Freitag, 22. August 2008

Ett hjärta

Eu tenho um coração apertado com cordas em nó. Vou te contar: tenho disfarçado tudo com essas tempestades; passo apressado pela cidade, encontro os amigos, despeço, chego inesperadamente em teatros e risos, saio das mesas com um beijo e passo pouco tempo a sós. Tenho rido maldosamente e usado casacos escuros, conto histórias e faço romances. Giro garrafas, jogo verdades. São dias de porres homéricos, sono inquieto e muitas espinhas e poucos cuidados. Estou um egoísta polêmico.
Então eu desabo.
Como sempre desaba quem espera em filas da vida alguém que lhe diga "Cheguei, pode acalmar".
Não sou muito bom com delongas.


Jucksch, Márcio.

1 Kommentar:

Jess hat gesagt…

quéeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerido,
estamos enterrados (porque mortos é muito pouco) de saudades.
explicações corriqueiras deixei no blog. Fato é, estou tentando aparecer, o que aqui significa constante desaparecimento como resultado. Nada sensual, bróder.

Dei uma lida nos seus textos. Ótimos, como usual. Lembrei da saudade de ler coisa boa. Ultimamente ando tendo que engolir Marina Colasanti. Perdoe-me os acadêmicos, mas, putamerda, parece que ela tem preguiça de escrever. Com ressalvas, claro. Existem contos que eu realmente gosto e na poesia (o que não cai no vestibular) ela é até docinha de se ler. {mas eu tbm não gosto de doce demais}

hunf! o Bruno sempre tem notícias minhas, mande um sinal pra ele, acho que talvez ele responda com dados etimológicos. Caso contrário, mande cartas ou telegramas, telegramas são legais. Eu respondo.
Amo você, bróder.
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