com nossos modelos inúteis, eu me dizer um cadáver, não estranhe. Apenas sentimentos desleais consomem o pouco de selvageria que habita em mim. Agora te pergunto, o que fazes ao meu lado se nada quer com meu funebre intangível?
A minha pele se dissolve diante da tela negra a qual apenas me desenha em um mundo nada observado... será que todo cretino se entorpece na fuga do atroz!? Talvez tenhamos sempre que viver, viver, viver e... tolerar toda a prepotência saturada dentro do conceito de pacifismo. Eu me acho um lixo; apenas encontra-me e usurfrua do bloco envolto de felicidade.
Neste momento te odeio mais que minhas decisões pendentes. Assim prefiro, pois sei que jamais sairás do meu cerne.

Te adoro, Teodora!

Jucksch, Márcio.