
Que você podia ficar; que você podia correr; que você podia chorar; que você podia explodir de rir; que você podia comer muito chocolate; que você podia pintar todas as paredes; que você podia fazer festa; que você podia voar; que você podia morgar; que você podia se alcoolizar; que você podia fumar 20 carteiras; que você podia me agarrar; que você podia apertar minha mão; que você podia dirigir meu carro; que você podia velejar; que você podia gritar...
Mas você preferiu ir embora; preferia, certas vezes, parar; decidiu engolir o choro; preferiu curtir uma raiva intensa; preferiu jogar fora todos os chocolates; preferiu manter as cores virgens; preferiu ir a outra festa; preferiu deixar de voar; preferiu manter a linha; preferiu levantar a bandeira "saúde"; preferiu me deixar curtir a solidão, preferiu me deixar caminhar sozinho; preferiu a outra carona; preferiu ficar na sombra; preferiu se calar...
Na cama, com muito sono, sem vontade alguma de mostrar forças extremas, me disse que apenas queria filosofar. Você não experimentou meus sonhos, e muito menos me deixou sonhá-los.
Você me tirou um capítulo à parte; me fez seguir o roteiro sem o "happy ending". Você nos alienou da parte nobre de ser o sempre mais, o inesperado.
Eu? Talvez... Me fiz intimista. Me deixei calar sutilmente apenas para deixar crescer o seu potencial...
Fiz mal? Não, eu apenas fiz. Me alegra saber que, no final, vou ficar sem os arrependimentos habitando meus devaneios mais comuns.
Tenhos que ir. Aproveite o final de semana.
Jucksch, Márcio.
Mas você preferiu ir embora; preferia, certas vezes, parar; decidiu engolir o choro; preferiu curtir uma raiva intensa; preferiu jogar fora todos os chocolates; preferiu manter as cores virgens; preferiu ir a outra festa; preferiu deixar de voar; preferiu manter a linha; preferiu levantar a bandeira "saúde"; preferiu me deixar curtir a solidão, preferiu me deixar caminhar sozinho; preferiu a outra carona; preferiu ficar na sombra; preferiu se calar...
Na cama, com muito sono, sem vontade alguma de mostrar forças extremas, me disse que apenas queria filosofar. Você não experimentou meus sonhos, e muito menos me deixou sonhá-los.
Você me tirou um capítulo à parte; me fez seguir o roteiro sem o "happy ending". Você nos alienou da parte nobre de ser o sempre mais, o inesperado.
Eu? Talvez... Me fiz intimista. Me deixei calar sutilmente apenas para deixar crescer o seu potencial...
Fiz mal? Não, eu apenas fiz. Me alegra saber que, no final, vou ficar sem os arrependimentos habitando meus devaneios mais comuns.
Tenhos que ir. Aproveite o final de semana.
Jucksch, Márcio.
1 Kommentar:
mas a omissão é o pior dos crimes..
lindo :}}
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