
Meo, sérião? Abril já está no final e eu nem mesmo observei as conjecturas que me levaram a suportar 20 dias de puro tédio numa cidade que, para muitos, tem infinitos atrativos nos sentidos mais sórdidos (o que é uma verdade incontestável) e pra mim só significa uma coisa: uma cidade fria, com gente pálida, sem noção, desprovida das maiores sensações 'tezão' a que eu sempre me prestei, rápida, de céu negro, de roupas pesadas, de gestos escaços, sorrisos enviesados, educação depreciativa, com questões políticas plausíveis, de carnaval onde os dedos indicadores de-cima-para-baixo-e-de-baixo-para-cima ainda são as tangentes mais conceitudas e cômodas para se demonstrar um "eu posso não ser brasileiro e se orgulhar de não ter mulatas ex-escravizadas, mas sei pular um bom carnaval" ou "o brasil é tão caloroso e eu bem que poderia estar lá me aventurando numa noitada com putas juvenis do melhor boquete subdesenvolvido"?.
É, parece que mesmo eu - na minha lépida passagem pelo trópico de sei lá das quantas - não sou suficiente detestável para fazer uma cara do tipo "o que importa é que a vida precisa seguir mesmo que não possamos levar as melhores coisas da vida" e, ainda, "brother, tamox muito na europa. God is breath, trust!"; eu preferia não chegar no capítulo dois da minha nausea por excesso de privacidade obrigatória. Caralho, eu sou estranho! Acabei de me dar conta. Sério. Se possível doses homeopáticas de qualquer cantor que me faça dizer "estou sofrendo, mas a conseqüência disto - ainda que desconhecida - parece ser deveras gloriosa.
Ah, Senhor, eu sou mal agradecido, né? Por que?! Eu queria ser mais auto-presente. É. Do tipo: Márcio, querido, vamos sair? Vamos bater uma bolinha? Vamos tomar um sorvete? O que se passa na sua vida? Por que essa cara de decepção sem causa? Por que, por que, por que...? E eu responder um entediado: ah, amigo, sabe, assim... quem sabe amanhã, certo? Fica bem. Sim, sou lacônico, mas sou limpinho, certinho, arrumadinho e demais 'inhos' que me reviram os estômago.
Isso que é a constante da vida, entendeu?!
Jucksch, Márcio.
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