É bom que eu não saiba atuar.
De repente o grande talento do ator é saber represar o que sente. Mais importante que sentir o mundo é ter a medida exata do que entra, do que passa. Não sou bom com esses domínios. Sou da palavra escapulida, dos risos altos e olhares tortos. Sou de tropeçar. Nem sei onde termina o meu corpo e começa o dos outros, minha mãe não soube me dar limites. Escrever é melhor; as palavras eu doso, apago, virgulo. Tem suas dificuldades, que engulo letras e não digito rápido, daí o pensamento tem de aprender a ir devagar. Se fosse ator, estaria perdido: não sei sentir sem tornar meu.
Há quem faça coisas por paixão, sim. Mas tudo quanto é escritor que conheci tem necessidade. Começo a achar que é regra geral: escritura é artifício egoísta. Escrevo para a língua poder descansar, para dominar o que sinto, ser de novo o dono de mim. E quero ser lido por pura vaidade, que gasto um tempo precioso nessa empreitada. Aí faço-me parecer nobre, obra de alma grandiosa, citando o Mia Couto "(...) - Escrevo conforme vou sonhando (...)" para " - Ensinar alguém a sonhar".
Jucksch, Márcio.
De repente o grande talento do ator é saber represar o que sente. Mais importante que sentir o mundo é ter a medida exata do que entra, do que passa. Não sou bom com esses domínios. Sou da palavra escapulida, dos risos altos e olhares tortos. Sou de tropeçar. Nem sei onde termina o meu corpo e começa o dos outros, minha mãe não soube me dar limites. Escrever é melhor; as palavras eu doso, apago, virgulo. Tem suas dificuldades, que engulo letras e não digito rápido, daí o pensamento tem de aprender a ir devagar. Se fosse ator, estaria perdido: não sei sentir sem tornar meu.
Há quem faça coisas por paixão, sim. Mas tudo quanto é escritor que conheci tem necessidade. Começo a achar que é regra geral: escritura é artifício egoísta. Escrevo para a língua poder descansar, para dominar o que sinto, ser de novo o dono de mim. E quero ser lido por pura vaidade, que gasto um tempo precioso nessa empreitada. Aí faço-me parecer nobre, obra de alma grandiosa, citando o Mia Couto "(...) - Escrevo conforme vou sonhando (...)" para " - Ensinar alguém a sonhar".
Jucksch, Márcio.
5 Kommentare:
Éguaaaa, menino! Hahahaha.
Olha só, to chegando por esses dias, vc tá sabendo, né? Então, meu guri, vamos nos divertir muito nesses seus últimos dias aí. Aliás, estou sendo um pouco radical, falta um mês ainda, né? Hahaha.
Márcio, esse texto tá lindo. Eu tive esses dias lendo tudo seu. é incrível ver como vc evolui, saca? Seus primeiros textos são fracos; ou melhor, nem todos. Mas depois vc melhorou bastante.
Nesse mês de agosto vc postou muita coisa boa. Meu Deus! Fico orgulhosa!
E outra coisa: tu sabe atuar, sim, seu bandido! Hahaha.
Caralho! Queria ter tua facildade com as palavras!
Lindo! Perfeito! Foda! Do caralho! te amo!
como a sabrina disse vc sabe atuar mesmo, caraaaaaaaaaaaaa isso é tudibão!
se bem que agora vc fica uns dias sem postar e nem estamos saindo; to sentindo saudade meo!
larga esses ficas e vem me fazer feliz hahaha
te amo!
Márcio, todos sabem que vc atua muuuito. O que eu posso dizer, assim como a Sabrina, é que invejo a tua habilidade com as palavras, meu amigo. E tua evolução é constante, podemos ver.
No mais, eu te amo muito. Não esquece, tá? Por favor!
sempre que venho aqui sofro uma brainstorm, manja?
saio com meu novo cerebro
saudades, ser do sarcasmo gostoso e malemolente hahaha.
abraço, cara!
tá lindo, marxenhu.
te amo!
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