Elas residiam aqui, ao meu lado, naquele jardim imenso e descuidado. Enormes, majestosas confusas. Rosas. Alheias ao meu pensamento eu tinha a certeza da sua vivência. O perfume clichê exalado por elas fixava-se em minhas mãos. O poente dos seus acúleos residiam fixos e paralelos ao meu peito. De folhas verdes como deve ser eu me alegrava na noite escura e rosa.
Cada uma com sua peculiaridade, toda ela com sua dor. Caminhando na terra seca onde suas raízes residem a sete palmos de distância dos meus pés suculentos. Vez ou outra eu era ferido, algo que não machuca quando você está encantado, a dor esconde um algo de prazer no íntimo.
Tentavam comunicar-se com a ajuda do vento, tinha a impressão de que a qualquer minuto eu seria expulso dalí num jato de coloração indefinida, não fui. Deixaram-me na impressão e conquistavam-me com seu balanço. As sépalas rijas que ostentavam o pseudo-fruto florido jaziam no caule das incertezas duras. O destino delas era me servir de alimento.
Uma a uma eu fui cortando, num pudor ressecado pelos anos de solidão. Em luz do dia que começava a brilhar eu podia observar o término/realização do serviço que me fora predestinado ao nascer.
Um apanhador de rosas num campo de ervas-daninhas.
Amontoadas num canto da peripécia do meu lazer, elas mordiam seus lábios de compressão na vagina do polén. As mais pequeninas tentavam abrir-se para me entregar o resto de vida que jazia nos seus furúnculos de grito contido.
As mais venenosas se derramavam no chão para eu nunca mais poder encontrar. Todas as roseiras continuavam ali, sem colorido. O verde era parte da minha nova cútis e minha cabeça inchava em detritos de pétala. Nos meus pés as raízes traídoras que haviam deixado serem arrancadas me enlaçavam. Agora, os espinhos me amedrontavam, eu não tinha proteção, tranformara-me na rosa dentro da rosa. E lá no jardim eu era o único amaldiçoado. Florescendo eternamente no meio do vazio. Sem um admirador ou nem mesmo jardineiro que pudesse apaziguar a menina que existe dentro da mais bela flor do ego. O eu.
Cada uma com sua peculiaridade, toda ela com sua dor. Caminhando na terra seca onde suas raízes residem a sete palmos de distância dos meus pés suculentos. Vez ou outra eu era ferido, algo que não machuca quando você está encantado, a dor esconde um algo de prazer no íntimo.
Tentavam comunicar-se com a ajuda do vento, tinha a impressão de que a qualquer minuto eu seria expulso dalí num jato de coloração indefinida, não fui. Deixaram-me na impressão e conquistavam-me com seu balanço. As sépalas rijas que ostentavam o pseudo-fruto florido jaziam no caule das incertezas duras. O destino delas era me servir de alimento.
Uma a uma eu fui cortando, num pudor ressecado pelos anos de solidão. Em luz do dia que começava a brilhar eu podia observar o término/realização do serviço que me fora predestinado ao nascer.
Um apanhador de rosas num campo de ervas-daninhas.
Amontoadas num canto da peripécia do meu lazer, elas mordiam seus lábios de compressão na vagina do polén. As mais pequeninas tentavam abrir-se para me entregar o resto de vida que jazia nos seus furúnculos de grito contido.
As mais venenosas se derramavam no chão para eu nunca mais poder encontrar. Todas as roseiras continuavam ali, sem colorido. O verde era parte da minha nova cútis e minha cabeça inchava em detritos de pétala. Nos meus pés as raízes traídoras que haviam deixado serem arrancadas me enlaçavam. Agora, os espinhos me amedrontavam, eu não tinha proteção, tranformara-me na rosa dentro da rosa. E lá no jardim eu era o único amaldiçoado. Florescendo eternamente no meio do vazio. Sem um admirador ou nem mesmo jardineiro que pudesse apaziguar a menina que existe dentro da mais bela flor do ego. O eu.
J, M.
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