Donnerstag, 6. Januar 2011

Do salto em salto

E sobre o seu salto corria no corredor das ilusões. Via extraterrestre na sua terra, variando de acordo com a intensidade do passo, não imaginava a loucura que estava fazendo na sua sociedade decadente. Fissurado por enigmas imcompreensíveis, acreditava que a crise ia passar sem saber que não havia crise nenhuma fora do seu exterior. Abaixo, cada vez mais para baixo ia de encontro com o chão, sem descer do salto. Tudo estava ficando estrangeiro, cheio de patrulheiros omissos que intervinham no controle da população.
Sobre pressão estava, cantando melodias inanimadas num ritmo fotográfico frenético, pirado e oscilante. Sendo puxado pela gravidade com as pessoas passando pela rua. É a terrível realidade que assume a forma de concorrente do destino. Fecha os olhos e cospe. Do resíduo saído de seu organismo, organismos procriam-se assumindo formas grotescas, dominando as paredes oleiras. Nem imaginava qual era a composição do planeta, mas haviam também pessoas cegas na rua que corriam rumo ao invisível.
Quando de repente a pressão estourou na forma de uma nova chance indivizível que foi agarrada sem dúvidas. Os namorados e as namoridas abraçavam-se como se aquele fosse o último instante de suas vidas - e era. Doenças predestindas para a humanidade recaiam todos. Sobre seu ser ainda mais, com a certeza incontestável de que aquele lugar iria sumir do mapa.
E na situação de um bêbado equilibrista seguia no caminho dos sonhos, sempre irrealizáveis mas existentes! Passou a hora de acordar, já caia a tarde feita de violão. Um luto envolvido nas sensações lunares pedia para cada estrela que brilhasse mais para o momento ser inesquecível. As manchas de tortura jaziam por todas as partes, de olhos tortos e reverências de cavalo treinado.
Uma volta, duas voltas e volta tudo ao "normal" (as aspas, nesse caso, não passam de um clichê poético). Uma dor dessas não é inútil, pois é sentida por todos inclusive pelos que não existem. Na linha bamba da predestinação as asas de borboleta bêbada ruflavam sem objetivo, a não ser o de manter-se no céu.
Babaquice. Tudo é uma tremenda inversão invetada para fugir da sua própria rosa espinhenta. Ele havia dado todo seu amor e em troca recebeu o tempo. Tempo de dizer adeus, pois a reviravolta é constante e vai do início até o fim sem pensar no seu bebê. Você pode até trazer a esperança, mas as palavras já estão perdidas num espaço tridimensional.
E todas as coisas existentes conversavam entre si coisas surpreendentes, lembrando o que havia sido dito ao invés de ser feito. As crianças continuavam a brincar escondidas da tecnologia. Os lobos caçavam em pares obtusos de seis em seis, e as pressas não paravam de diminuir no número de seis. Tudo se movia na forma de cabeça pensante e nessa noite que nunca aconteceria novamente - uma coisa inacreditável ocorre somente uma vez, o resto é repetição tranformada em modo diferente.
Os batimentos cardíacos desaceleraram, a hora está próxima do minuto. Do lado existe um ser alado que nunca irá falar de liberdade. Outro ser estranho vem dizer que todos os poços são profundos demais para uma volta. O bom volta em forma de samaritano excluso da sociedade, a medicina avança também para o bem mesmo tendo de fazer o mal. Você irá voltar e eu continuarei fluindo em forma de espirro esvoaçante rumo as estrelas inaudíves do seu sol apagado. Sempre.


J, M.

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