Sonntag, 31. August 2008

Det är bra att jag vet inte agera

É bom que eu não saiba atuar.
De repente o grande talento do ator é saber represar o que sente. Mais importante que sentir o mundo é ter a medida exata do que entra, do que passa. Não sou bom com esses domínios. Sou da palavra escapulida, dos risos altos e olhares tortos. Sou de tropeçar. Nem sei onde termina o meu corpo e começa o dos outros, minha mãe não soube me dar limites. Escrever é melhor; as palavras eu doso, apago, virgulo. Tem suas dificuldades, que engulo letras e não digito rápido, daí o pensamento tem de aprender a ir devagar. Se fosse ator, estaria perdido: não sei sentir sem tornar meu.
Há quem faça coisas por paixão, sim. Mas tudo quanto é escritor que conheci tem necessidade. Começo a achar que é regra geral: escritura é artifício egoísta. Escrevo para a língua poder descansar, para dominar o que sinto, ser de novo o dono de mim. E quero ser lido por pura vaidade, que gasto um tempo precioso nessa empreitada. Aí faço-me parecer nobre, obra de alma grandiosa, citando o Mia Couto "(...) - Escrevo conforme vou sonhando (...)" para " - Ensinar alguém a sonhar".


Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 27. August 2008

En gammal lögn


Desfaço aqui uma velha mentira: eu nunca escrevi poesia. Sim, quando criança, fiz uns versos bobos; feito qualquer menino que descobre naquilo um jeito de arrebatar elogios da mãe. Mas, com umas poesias roubadas que nunca entendi, convenci a família inteira de ser poeta. As poesias me faziam torcer o nariz, nem românticos, nem simbolistas me conquistavam. Moleque atrevido; eu via aqueles velhos narigudos e pensava "Que diabos, essa gente é doutor em rima?". Dedicava-lhes a todos o devido respeito de minhas leituras, citações e cândidos olhares perdidos. Tudo balela: fui a criança mais insensível que já conheci e nunca tive paciência para aqueles bichos falantes. É que eu era sábio. Com os anos a gente vai sabendo menos.
Tampouco tristeza, quanto dor de amor. A poesia me veio na raiva feito um rugido. Foi a cara rachada, o pé torcido e a coluna entortada que trouxeram a poesia. Eu a busquei com falsa humildade, e encontrei a porta fechada. Chutei e continuei do lado de fora. Então sentei no umbral e a li. Sem mágica, sem truques: estou lendo portas. Algumas serão sempre portas, umas se abrem com o tempo, outras, de poucos, ensinam. É que eu vivi quase um nada e errei erros de jovem. Mas tenho aprendido em fechaduras.
Aprendi, por exemplo, que poesia precisa ser lida em voz alta e para dentro, primeiro. Que a mente precisa estar vazia, porque as imagens vêm de fora. E que preciso tentar ouvir a voz de quem escreveu. Preciso ficar quieto...
O resto ainda não descobri. Mas já sei que é preciso de tempo e, se não houver, paciência, não foi escrito para mim.
Poesia me acalenta. Sacia meu leão escondido.

Essa fera que ruge tanto, mas só pede amor.



Jucksch, Márcio.

Freitag, 22. August 2008

Ett hjärta

Eu tenho um coração apertado com cordas em nó. Vou te contar: tenho disfarçado tudo com essas tempestades; passo apressado pela cidade, encontro os amigos, despeço, chego inesperadamente em teatros e risos, saio das mesas com um beijo e passo pouco tempo a sós. Tenho rido maldosamente e usado casacos escuros, conto histórias e faço romances. Giro garrafas, jogo verdades. São dias de porres homéricos, sono inquieto e muitas espinhas e poucos cuidados. Estou um egoísta polêmico.
Então eu desabo.
Como sempre desaba quem espera em filas da vida alguém que lhe diga "Cheguei, pode acalmar".
Não sou muito bom com delongas.


Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 20. August 2008

Lite mer om män

As palavras dos homens são ásperas. Os carinhos dos homens têm barbas. As peles são rigídas e os pés, calejados. Eu sou um homem que anda demais. Tem dias que acordo uma moça; sensível, choroso, quero colo, quero sexo, fazer amor. Que as palavras sérias dos meus amantes machucam, que seus prazos e datas e estréias... tem dias que quero trair. A mim mesmo, aos pais, ao homem, garoto, rapaz com quem durmo.

Quero o amor de mulheres, seus lábios suaves, suas vozes doces. Quero também as emancipadas, lésbicas, descabeladas e rudes.

Tem dias que queria falar com meu pai; perguntar o que diabos é um homem, se é feito de pedras. Se é feito de lágrimas. Se é feito eu.


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 19. August 2008

Talar om män

Aos dezenove anos, me sinto no direito de falar sobre os homens. Mas não sei bem o que.



Era algo sobre como somos entre nós, aquilo que nenhum de nós conta. Sobre nos temermos e amarmos, era algo sobre força: Sobre sustentarmos às farças uns dos outros em nossos ombros largos. Mas sobre como nos apoiamos também, como nos admiramos em estrondo ou silêncio. E disputamos uns com os outros por admirarmos e para sermos admirados uns pelos outros. Como achamos importante ter o respeito de um homem que respeitamos.
Sobre sermos leais e guardarmos nossos segredos; de quantas imbecilidades fazemos pela risada do outro, do quanto nos dói o olhar decepcionado do homem amigo e engrandece o elogio em voz forte.

Que é sim, escondidos, em mãos e olhos de outro que nos descobrimos meninos, para depois, com mulheres ou não, nos descobrirmos homens.

Que são tempos dificeis para nós também, que carecemos de quem nos conte como se ama, se anda e se fala, respeita e guerreia. E buscamos nos da nossa idade tais descobrimentos. E tão companheiros às vezes somos que certos de nós se fazem irmãos.
Outros, errados ou certos, fazem-se amantes.


Jucksch, Márcio.

Lekfull

Não sei o que estou fazendo; talvez o objetivo seja esse mesmo. Lembra quando te falei de presentes, que a vida nos dava presentes de uns jeitos estranhos, que por vezes precisávamos nos perder para encontrar algo valioso? Eu falei a verdade. Mas não sei o que acontece quando esse algo valioso parece nos tirar do caminho onde nos achávamos, e nos arrasta para um desconhecido com a promessa de encontro. Você não mora aqui. Eu sei, você acha essa frase óbvia e a conversa vai continuar. Mas você não mora aqui, e a obviedade disso é o que encontro todas as manhãs no lado da cama em que você não dormiu, em todas as despedidas que não são pausas para nossos compromissos, mas retorno à realidade. E no fim de cada ligação, tenho de perceber que um minuto a mais seria um furto de nossas vidas, porque não vivemos juntos. Não pertencemos ao mesmo mundo. Estamos sendo irresponsáveis e tolos por achar que estarmos cientes da dor nos torne imunes, não torna. Estou cada dia mais assustado e cada dia confio mais a você. Será a ânsia de todos os amantes confiarem de si ao outro para estarem sempre lá, feito os trejeitos que nos percebemos tendo, muito depois do fim?
Eu tenho dormido dias inteiros, como se minha cidade nem merecesse ser vista e o ápice das vinte e quatro horas são os teus telefonemas.
Decidi livre e conscientemente existir só nesse nosso planeta impontual e imaginário, e fico mesmo indignado quando ele se auto-destrói tantas vezes ao dia. Ontem te provoquei até brigarmos, confesso. Até eu sentir a tua raiva e ouvir tua voz ficar firme “estou apaixonado! É diferente”. Precisei desligar ali, porque era com isso que eu queria dormir. Não uma despedida condescendente que me permite a vida, que me entende as horas e me compreende os fardos. Não a confiança do amor simples, eu queria a insegurança apaixonada. Que é inimiga das horas, não perdoa atrasos e odeia a ausência, porque ontem eu tive medo.

Tive medo de bruxas.


Jucksch, Márcio.

Montag, 18. August 2008

Kärleksstigen

De recente pesquisa, devo dizer que um amante é essencialmente insaciável, que todos os amantes deviam ganhar na primeira viagem, senão manual, no mínimo a seguinte instrução: Não vai ser suficiente. Não me foi dado, farei isso pela sociedade, portanto, eu mesmo:


Não haverá mágico momento de desligar o telefone depois de atingido o número preciso de “eu te amos”, manhas, vozes chochas e equivalentes. Não haverá vitória ante o cansaço do outro, sua voz dura do longo dia, seus calos de trabalhador. Nem ressarcimento por seus atrasos destas vias oriundos. Não ganharás respostas que contentem tuas palavras, as que dissestes e as que querem ser ditas, poupe garganta. Pouco se compreenderá da tua própria súbita dureza, do teu cobrar ingrato que fala com o corpo e faz ir quando quer ficar. Amadureça; já estás cobrando ao achar que não deves cobrar. Use a garganta. Tampouco existirão músicas e filmes e culpa que preencham o vazio na tua cama quando teu amor não aparecer, nem, na manhã seguinte, serás acometido de uma vontade divina de viver. E creia sempre: para cada infeliz jogado entre travesseiros, há um insensível ganhando fama e dinheiro. E sim, são eles os saudáveis. A segunda ligação não mudou o mundo, a terceira também é punida com realidade. Ninguém te roubará a vontade de retornar, nem mesmo já ter retornado. Tuas faltas não serão compreendidas; porque soa como doença, sente como doença e, em certos casos, até cheira feito doença, mas estás obrigado a superar. Em alguns minutos, de preferência já. E só, que a insatisfação é também científica que, além das próprias abobrinhas, plagia a arte a proclamando que nada melhor à mente e corpo que se apaixonar.

P.s.: Hahaha. Há melhor entendedora que Carol, gente?


Jucksch, Márcio.

Sonntag, 17. August 2008

Idag

Hoje eu acordei com um grito
Deitado ao meu lado na cama,
ironicamente sorrindo ao me encarar.


Era um grito de homem, vi seu rosto;
mesmo sem ver teria sabido no momento que senti sua perna peluda nas minhas costelas,
empurrando meu corpo da cama,
num golpe certeiro, sem receio de machucar


Antes que eu pudesse reagir, pulou sobre mim, engalfinhou-me no chão até que eu abrisse minha boca para arfar. Então se atirou goela à dentro, desestrangulando a garganta que eu não sabia mais como usar. Encheu os pulmões no limite do que o coração conseguiu bombear.


Virando-se louco no meio do estômago até que eu entendesse sua mensagem de grito:
Não só as mulheres dessa família devem lutar.


E já que os homens vieram castrados, a natureza encaminhou um diferente para gritar


Deu-me sim uns olhos ternos e um riso fácil, nutrido de muito amor, escolas caras e uma BMW.
Deu-me um caminhar etéreo de quem parece não ter fardos.


Mas deu-me muitas mães, a vontade de ser pleno,
uma tesoura para as mordaças e o amor por machos,
para que eu visse o ódio no rosto dos outros
e, no meio do medo, tivesse de escolher entre me esconder ou brigar.

E eu, Márcio Jucksch, filho do rio e neto da chuva, que já fui calmo, que já fui plácido;
agora carrego no ventre uma semente de tempestade.


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 12. August 2008

Den perfekta par

Voces conhecem o casal perfeito? Pois bem, vou apresentá-los. Eles se encontram lado a lado, no último andar de um bolo em cima de uma camada de glacê. Eles não precisam necessariamente se olhar, mas somente manter um sorriso idiossincrático que, conseqüentemente, resultará em questionamentos sobre a real felicidade.

P.s.: sem comentários óbvios, ok?

Jucksch, Márcio.

Sonntag, 10. August 2008

Var ett skämt


Ontem eu, definitivamente, não consegui brincar. Não entrei na brincadeira. Talvez seja essa a idéia do teatro: entrar na brincadeira. Não quero virar o menino da história que diz "mãe, o rei tá nu!"

P.s.: é quase igual ao que, certa vez, meu avô me disse: quando me sinto confuso ouço fogos sabe Deus de onde e em seguida a chuva.


Jucksch, Márcio.

Titta där

Olha ali... era vidro e se quebrou.
Ainda estou acostumando com meu quarto sem espelho; mais tarde vou ter que me acostumar com meu quarto em outra casa. Isso realmente me deixa triste. Não que eu tenha problema em mudar de casa, se fosse outra... mas essa?! As minhas lembranças estão nessa casa, aqui eu posso visitá-las sempre. Mas e quando eu não puder mais vir aqui, sentar na mesa da cozinha de tarde com a luz que entra pela porta, que é a mesma desde quando eu nasci?! Ou subir no terraço para ver os fogos e as estrelas, e o quintal lá de cima?! Ou... tem mais tantas outras coisas mais... depois só vou poder visitá-las na memória, mas a memória vai se misturando com os pensamentos e se perdendo na imensidão deles. Não quero chorar, mas já chorei algumas vezes; e até a gente sair daqui já serão muitas.
Eu sempre tive a impressão de que eu iria viajar pelo mundo todo, mas sempre voltaria para essa casa e para casa dos meus avós. Sabe o lugar que te dá a impressão de que tuas lembranças são enternas? - se é que é isso que eu estou tentando dizer.
Agora estou sentido o mesmo que eu senti quando li cem anos de solidão... uma nostalgia que dói muito.
Ai, ai...


Jucksch, Márcio.

L.Y.

Apatia e sutil segurança podem gerar desdém (você não precisa saber do que estou falando).
Esse fim de semana passou arrastado; divertido por ter começado na quinta e lacônico por ter terminado do jeito que terminou. O intermédio disto foi um festival de... nada que seja mesmo interessante. Faz tempo que aprendi a diferença entre provocar e sacanear. Infelizmente, certas pessoas ainda não. Mas agora eu só estou cansado de ter andado o dia inteiro, ter me frustrado nas tentativas tímidas de começar algo e isso só desanima diante da noite inteira que terei para não pregar os olhos - tentando de novo, quem sabe. No entanto, alguns fatos como usar o elevador da Big Ben, pensar seriamente em trocar risole de queijo por steaks com arroz, querer tirar foto no meio da rua enquanto os ônibus estão bem longe e subir uma ladeira com promessa de um copo d'água no fim da jornada - sendo que não teve foi porra nenhuma, apenas 'bafões' - me deixam mais conformado por gastar tanta sola de tênis velho.
Dica: só conheça seu próximo após um grito reconfortante e F.D.P. de lealdade a tudo que você considera possível de um sentimento, digamos, pródigo. Nem tanto amador.

P.s.: no envelope estão também as antigas fotos que tiramos após aquela tarde quente naqueles terminais abandonados que, ludibriados por nossa inconseqüência intangível, chamamos de... nossa casa!


Jucksch, Márcio.

Jag vill gå tillbaka

Eu quero voltar para ficar, porque lá é o meu lugar.
Quero voltar para as coisas que deixei.
Por onde ando não dá para ficar, porque lá é o meu lugar.
Será que tem alguém à minha espera? Quando os dois braços abertos me envolverem como antigamente vou chorar.

P.s.: alguém se habilita a comentar?


Jucksch, Márcio.

En bekännelse till Sidney

Existe algo compensador em toda futura e (aparente) presente mazela possível: a terna e presente felicidade.
É, eu te amo.


Jucksch, Márcio.

En skrivelse till uppvaknande

Não, não tenho uma foto bonita, cool e arrasadora para postar. Estou com preguiça, com dor nas costas, com várias consultas médicas marcadas para semana que vem e não rematriculado em nenhuma das faculdades. O último caso se resolverá em breve.
Afetivamente estou satisfeito de um jeito estranho de entender e passando por mudanças. Tudo bem, é natural. O importante é a sensação de bem-estar que se tem nas horas mais inesperadas. Uma prova da felicidade? Hum...
E a saudade dos velhos amigos e a necessidade de poder compartilhar com eles as novidades que são velhas para mim, mas que serão interessantes pra eles e vice-versa...
Estou com vontade de escrever cartas pra cada um com o intuito de lidar melhor com o passado.
Amei e ainda amo alguns de voces com o melhor da minha lealdade e amizade. Aos do presente, que sempre façamos o possivelmente melhor. Nós arrasamos!


Jucksch, Márcio.

Behöver inte vara för evigt

Não precisa ser pra sempre.
Pode ser agora e bem junto ao âmago; pode ser no instante seguinte e que você possa sorrir comigo.


Jucksch, Márcio.

Bara vill ha ett foto

Quando tu chegas em casa depois de uma noite inteira por aí... uma noite surpreendente, escorregadia, cheirando a vômito, colônia de priprioca, enxergando várias histórias estapafúrdias tomando forma ali adiante, mas fixando-se num ponto cada vez mais longínquo. As melodias de canções confusas, dispersas na escuridão que vem do alto. O vento frio não dá conta de manter em pé quem está inconsciente. Água, água, água mineralíssima para escorrer garganta abaixo, apoiar-se no concreto novo e rígido. Caminhar seguindo a rota, os sinais que apontam a direção: o oposto do sol nascente bem atrás de nós. Dividir uma cama sem saber quem é o outro. Alcançar o lar sentindo a energia esvair-se langüidamente, os portões abrindo pelo favor que tuas mãos deviam às tuas pernas. Observar seu próprio reflexo e desejar apenas um retrato.


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 5. August 2008

Bisarr - sarkasm


Sucesso no sertão semi-árido do Nordeste brasileiro, Neide Aparecida (a Neidoca do grupo de forró mais conhecido do Brasil, o "Coentro com Sal Grosso"), foi surpreendida pela minha equipe de reportagem que estréia o quadro "segredos dos artistas". Siiiiiiim! Queremos saber os segredos de Neidoca. Sua beleza é incontestável, belíssima.
Mesmo surpresa Neidoca foi finíssima e abriu a porta de sua Choupanã que fica em Piriri do Caráio à 4, onde a Maria rezou o terço e o João comeu pamonha, para nossa equipe desfrutar das belezas e saber tudinhoooo sobre seus segredinhos.

MAIS SOBRE NEIDOCA

Além de dançarina do grupo "Coentro com Sal grosso" Neidoca é atriz, modelo/manequim, apresentadora de programa infantil e canditata a participar da 'Danças dos Famosos' do programa do Faustão!
Ela tem 1, 45 de altura e pesa 38 kg.
Suas experiências anteriores vem desde o tempo que era pequena, onde ela junto com uma burra, carregava água para sua cidade.
Foi descoberta por um olheiro que ficou em dúvida se levasse a burra ou a Neidoca para ser a dançarina do grupo Coentro com Sal grosso... ele resolveu levar Neidoca, já que a burra recusou o convite.
Neidoca manda um beijo para os fãs e diz que logo lançará um passinho novo pra novo sucesso do grupo.

MOMENTO BELEZA

A DICA: Neidoca recomenda aos seus fãs um banho de Jacuzzi diariamente. A aguá deve ser do poço e meio barrenta, isso eliminará todas as estrias - ela indica tomar o banho de biquineco ou 'maiozão' preto, e sempre que possível usar arruda pra espantar o mau olhado.

OUTRA DICA: Para caber na jacuzzi compacta que nem a de Neidoca, é necessário fazer algumas aulas de introdução ao contorsionismo!!! Que lushoooooo!!

CABELOS: Creme Rinse colorama rosa!!! E mensalmente amacia com Hennê ou Marú!!!

PELE: Nas palavras da própria Neidoca "Cê cata a laranja e casca... ae ucê aproveita e chupa até o bagaço, dae ucê pega as casca e esfolia no rosto e fica com pele de jaca" -> palavras de Neidoca.


A DECORAÇÃO: Neidoca salienta que a decoração da casa a inspira muito, então um recado aos fãs: tijolo baiano é o que há!!! Tendência!!! Moda!!! Glamour!!! Vamos, gente, pegaremos os "tijolo", juntamos a cambada e sentamos um muro. Depois tem a churascada e ainda aproveite o sol pra ficar bronziadis... que chiqqqqqqqqqq!!!

* Neidoca não quis comentar sobre seu affair com um ex BBB, ela disse que isso é algo pessoal!!! *

Comentem, fãs. O que acharam da vida íntima de Neidoca????


Jucksch, Márcio.

Sonntag, 3. August 2008

Hon var? Ja, det var

Atípica.
De jeito envolto em camadas e mais camadas de suspense. Não era do tipo 'inefável' pra causar desconfiança. Não. Gostava de viver... só.
Não sei se era atípica. Sempre me confundo ao querer rotular; é isso que sempre acabo fazendo. Desculpe.
O mau-humor nunca variava. Era sempre o mesmo que não tinha hora certa pra começar - das 10h da manhã ou se não, às 16h da tarde. Era incrível como mantinha hábitos detestáveis pelos pais. A distimia sempre a levava a confrontar-se com aquele 'eu' pouco interior. Era de uma esquizofrenia ímpar, como disse uma tia morimbunda um dia. Era uma pessoa triste, mas tentava ao máximo deixar isso passar despercebido.
No dia, com pessoas próximas, era agressiva. Gostava de machucar, mas no fundo sentia a culpa pesar. Tenta dia-a-dia matar essa humanidade que, entendia, a deixava fraca. Porém, outras vezes, entendia que ter essa parcela de humanidade não era tão ruim; por ser humana o suficiente era que podia despertar seu lado mais grotesco, mais animal.
Tinha paixão pelo sadismo, sarcasmo, humor negro. Gostava de sentir prazer com a dor de outrem. Ela podia, não se considerava uma pessoa boa. Não era boa o suficiente para isso. A vida social era pouca, e fazia o máximo pra diminuí-la. Não era misantropa, era intolerante - entende?
Sabia ser benevolente com quem merecia. Odiava a educação nos seus extremos, ela gostava de ser insultada a todo momento. Tinha espasmos de raiva de quem, pasmém, não a fazia nada. De quem não queria ser mau. Deixou muita coisa para trás. Deixou muito coisa passar a frente. Hoje em dia pensar em se desligar de tudo que já foi relevante na sua vida.
Ela só não quer se apegar para depois ter que se tornar a pessoa mais destrutiva por pura falta de paciência.
A inépsia dos outros, a todo momento, a incomodava e lhe provacava pensamentos assassinos. Uma solução drástica sempre seria mais cômodo.

Eu gosto dela. Ela me atrai. Ela sempre aparecia pra mim no mesmo momento, na mesma hora, no inevitavel momento de contraste com a realidade.


Jucksch, Márcio.

Samstag, 2. August 2008

Denna text har ingen titel

Ontem sonhei com lagartas. Daquelas que nos queimam
Estavam por toda a parte
Eu não me queimava.
Mas fingia que sim, para poder pedir ajuda
E alguém atrás de um vidro me observava, estático. Não como uma pedra, mas como uma nuvem que passa e mantém a forma. Sumindo sem você notar.

O que eu senti depois?!

Eu não senti, eu acordei. E vi a parede verde do meu quarto e minha mãe gritando cinco minutos depois dizendo que o café estava pronto e que se eu não me apressasse eu perderia o ônibus.


Jucksch, Márcio.