Chá de melissas ressecadas ao sol sebastiano de uma quinta-feira vazia, como todas as outras de todo mundo. Há muito de poesia em tudo quando não se sabe a definição de algo. Escrever liberta de maneira que a sua prisão é abstrair e, num fluxo descontínuo, os exercícios transformam-se em prática de uma obra de arte manuscrita, que não liga para padrões ou concessões.
Não existe controle, todos vivem num sarcasmo a esmo do sol escaldante, das areias terrenas do meu coração eternamente inebriado pelo sorrisso jacarelado de Camila (a minha pequena e eterna pastora vestida de branco, cheirando a rosas extintas).
E era de Camila que gostava Alberto e Alberto que Camila amava. Cambaleantes despertos em meio a escuridão fogosa das noites atrevidas naquela cidade gelada e mesmo assim regada pelas bebidas refrescantes dos trópicos. As juras de amor tontas como baratas ao se defrontarem com a comida, receoassas sabem sempre haver um perigo, mesmo assim atacam o alimento como se aquele pudesse ser seu último regaço de vida. E realmente é, pois cada momento é único e a tentação de cada comida é diferente .
De dinherio não sabiam nada, nem o tinham para querer saber... Tinham era um cão, sem nome; aliás, todos nessa cidade têm um cão, é como um guarda, é uma lua, é um maçã em forma de câmera secreta que filma cada momento com polpa e semente ao léu ficando preta com a passagem dos dias até o apodrecimento consumir-se em inexistência.
Não olhavam para trás, não havia motivos para isso. As mãos enroscadas na certeza de quem faz a coisa certa. Eles seguiam o fluxo de que eram obrigados a aceitar para poderem julgar-se fiéis. E nisso eles andam e desandam naquele amor apelativo de gente mesquinha, que logo tem filho, depois trabalha, sustenta, cresce , olha o neto pedindo colo e a vida se foi sem mesmo ter existido. Sabiam que todo seu futuro iria ser assim, até eu sabia. São coisas que todos sabem, porque as coisas conversam coisas entre si e nós as consideramos estranhas, já que não possuímos a capacidade muito menos a vontade de ouvir.
Lá, segue o casal casado. Rumo ao destino onipresente de cada sensação humana que lubrifica a passagem neste mundo sobrepujado de realidade, deformando as costas e massageando os pés com porretes de ódio e no escalda-pés do amor a paciência aflora.
Lá se iam, viam, riam. Cotovias afoitas de formas desertas que tentam controlar-se, mas para que controlar algo que é tão inconsciente e nos faz delirar em suspiros eternos por vários minutos? A satisfação brejeira do amor total. A multidão nem percebe de tão discreta a forma desse sentimento, nascido, floresce e seus frutos vão autosemear-se mais e mais, sempre mais. Demais. De tanto que há, perde a essência. E nessa vai o nosso casal amante que já perdeu faz tempo a inocência.
Não existe controle, todos vivem num sarcasmo a esmo do sol escaldante, das areias terrenas do meu coração eternamente inebriado pelo sorrisso jacarelado de Camila (a minha pequena e eterna pastora vestida de branco, cheirando a rosas extintas).
E era de Camila que gostava Alberto e Alberto que Camila amava. Cambaleantes despertos em meio a escuridão fogosa das noites atrevidas naquela cidade gelada e mesmo assim regada pelas bebidas refrescantes dos trópicos. As juras de amor tontas como baratas ao se defrontarem com a comida, receoassas sabem sempre haver um perigo, mesmo assim atacam o alimento como se aquele pudesse ser seu último regaço de vida. E realmente é, pois cada momento é único e a tentação de cada comida é diferente .
De dinherio não sabiam nada, nem o tinham para querer saber... Tinham era um cão, sem nome; aliás, todos nessa cidade têm um cão, é como um guarda, é uma lua, é um maçã em forma de câmera secreta que filma cada momento com polpa e semente ao léu ficando preta com a passagem dos dias até o apodrecimento consumir-se em inexistência.
Não olhavam para trás, não havia motivos para isso. As mãos enroscadas na certeza de quem faz a coisa certa. Eles seguiam o fluxo de que eram obrigados a aceitar para poderem julgar-se fiéis. E nisso eles andam e desandam naquele amor apelativo de gente mesquinha, que logo tem filho, depois trabalha, sustenta, cresce , olha o neto pedindo colo e a vida se foi sem mesmo ter existido. Sabiam que todo seu futuro iria ser assim, até eu sabia. São coisas que todos sabem, porque as coisas conversam coisas entre si e nós as consideramos estranhas, já que não possuímos a capacidade muito menos a vontade de ouvir.
Lá, segue o casal casado. Rumo ao destino onipresente de cada sensação humana que lubrifica a passagem neste mundo sobrepujado de realidade, deformando as costas e massageando os pés com porretes de ódio e no escalda-pés do amor a paciência aflora.
Lá se iam, viam, riam. Cotovias afoitas de formas desertas que tentam controlar-se, mas para que controlar algo que é tão inconsciente e nos faz delirar em suspiros eternos por vários minutos? A satisfação brejeira do amor total. A multidão nem percebe de tão discreta a forma desse sentimento, nascido, floresce e seus frutos vão autosemear-se mais e mais, sempre mais. Demais. De tanto que há, perde a essência. E nessa vai o nosso casal amante que já perdeu faz tempo a inocência.
J, M.
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