
Ninguém sorria pra mim igual ao meu pai.
Não é uma vaga lembrança, eu lembro muito bem. Está entre as melhores lembranças.
É pueril. Não sei como definir muito bem, talvez saiba. Era uma ação segura, natural, era constante e intenso. Sempre!
Próximo a nós estava a minha mãe, sem questão de indiferença. Delicada, doce, gentil, porém, pulso firme; questão de honra, claro. Mas alguma coisa, em mim, ficou lá no fundo. Causou mágoa. Me deixou triste. Me incomodou bastante... isso era a minha mãe. Me falavam que isso agia negativamente sobre o meu estado de espírito. Que me deixava mau em questão de suma urgência.
Próximo a nós estava a minha mãe, sem questão de indiferença. Delicada, doce, gentil, porém, pulso firme; questão de honra, claro. Mas alguma coisa, em mim, ficou lá no fundo. Causou mágoa. Me deixou triste. Me incomodou bastante... isso era a minha mãe. Me falavam que isso agia negativamente sobre o meu estado de espírito. Que me deixava mau em questão de suma urgência.
Eu senti ódio... ou melhor... eu sinto ódio. É constante a partir do momento que tudo isto gerou toda minha insconstancia. Eu senti ódio dela, eu fiquei triste por ela, ela me causou e perpetuou essa mágoa profundamente; isso tem a ver com cada trejeito, com cada roupa, por tudo feito com carinho, com a minha raiva, minha estupidez e não esforço pra tentar aceitar que tudo tem sua hora, ainda que eu não queira entender. E eu realmente jamais quis aceitar...
Eu nunca quis entender o porque de ela ter partido. Eu sempre a culpei por isso, mesmo sabendo de sua não culpa. Na época eu não tinha um entendimento tão claro como hoje, mas eu já ouvia falar sobre o percurso da vida. Mas sempre a culpando, sempre sentindo raiva por lembrar dela, de lembrar do seu suposto fracasso. Que ela quis me deixar pra trás, nos deixar; que estávamos sendo um peso, atrapalhando seu crescimento, sufocando sua vontade de viver.
Lembro também de um longo tempo depois ter me jogado ao mar e nadado o mais distante possível pra tentar partir como ela, e falar sobre todas as minhas dores, as quais ela era a causadora. Era uma vontade de me suicidar, sim. Eu parei! Mas ainda tinha vontade. Bem grande. E a gente sabe que, por mais que o cansaço seja excessivo, o sentimento de vazio e tristeza sempre nos induz a continuar. E é bem mais tentador. Por algum motivo eu voltei.
Ah, mãe, eu sempre estive errado. Muito errado. Como você me faz falta, uma grande falta. É horrível, desesperador. Como eu queria você aqui, eu preciso tanto. É o arrependimento.
Teve também meu irmão. Com todas as brigas, as desculpas, as disputas e o apoio sincero e único. Ele morreu aos 14 anos... não será demais mencionar a eterna saudade. A que eu guardo em algum lugar que tento esquecer e que sempre vai doer.
Apesar de tudo eu sempre sinto que não estou só. Nem triste... nem vivo.
Não sinta raiva de mim.
Jucksch, Márcio.
3 Kommentare:
Por quê tu escreveu isso?
=(
So sad
Saudade.
Uma palavra tão dócil...e tão triste a ser sentida.
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