Amor-amar é necessário. Ardência de galho-em-galho. Opressão do sistema poético. Gerador do caos epilético.
Amar-amor. Parte do ciclo. Na sua roda sou gigante. No menor dos egos. Embaixo dos pés elefante. Respondo narrando palavras. Desejo. Amar-amar. A tua busca pelo eterno sonhar. Entrada fria dificulta o respirar. Amor-amor. Sangue jogado na calçada. Das janelas o grito do objetivo. Amar-amor-amar. É sem pensar. Acontecido sem esperar. Flutua nos olhos, resvala nas bundas. Amor- amado. Não te quero ao meu lado, mas sim no mim do dentro onde não posso salvar.
- Começou como resposta, acabou em solução.
Algo cálido do escrever da gente. Pombinha branca logo a frente. Semente que brota no quintal ausente. Figura tua na face minha. Fulgura nua na carne ardente. A gente entende que se precisa, distancia crua da imprecisão. Preto-e-branco da eternidade mútua. Repousam as flores da sociedade. Jogada curta de blefe tolo. Amarelo-ouro. Tendência oculta da lua aflita. Sagrado boto das rosas-mil. Fumaça ecoa nos sem navio. Metade aberta no espaço alerta. Verdade amante em sensualidade esperta. Pluma sua na entrada esguia, o corpo esbelto de pomo quente.
- Sábado a gente se encontra lá, na mesma esquina do sempre amar.
Bem de mansinho. Devagarzinho que é para eu sofrer e te abraçar. Beijo quente na velha mente que já não sabe andar sem teu passo para guiar. Insinua-mente desenvolvida em berço do encontrar. O amor celeste que se veste branco para não encarar. Risos à toa na frondosa árvore do gesticular. Calados vamos de mão juntinhas para trás do mato regorgizar. Energizando e alavancando a promessa do estar.
J, M.
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