
O velho xamã precisava viajar velozmente entre os países necessitados de sua mística presença. Assim, por meio dos sonhos, chamou o aviador que, numa casualidade do destino, acabou por precisar pousar seu zepelim na mesma clareira em que o velho bruxo acampava.
Ao ouvir o pedido daquele senhor, o homem-dos-céus, usualmente orgulhoso de seu ceticismo bem cultivado, não encontrou em seu coração qualquer impedimento para satisfazer a vontade do ancião. E, assim, partiram.
Já navegando entre as nuvens, contudo, o aviador não resistiu à tentação de fazer ao velho um pequeno gracejo acerca de sua fé inabalável. "Posto que é engraçado" - começou o aviador - "Toda a vida acreditei que os magos como vós podíeis voar"
"E com razão", sorriu o ancião.
"No entanto, cá está o senhor, no meu zepelim..." - riu-se o aviador
"Voando" - riu-se o xamã.
Alguém reconhece?
Jucksch, Márcio
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