Dienstag, 30. Oktober 2007

Mistakes


Foi assim... Sabe? Assim... Estapafudio!
Lembro que acordei as 5:55h e fui tomar banho. Estava muito frio e o céu deveras negro, me deu vontade de voltar a cama e me perder nos lençois mais que gostosos.
Chegando na escola, fiquei sentado bem na escada. Demorou cerca de 15 minutos pra que ele chegasse e prendesse minha atenção pelo resto do dia. No intervalo tentei sentar ao seu lado; parecia uma tarefa quase impossível. A maior parte do tempo estava cercado de uma diversidade absurda de gente disforme e famintas da mesma atenção.
Às vezes desistia (está bem, todas as vezes eu desistia), e voltava pra casa absorto me questionando "por quê eu não tentei mais?" Era triste, mas era assim; quase sempre a mesma coisa. Me contentava em apenas olhar pra ele. Já era alguma coisa, não é?
Um dia sentamos um ao lado do outro. Meu sorriso tímido me irritava, parecia a personagem daquele filme adolescente. Esqueci meu caderno ali, após o ato. Foi incrível, ele pegou e veio atrás de mim para devolver.
Nos conhecemos... Quase sempre as coisas não fazem sentido. Muitas vezes o esforço não é uma exigência primordial. Basta ter uma certa dose de naturilidade.

Jucksch, Márcio.

Hic hic hic


Veio aqui e roubou minha personalidade. Você é irresistivelmente performático...
-O que importa sua personalidade?
-Ela é aquilo que eu sou dependendo da minha teoria.

Cheguei a pensar que você era feito de um tipo de material desconhecido, mas resistente. Pensei também que viesse com algum tipo de manul para, no meio da madruga, te programar pra trocar idéias comigo.
Acho que não me enganei.

Jucksch, Márcio
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Dienstag, 23. Oktober 2007

Mon cher,



O sol nos seus olhos se pôs, não posso sentir outra coisa a não ser pena. Sempre gostei de você mais valente, mais corajoso. Mas aos poucos a pessoa que, por primeiro conheci, foi morrendo dentro de você. Foi aí que senti que não mais te conhecia e que não podia viver ao lado de um cadáver; isso não seria justo comigo.
Hoje, talvez, você entenda que certas vezes o amor próprio deve prevalecer, jamais quis que você negasse essa parcela de essência. E sei que, quando sentimos algo que, para certa pessoas parece anormal, é fácil subentender que seja amor... Mas te digo que, mesmo isso, não te salvaria. Você invadiu o caminho da morte, foi a seu encontro sem ao menos pedir licença. Insistiu em ser o indivíduo pouco convicto de sua antipatia merecedora de aplausos. Ela não te quis. Você se consumiu aos poucos. Suicídio!
Um dia pretendo voltar a sorrir por aquele que dediquei a minha parte mais pura. Até em dias que, a pessoa que eu mais amava, resolvia me ferir, me agredir sem pensar nas conseqüências.

Jucksch, Márcio.

Abri os olhos...


Acordei, e não te encontrei a meu lado. Acredito que o ponto criativo me fez crêr que passei a noite com algo que penso ser "teu fantasma".
Era real, prefiro dizer. A única coisa que me partiu ao meio e não me machucou. Sexualidade deprava como conceito comum; acalanto como forma prática de convencimento do ser mítico.
Minha memória seletiva nostalgia e me satisfaz quando acho que o corpo ausente não mais habitará o leito de uma forma tão cálida. Ser desenvolto em nosso território mais íntimo e sagaz acreditando, mais uma vez, que posso ao infinito parecer igual; os lençois que nos separam da parte íngreme do bem-estar.
Eu que acreditava, no mais tardar dos olhares, te encontrar na forma mais bruta que se pode firmar um pensamento fulgaz. O horizonte atrás de nós não me deixava limitar-te a poucos casos; você mais me parecia uma ventania dos tempos longíquos que me encontrava aos gritos no fim do túnel.
O campo impentrável e infalível, conspira decisões pragmáticas do meu passado saudoso.
Caminho destro deteriorado por falta de vontade. A crença que se fez cega quando mais necessária, me vi alegre pra fazer inveja. A vida contada aos dedos por meio de ligações inínterruptas; o destino me fofocava o castigo atroz do semi-imaginário. Você se tornou ícone da minha solidão quando pensava te perder ali, no caminho mais próximo a indecisão do "who was I?".
Estremeço ao pensar que você está voltando para o meu lado. Acho que a loucura me acertou no ponto de desejo... Ela sabe o que me é inevitável.
Sim, eu quero você!

Jucksch, Márcio.

Eu disse...


Que você podia ficar; que você podia correr; que você podia chorar; que você podia explodir de rir; que você podia comer muito chocolate; que você podia pintar todas as paredes; que você podia fazer festa; que você podia voar; que você podia morgar; que você podia se alcoolizar; que você podia fumar 20 carteiras; que você podia me agarrar; que você podia apertar minha mão; que você podia dirigir meu carro; que você podia velejar; que você podia gritar...
Mas você preferiu ir embora; preferia, certas vezes, parar; decidiu engolir o choro; preferiu curtir uma raiva intensa; preferiu jogar fora todos os chocolates; preferiu manter as cores virgens; preferiu ir a outra festa; preferiu deixar de voar; preferiu manter a linha; preferiu levantar a bandeira "saúde"; preferiu me deixar curtir a solidão, preferiu me deixar caminhar sozinho; preferiu a outra carona; preferiu ficar na sombra; preferiu se calar...
Na cama, com muito sono, sem vontade alguma de mostrar forças extremas, me disse que apenas queria filosofar. Você não experimentou meus sonhos, e muito menos me deixou sonhá-los.
Você me tirou um capítulo à parte; me fez seguir o roteiro sem o "happy ending". Você nos alienou da parte nobre de ser o sempre mais, o inesperado.
Eu? Talvez... Me fiz intimista. Me deixei calar sutilmente apenas para deixar crescer o seu potencial...
Fiz mal? Não, eu apenas fiz. Me alegra saber que, no final, vou ficar sem os arrependimentos habitando meus devaneios mais comuns.
Tenhos que ir. Aproveite o final de semana.

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 16. Oktober 2007

Weg


Por mais que eu tente eu sinto saudade... Muita saudade. É inevitável, siga em frente.
São notícias boas, coisas que me fazem bem. Mas me pego pensando que eu também poderia estar vivendo essas coisas que hoje me fazem falta; aí reconheço que certos caminhos nos levam à lugares maravilhosos por preços incrivelmente caros. A vantagem de ser ter algo que faz a diferença nem sempre acontece. Nos mastiga e joga fora, entende?
A raridade de um momento feliz é tanta, que, quando acontece, você a devora sem ao menos degustar; caso de indigestão mais a frente. Mas o caso não é simples. Saudade só existe na língua daquele que originalmente a conheceu. São traçados planos. A diferença, penso eu, está na forma de como vai encarar o algoz que toma lugar da sua sombra; como você vai driblar o que mais parece um campo minado em que sua vida está por um passo não pensado. Óbvio, na mente provinciana e pouco vivida, parece violento. Mas com o "q" de pureza, abstração da realidade que temos que aceitar. Estou apenas tentando dizer que se torna aceitável por uma xícara de café frio. True or dare? Guess, dare and dare, you know.
Mas voltando ao caso da "escolha de caminhos" - o que nos cega e me cega - já foi um confronto mais direto, eu sei; não que eu esteja dizendo que ela não mais seja tão arrazadora. É que ela sempre encontra novos lugares que nos destroem divinamente.
Hoje eu sei o que me faz falta, o que me mata aos poucos, o que me distrai no momento que estou mais frágel de calor suprahumano. Ah, e nem tudo é uma derrota fácil. Também temos táticas de defesa magestrais.
Hoje, também, me peguei escutando (o clichê da história) aquela música antiga olhando para a foto que me marcou. É aquela situação de: test your might! Testado, senhor. Aprendizado que levaremos por muitas vidas.
Fato é que alguém uma vez me disse: com o tempo descobrimos o que é inevitável.
Eu exitei em aceitar...

Jucksch, Márcio.

E quem disse?


Nem que você se escondesse por baixo de camadas e camadas de tinta, eu me esqueceria de você. Nem que você se transformasse na mais comum das flores; você sempre teria esse jeito especial, teria sempre um algo mais. Nem que você delineasse a mais bela forma de um quadro sob sua face, eu me enganaria do verdadeiro endereço; você terá traços mais vivos, pouco esguios.
Ah, você sabe, amor. É uma tarefa impossível, neste caso, querer se igualar ao já imaginado apenas por ter medo de algo que conhecemos. Vem, aceita a condição de ser algo especial. Temos tempo para tudo, viva cada detalhe; te garanto que é sempre mais interessante do que parecia três anos atrás...
Encore Moi!

Jucksch, Márcio.

Samstag, 13. Oktober 2007

Bekenntnis


E eu que te ajudei a enteder que o mundo é mais do que você faz diariamente. Sempre te ajudei a crêr que a mais ínfima amizade se compra por interesses comuns; ou você vai dizer que mais uma vez estou bancando o dissimulado?
Sinceramente, eu sempre entendi que a dádiva divina é mais do que um simples ritual onde nos mascaramos por completo e fingimos amar o que nos convém fidelidade exacerbada e ajuda posterior. Nunca vi histórico de iniqüidade ser sinônimo de paz espiritual; faz tempo que não sei o que é isso.
No mais... Eu não sei, dear!

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 10. Oktober 2007

Ich... Dich


Eu viajei, mas nada encontrei; sonhava que te encontrava por aí. Criativa e possessiva, só queria te beijar.
Manhã, tarde fria de verão. Quase nada do outro lado. O perdão caminhava solitário; vontades inexatas de quem foi e quase esqueceu de viver. Corpo quente, alma aos prantos. Fome de uma pós-encarnação. Assim te desenhava na imensidão da madrugada.
Cálculos progressivos de mentes medianas que, no menor dos passes, acertavam na contagem do infinito. Margarida quase rosa no vaso de papoulas acompanhadas no girasol do sol. Estrela aquática, cadente de paixão, cria vontade secretas destinadas ao coração (...).

Ah, festa da criação. Minha paixão? Criada no muro de coordenadas que só convém à mim. Gera vida de água fresca, de areia platônica, ato público.

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 9. Oktober 2007

Words shouldn't betrayd me


E se você soubesse que no dia em que comprei aquela rosa, na minha cabeça se formava as mais atrapalhadas declarações de amor... Você iria rir? Ah, eu já imaginava.
Sei que você vai dizer 'não'. Mas sabemos que a verdade é 'sim'. É engraçado, adimito.
Naquele dia o vento estava tão agradável, teus cabelos esvoaçavam tão calmamente, teu sorriso tímido me encantava tanto. Acho que era amor de adolescência; desses que a gente se sente ridículo. E, no ímpeto da vontade de roubar um beijo, acabei colocando minha mão sobre a sua. Mas isso foi naquele momento. Agora que estou aqui, posso dizer tudo.
Ao menos espero que meu singelo prensente ainda faça parte da sua vida; é que não tenho muito jeito com isso.
Mas, sabe, foi tão reconfortante estar ao seu lado aquele dia. Aquela música sendo acompanhada por um violão se tornou nosso.
O que posso dizer, é que na hora da despedida foi triste. Deu vontade de chorar... Parece que nunca mais te veria. Meu coração doeu tanto. Acho que era o amor marcando presença.
Eu só peço que lembre das minhas lindas palavras no dia que, talvez, mais sofri por ti.

Jucksch, Márcio.

Better late than never


É que quase nunca vou ali. Pra ser bem sincero, nunca cheguei a ir; vontade não me falta. Mas sei lá, sabe?
O máximo que fiz foi chegar até a porta. Mas sempre me dava sono. Meu corpo não me permitia a ir além...
Uma noite - daquelas em que o pesadelo mais parece a vida real - acordei com sede e fui à cozinha. Passei próximo, mas como sempre estava escuro; até em dias normais de sol estava escuro. Ah, em suma aquilo me cansava. Um cansaço peculiar. Invadia minha mente, queimava meus pensamentos mais dispersos, divagava sobre meus anseios. Era um caso a se pensar... Mas desculpe, fugi completamente do assunto. Ou será que fui aonde sempre pretendi ir? Eu disse que isso confundi.
O que me fascina é a capacidade que temos de formar opiniões, de sempre ser o mistério. Há quem diga que só é um lugar escuro, mas talvez essa escuridão esteja nos olhos de quem realmente a enfrente, de quem a vê. Na minha crença, é o mais lindo dos tormentos.

Jucksch, Márcio.

Montag, 8. Oktober 2007

Denker


*Primeiro ato:

-Café com leite, senhor?
-Não, obrigado. Eu detesto café.

(...) E assim foi embora com ar de quem esperava mais do que merecia e encucado que, de certa forma, tinha esquecido algo embaixo da mesa ao lado (...)

Jucksch, Márcio.

Empfehlung


Como último conselho, digo...

"Não beba água, os peixes transam nela".

Jucksch, Márcio.

Samstag, 6. Oktober 2007

(...)


Sapatos pra um lado, meias pra outro; sim, cadarços mais adiante. Roupas penduradas, chapéu na janela. Tudo perdido em horizontes distintos.
Mais uma vez te peço, vem ser meu amigo. Esses de anúncios de jornal.
Música baixa, uma cama. Algo mais a pedir, querido? Talvez lembranças como aperitivo. Desculpa, me enganei. Traga-as como prato principal; é algo bom, só isso me satisfaz.
Praia, sol, companhias. O que mais poderia desejar? Tudo, não é?
Sim, um pouco de compreensão. Com limão e duas pedras de gelo, não esqueça.

Jucksch, Márcio.

Freitag, 5. Oktober 2007

Schmerz


Minha cabeça dói... Dói tudo. Discutir isso, agora, seria perda de tempo, seu idiota!
Sim, eu amo você. Mas não me obrigue a dizer isso no estado em que me encontro! Por favor, entenda!
Você tem que esquecer a dor. Eu preciso que você fale por mim, está bem?
O fato sempre foi "minhas vontades". Não posso ir adiante, eles iriam reconhecer minha dor.
Que droga! Você nunca deixa esta sua peculiaridade de lado...

Jucksch, Márcio.

Unwirklich


É que sempre te imaginei, assim, diferente. Quando te via naquele tempo, sem muito contato, tu eras diferente; nada que o leve a pensar que minha surpresa, agora que estou te vendo, seja desagradável, entenda.
Acho esse mesmo vestido que, em muitas ocasiões especiais, mesmo que obstante te vi usar, fica bem melhor naquela moldura clássica da década de 20. Não que esteja, também, insatisfeito com tua imagem.
In Loco, sejamos mais moderados. A boa virtude sempre é mais esperada que qualquer outra coisa.
Vamos a um passeio?

Jucksch, Márcio.

Em aberto


O que eu posso dizer é...

O fato de termos vivido em um lugar não muito maior do que costuma ser sua cabeça, mente. O interessante é recorrer à pontos diversos da história para almejar as tão desejadas informações, sem que estes tenham conhecimento de o por quê de tanto questionamento sobre algo aparentemente "desconexo".
O que intriga é que, em outra pessoa isso causaria raiva; em mim, pena. É tristeza, de fato.
Talvez você me faça mal, suas atitudes me façam mal. Mas a culpa não é sua, eu garanto; minha parcela vai sempre estar ali, no mesmo lugar.
E aí, não concorda que minha forma de pensar ultrapassou qualquer suspeita antes sem fundamentos? Eu sei que sim. Minhas expectativas me fazem crêr. Amo você!

Jucksch, Márcio.

Criança


Cabeça de abóbora
Coração de quejio suiço
Pescoço de serpentilha
Braços de alface
Olhos de pimenta
Pernas de banana
Cérebro de camarão
Juba de leão
Espírito de percevejo
Língua de cobra
Massa de modelar? Não, mas ta quase lá
Pés de pato
Mágoas de carangueijo
Vivo como um falcão
Martelado como prego
Topeira por instinto
Sopa de letrinha? Talvez, ta ficando quente
Crônicas de subserviência
Chute de bota
Pele de lula
Pelas paredes como lagartixa
Música de sereia
Água de poço
Céu de pedra
Cortina de bronze
Círculo de ar
Proeza de fogo
Martírio cego
Maracujá de gaveta
Um sonho diluido? Tu és esperto
Rosto de maça
Clavículas de pepino
Fígado de repolho
Bexiga de mascar
E o coração? De gelatina de groselha
E eu? Um docinho
Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 3. Oktober 2007

Cumplicidade


Ela deitada, ele em pé - em seu íntimo só queriam um tempo de solidão.
Eles se conheceram por aí, jantaram em um ótimo restaurante, andaram um pouco pelo parque e aconteceu o tão esperando "primeiro beijo".
Ela jurava que já estava amando-o, ele queria leva-la pra cama; partilhavam dos mesmos desejos, por mais que estivessem em pontos opostos.
Fizeram amor, acreditaram. Acordaram.
Sim, precisamos de um tempo. Quem sabe outro dia podemos nos amar com a mesma intensidade.
Eles sorriram tão levianamente.

Jucksch, Márcio.

Ela?


Ela não falava nada ao telefone - ele pensava insensantemente.

Sua primeira ligação foi assim que chegou do trabalho. Não fez nem questão de tirar a roupa ou almoçar, foi em direção ao telefone.
Neste momento, discou o número e olhou janela a fora. Ela atendeu com voz de quem acabara de acordar; pensou, ele, que tinha o feito. Ela sempre cochilava após o almoço.
Ele disse que a amava. Durante três minutos ela ficou calada; ele podia escutar sua respiração ofegante querendo ser contida a qualquer custo. A única coisa que ela disse foi: se isso for uma brincadeira, é de muito mal gosto. Bateu o telefone.
Encostou a cabeça na parede, olhando para o teto, e chorou...

Jucksch, Márcio.

Volúpia


"... Talvez convicto de que, aquilo mais parecia uma lista hermética de presentes aleatórios, do que um simples postal de sua mãe que morava longe..."

"... O silêncio velado, de sua tia próximo a foto do marido distante, fez com que ele sentisse um aperto no peito. Suas costas doiam por horas de trabalho que, frente ao acaso, já se considerava ser um escravo..."

"... Era fato que aquela cadeira jamais fizera parte da estrutura de uma sala daquele porte; e, se algum dia realmente fez, foi de um péssimo mal gosto, sinto dizer..."

"... Usava camisa de força para agravar o sono. Era um romântico incurável..."

Jucksch, Márcio.

Montag, 1. Oktober 2007

Perdendo...


As horas.
Você é prolíxo. Você me dá nojo. Você é um erro da matemática de quinta-feira.
Eu, deveras místico de carteirinha. Eu não me causo nojo. Aquela função mais que inerente da física me distribui uma parte fúnebre de antagonismo.
Como diria aquele psêudo-escritor das tardes quentes da rua dos mais jogados: "Adjetivando... Como a tristeza solitária de uma página em branco, teu olho azul-claro-violeta-distante pousa no mundo de teu travesseiro listrado e pouco. Tão próximo quanto o lençol amassado de tua bagunça tão organizada e constante, sinto tua falta sóbria e insone. Porque teu amor é inerte e ébrio; página em branco? Não. Caneta invisível (...)."
Eu me dou bem nos momentos cruéis de vida fácil; minha carteira consome o ímpeto de pouca preocupação. Me dá raiva saber que alguém já foi onde eu pretendia ir a 2 minutos atrás!
Vamos ver, alguns gostam do quadro no lugar. Eu, particularmente, prefiro a imagem fixa na cabeça. O nirvana das cores ensagüentadas de prazer iluminam o corredor de flores parvas no meu caminho. Eu tinha ódio porque sabia amar; isso não é digno! Me diz, qual a coisa mais imunda a se provar: a religião aristocrática ou a parte subjetiva do crime perfeito? Sim, você também não sabe. Se entediou de mim, né? Pega a arma, dispara no coração... Meu coração!
Hoje eu queria te pisar até você bater com suas mãos no chão, desesperada; desejando jamais ter nascido. Queria te cortar os pulsos e ver o brilho dos seus olhos sumir na mais sutil das armadilhas. E agora, me ama? Pois eu digo que medo provoca reconhecimento instantâneo.
Eu consigo voar. Subo no mais alto dos planaltos e me jogo em direção ao abismo semi-linear inebriante dos seres magnânimos que me assaltam as córneas e as idéias genias à sangue frio.
Se você pode mesmo me ajudar? Então pare de usar esse jargão jurídico de pós-graduado. Que impáfia!

Jucksch, Márcio.

O dia do meu aniversário


Como diriam a Yandra e a Camila: mais um aniversário é um ano a menos que se vive.
Como diria a Jaca: caralho! Quase duas décadas.
Como diria minha Mãe: hoje é meu dia, e eu posso fazer o que quiser; brincar de ser "gente grande".
Como diria Manuela, minha portuga de catiguria: é algo pleno em que ganho bolo e presentes. Posso escolher entre me sentir ridículo ao cantar parabéns e usar um chapéuzinho de papel de qualquer personagem animado que seja, ou me sentir abençoado por pessoas maravilhosas dividirem isso comigo.
Como diriam a Vaneli e Tiago, é Jucksch versão 1.8.
Com o diriam Marcelo e Giulia, meus futuros juizes de catiguria: agora, mais que nunca, posso ser preso.
Como diria Sandra, minha boneca naxa: seu filho da puta! Bora pra uma boa putada beber e fumar quantas carteiras tivermos direito.
Como diriam Meus Irmãos: ainda vai ser o mesmo caçula sem noção que vamos ter que agüentar eternamente.
Como diria a Andressa: credo! Estamos ficando mais velhos. Parabéns, broto!
Como diriam o Joe, Bernardo, Taís e Fernanda: ele pode mais ainda na data especial. Ele é mais que "féxion"! Vem à loja, guri.
Como diria o Patrick: louco louco louco! Ainda te dou muita porrada no tatâme!
Como diria o Fábio: aproveita, cara! Hoje a boite é por tua conta.
Como diria a Ingrid: todos os dias eu comemoro porque esse menino, velho, adulto, adolescente... veio ao mundo para me dar amor e sempre me deixar mais contente. É o dia que ele veio ao mundo.
Como diria a Jenny: ele é meu figueirinha.
Como diria o Felipe: eu não sou bom nesse negócio de parabéns, então feliz aniversário e tudo de bom.
Como diria Pedro, meu pai e eterno amor: filho, saudades de ti. Parabéns pelo aniversário, muita alegria e saúde sempre!
Como diria o Lucas: Pede que eu te escuto. Pede e quem sabe eu penso se mereces ou não!
Como diria o França: parabéns, garoto. Felicidade, tudo de melhor. Deixa que um dos reis bregas, o Fofão, dei o recado.
Como diria a Xuxa: hoje vai ser uma festa! Bolo, guaraná e muito doce pra você.
Com ouvi certa vez, o ano só começa depois do nosso aniversário. Intimamente é assim que falamos de um novo ano, que medimos as mudanças.
Como ouvi na mesma vez, muitas coisas não mudam, inclusive certos detalhes dos aniversários.
Como eu gosto de pensar com a Jaca em nossas conversas mundanas pelo msn: se você trabalha na prefeitura de Recife tem direito a um dia inteirinho de folga.
É engraçado: o tempo passou e eu não vi.
E a Jaca me diz tantas coisas. Mas essa foi a desse aniversário:

"Obrigada por poder contar contigo. Nem tenho muito a declarar. E, se eu realmente tiver, vou hesitar agora pra quando chegar a hora, o Câncer nos atacar e de mãos dadas vamos ao encontro de Dinah! Coisa que vai se concretizar quando complertamos o dobro da idade de Derci Gonçalves!
*ainda vamos jogar Xadrez e beber vinho
*ainda vamos viajar ao som de um bom Rock And Roll
*ainda vamos recitar poemas na França para a Zuda
*ainda vamos jogar Poker num bar estranho
*ainda vamos nos sujar de brigadeiro
** e tantas outras coisas **

AMO VOCÊ, MON CHER! QUE DURE ATÉ O ÚLTIMO PALPITAR!"


É, seu semi-germânico de uma figa, vai lá! Alles Gut Zum Geburtstag!
Tenho algo mais que amigos nobres. Tenho vidas ao meu lado; sim, elas são importantes. Tenho que cultivar sempre. Não consigo imaginar o outro seguimento de minha vida sem eles.


Jucksch, Márcio.