Sonntag, 3. August 2008

Hon var? Ja, det var

Atípica.
De jeito envolto em camadas e mais camadas de suspense. Não era do tipo 'inefável' pra causar desconfiança. Não. Gostava de viver... só.
Não sei se era atípica. Sempre me confundo ao querer rotular; é isso que sempre acabo fazendo. Desculpe.
O mau-humor nunca variava. Era sempre o mesmo que não tinha hora certa pra começar - das 10h da manhã ou se não, às 16h da tarde. Era incrível como mantinha hábitos detestáveis pelos pais. A distimia sempre a levava a confrontar-se com aquele 'eu' pouco interior. Era de uma esquizofrenia ímpar, como disse uma tia morimbunda um dia. Era uma pessoa triste, mas tentava ao máximo deixar isso passar despercebido.
No dia, com pessoas próximas, era agressiva. Gostava de machucar, mas no fundo sentia a culpa pesar. Tenta dia-a-dia matar essa humanidade que, entendia, a deixava fraca. Porém, outras vezes, entendia que ter essa parcela de humanidade não era tão ruim; por ser humana o suficiente era que podia despertar seu lado mais grotesco, mais animal.
Tinha paixão pelo sadismo, sarcasmo, humor negro. Gostava de sentir prazer com a dor de outrem. Ela podia, não se considerava uma pessoa boa. Não era boa o suficiente para isso. A vida social era pouca, e fazia o máximo pra diminuí-la. Não era misantropa, era intolerante - entende?
Sabia ser benevolente com quem merecia. Odiava a educação nos seus extremos, ela gostava de ser insultada a todo momento. Tinha espasmos de raiva de quem, pasmém, não a fazia nada. De quem não queria ser mau. Deixou muita coisa para trás. Deixou muito coisa passar a frente. Hoje em dia pensar em se desligar de tudo que já foi relevante na sua vida.
Ela só não quer se apegar para depois ter que se tornar a pessoa mais destrutiva por pura falta de paciência.
A inépsia dos outros, a todo momento, a incomodava e lhe provacava pensamentos assassinos. Uma solução drástica sempre seria mais cômodo.

Eu gosto dela. Ela me atrai. Ela sempre aparecia pra mim no mesmo momento, na mesma hora, no inevitavel momento de contraste com a realidade.


Jucksch, Márcio.

5 Kommentare:

nai ara hat gesagt…

perfeito.

começo meu domingo com pensamentos adoráveis, obrigada.

já fez sua doação pra angélica e o luciano huck?

Anonym hat gesagt…

Cariocagem, malemolência e parceria por PEDRONEGRO
ahuahauahuahaua

tinha que ser tu mesmo, seu pilantra. Teu texto tá bom, mas pode melhorar mais. Sei que tunão escreveu com tanta vontade, meu querido.

te amo e vai mais um negritude pra ti. HAUAHAU

te amo mesmo, meu super carioca gaúcho!

Anonym hat gesagt…

quero saber se tu é sueco agora poha! vive colocando o caralho desses títulos nessa lingua
HUAHAUAHUA


escritor

Anonym hat gesagt…

é verdade, marxenhu. só porque sabe falar, só porque é poliglota aí fica todo siquerendu! ahuahauahua

Anônimo is burning hat gesagt…

Ai! Que gente pobre, nojenta e sem cultura.
Como voces são ridículos, né?
Quer saber? Foda-se pra voces, seus babacões.
No mais, quero os dois na minha cama, NOW! Schnell!