Freitag, 29. Mai 2009

Seu principal meio


Às vezes, acho que esse espaço ou sua secretária eletrônica funciona como qualquer comunidade de relacionamento virtual. É tudo muito curto, muito evazivo, em poucas linhas, faltando a verdadeira intenção.

Não sei se te disse... mas hoje te liguei.



Jucksch, Márcio.

Azul, laranja, cinza


Com sorrisos, com tortura, com suor, com sede, com vergonha, com reciprocidade, com água, com ácido, com carne, com leitura, com poeira...


Com metade disto, doravante nosso apego, não seria estranho.


Since 1995



Jucksch, Márcio.

Sonntag, 24. Mai 2009

Raum für Reue


Ninguém sorria pra mim igual ao meu pai.


Não é uma vaga lembrança, eu lembro muito bem. Está entre as melhores lembranças.
É pueril. Não sei como definir muito bem, talvez saiba. Era uma ação segura, natural, era constante e intenso. Sempre!
Próximo a nós estava a minha mãe, sem questão de indiferença. Delicada, doce, gentil, porém, pulso firme; questão de honra, claro. Mas alguma coisa, em mim, ficou lá no fundo. Causou mágoa. Me deixou triste. Me incomodou bastante... isso era a minha mãe. Me falavam que isso agia negativamente sobre o meu estado de espírito. Que me deixava mau em questão de suma urgência.


Eu senti ódio... ou melhor... eu sinto ódio. É constante a partir do momento que tudo isto gerou toda minha insconstancia. Eu senti ódio dela, eu fiquei triste por ela, ela me causou e perpetuou essa mágoa profundamente; isso tem a ver com cada trejeito, com cada roupa, por tudo feito com carinho, com a minha raiva, minha estupidez e não esforço pra tentar aceitar que tudo tem sua hora, ainda que eu não queira entender. E eu realmente jamais quis aceitar...
Eu nunca quis entender o porque de ela ter partido. Eu sempre a culpei por isso, mesmo sabendo de sua não culpa. Na época eu não tinha um entendimento tão claro como hoje, mas eu já ouvia falar sobre o percurso da vida. Mas sempre a culpando, sempre sentindo raiva por lembrar dela, de lembrar do seu suposto fracasso. Que ela quis me deixar pra trás, nos deixar; que estávamos sendo um peso, atrapalhando seu crescimento, sufocando sua vontade de viver.
Lembro também de um longo tempo depois ter me jogado ao mar e nadado o mais distante possível pra tentar partir como ela, e falar sobre todas as minhas dores, as quais ela era a causadora. Era uma vontade de me suicidar, sim. Eu parei! Mas ainda tinha vontade. Bem grande. E a gente sabe que, por mais que o cansaço seja excessivo, o sentimento de vazio e tristeza sempre nos induz a continuar. E é bem mais tentador. Por algum motivo eu voltei.
Ah, mãe, eu sempre estive errado. Muito errado. Como você me faz falta, uma grande falta. É horrível, desesperador. Como eu queria você aqui, eu preciso tanto. É o arrependimento.


Teve também meu irmão. Com todas as brigas, as desculpas, as disputas e o apoio sincero e único. Ele morreu aos 14 anos... não será demais mencionar a eterna saudade. A que eu guardo em algum lugar que tento esquecer e que sempre vai doer.


Apesar de tudo eu sempre sinto que não estou só. Nem triste... nem vivo.
Não sinta raiva de mim.



Jucksch, Márcio.

Sonntag, 17. Mai 2009

Primeiro ato


A primeira coisa a ser feita: abra a cabeça, o coração e o zíper. O resto deixa comigo.



Jucksch, Márcio.

Freitag, 15. Mai 2009

Porta Afora


Marcelo e sua suinguêra


Há um mundo lá fora. Não é o melhor mundo. Não é o mundo que nós gostariamos de ver, nem é tão mágico, nem é tão sujo. É basicamente um mundo para se dar adjetivos, não virá adjetivado e as pedras no chão doem nos pés. Mas é um mundo real. E mesmo que o mundo real não ensine nada nem possua trilha sonora, é refrescante. Porque nossas fantasias, por mais belas que sejam, criam mofo com o tempo.


P.s.: Porque tu é, sim, meu negón cabrón. Tem a Jaca, eu sei. Mas tu é gostoso também. Hahaha.


Jucksch, Márcio

Montag, 11. Mai 2009

Engolida à seco


A dureza da vida, engolida à seco, a dureza da vida. Que era isso? Não se comparava a um suco de cupuaçu bem forte, nem a nenhuma limonada suíça. A besteira que passava e ela não via, nunca via. Do alto não dava pra ver, só se ela chegasse bem na janela. Às duas da madrugada os olhos ardiam e ela não sabia o porquê de ainda não estar dormindo. E também queria saber qual o problema. Devia ser glicose.
O açúcar que embaçava a vista, trazia a fadiga e deixava tudo mais molenga. Podia ser doença, mas quem ligava? Já dizia o poeta do senso comum, da opinião pública, da indústria de consciências: a vida tinha de ser doce. Talvez com mascavo, pra ter mais graça. E nesse mais de demasiadas soluções ninguém arregalava os olhos. Abri-los era estar adormecido... e vigiado. Quem olha para o lado entende o que eu digo. Quem acorda de um pesadelo inexplicado, no escuro, atordoado, procura, não acha, entende o que eu digo.
O ar vai. E volta. O açúcar fica. O pesadelo vai. A escuridão vem. As horas seguem ligeiras.



Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 6. Mai 2009

O não suicida, o gentil cavalheiro


A gente quer morrer... mas se tenta e não consegue concluir se cala pro mundo todo. Sem óbvias excessões. Não conversa com ninguém sobre. É proibido. É o protocolo. A gente segue, não é?
Se consegue só joga todo o peso do remorso a quem não vai parar de pensar, por um bom tempo, sobre o que poderia ter feito pra ajudar; isso acontece com quase tudo. Eu disse quase tudo mesmo. Não com todos. Acontece, é o curso da vida. A consequência, os outros entendem. A gente aceita e descansa, não é? (...)


Esquece. Está bonito. Você é o que minha mãe chama de Gentil Cavalheiro.



Jucksch, Márcio.

Dienstag, 5. Mai 2009

If I were...


E nesse jogo de gato e rato... o que eu sou e o que fui?



Jucksch, Márcio.

Montag, 4. Mai 2009

Encantou


Me encantou a sua encenação fingindo se importar...
Poderia ser, também, o típico Beijo de Filme. Mas não. Ainda assim me senti encantado; você acabou se importando.


É essa mania de querer sempre alguém alimentando o ego... concorda?




Jucksch, Márcio.

Freitag, 1. Mai 2009

Não é engraçado?


Sonhei que dava uma bitoca em você. Não é engraçado?


Eu andava por toda a faculdade, com meus amigos, procurando alguma coisa.
Encontrava o professor Dutra e perguntava se ele podia me orientar na elaboração do artigo. Ele dizia que sim, que tudo bem.
E você tava lá com ele, conversando. Não entendi.
Me despedia dele e quando disse tchau pra você... um abraço, um beijo gracioso. Na boca.


Você disse:
- Ei, aparece. Tu nunca me ligas!
Respondi sorrindo:
- Eu sempre te ligo.


Sonhei que dava uma bitoca em você. Não é engraçado?




Jucksch, Márcio.