Deletador de imagens. Fuzil avesso atira balas no rosto imundo do personagem de cinema mudo. Cadavérico dança freneticamente, como planta ao passar do vento: vulcânico ao rebolar, mecânico ao olhar.
Não há vestígio de suor, seqüela de dor ou tentações amorosas. Existe apenas a música tropicalista que combinada ao clima gera faíscas incessantes que reverberam por todo salão, sala, cozinha, porão.
Pó de giz próximo aos cadernos que antes eram objetos de estudo, hoje são estudo de objetos sem sinal de onde veio. Não interessa, se foi. Onde o sol está nas noites escuras? Não há quem saiba, ele vem e vai, olá - adeus. Muda de opinião freqüentemente, fala incessantemente, procura por algo que o faça enxergar a garota que está ao seu lado. Sabe que irá perdê-la, mas a lanterna já está tão próxima, ele precisa pegar seu sonho antes que ele evapore. Mente insana pensa numa grama verde como bílis, ácida e fatídica, onde eles possam deitar-se e fazer sexo, como antas submissas à escassez de sua espécie. Lá poderiam procriar manchando assim o chão de preto, batucando ao som do luar que ofusca as letras. A cabeça começa a girar até o tronco contorcer-se e com a saudação cavalar ele cumprimenta a moça.
As portas se abrem, delas partem um cheiro captado imediatamente pelo tato ensurdecedor, o vermelho do vestido da mulher esparrama pelo chão, os olhos petrolíferos jorram o dinheiro, os seios volumosos esparramam o líquido que antes dava vida; ele, tomado por um impulso causado pelo vento, lambe - a. Tentado ao sexo ele goza naquele ser estático explodindo o palco, cessa o som, um cigarro é aceso. Hora de observar as estrelas.
Não há vestígio de suor, seqüela de dor ou tentações amorosas. Existe apenas a música tropicalista que combinada ao clima gera faíscas incessantes que reverberam por todo salão, sala, cozinha, porão.
Pó de giz próximo aos cadernos que antes eram objetos de estudo, hoje são estudo de objetos sem sinal de onde veio. Não interessa, se foi. Onde o sol está nas noites escuras? Não há quem saiba, ele vem e vai, olá - adeus. Muda de opinião freqüentemente, fala incessantemente, procura por algo que o faça enxergar a garota que está ao seu lado. Sabe que irá perdê-la, mas a lanterna já está tão próxima, ele precisa pegar seu sonho antes que ele evapore. Mente insana pensa numa grama verde como bílis, ácida e fatídica, onde eles possam deitar-se e fazer sexo, como antas submissas à escassez de sua espécie. Lá poderiam procriar manchando assim o chão de preto, batucando ao som do luar que ofusca as letras. A cabeça começa a girar até o tronco contorcer-se e com a saudação cavalar ele cumprimenta a moça.
As portas se abrem, delas partem um cheiro captado imediatamente pelo tato ensurdecedor, o vermelho do vestido da mulher esparrama pelo chão, os olhos petrolíferos jorram o dinheiro, os seios volumosos esparramam o líquido que antes dava vida; ele, tomado por um impulso causado pelo vento, lambe - a. Tentado ao sexo ele goza naquele ser estático explodindo o palco, cessa o som, um cigarro é aceso. Hora de observar as estrelas.
J, M.
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