
A dureza da vida, engolida à seco, a dureza da vida. Que era isso? Não se comparava a um suco de cupuaçu bem forte, nem a nenhuma limonada suíça. A besteira que passava e ela não via, nunca via. Do alto não dava pra ver, só se ela chegasse bem na janela. Às duas da madrugada os olhos ardiam e ela não sabia o porquê de ainda não estar dormindo. E também queria saber qual o problema. Devia ser glicose.
O açúcar que embaçava a vista, trazia a fadiga e deixava tudo mais molenga. Podia ser doença, mas quem ligava? Já dizia o poeta do senso comum, da opinião pública, da indústria de consciências: a vida tinha de ser doce. Talvez com mascavo, pra ter mais graça. E nesse mais de demasiadas soluções ninguém arregalava os olhos. Abri-los era estar adormecido... e vigiado. Quem olha para o lado entende o que eu digo. Quem acorda de um pesadelo inexplicado, no escuro, atordoado, procura, não acha, entende o que eu digo.
O ar vai. E volta. O açúcar fica. O pesadelo vai. A escuridão vem. As horas seguem ligeiras.
Jucksch, Márcio.
3 Kommentare:
foi reconfortante rsrsrs
escutar suicide e ler isso, nossa, bonito mesmo.
veeeeeeem márcio
Ela é você, Márcio? Hahahaha.
Meu amigo, esse texto está belo, assim como tudo o que você escreve. Sério. Pena que voc?e não compartilha da mesma opinião, né? Rsrsrs
Talvez você precise de mascavo pra ter mais graça... seu branquelo loiro! Hahaha.
Aqui, quero falar contigo e te contar as novidades e também uma surpresa pra vc... thats all!
Te amo muito, M!
"O ar vai. E volta. O açúcar fica. O pesadelo vai. A escuridão vem. As horas seguem ligeiras."
Aaaaahhh que sono. Muito bonito Márcio.
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