Há uma bondade; uma bondade primordial, uma bondade intensa e clara e simples que se contrapõe - pois a natureza tem essa regra de dois pesos, um para cada prato de sua balança - à crueldade inata dos desejos primitivos de vida e morte.
Essa bondade da velha ordem, esse cavalheirismo natural, de regras óbvias para quem as vive, cada dia mais esquecidas, cada dia mais estapafúrdias para o nosso tempo, tão reinventadas noutros nomes que nem as sabemos mais reconhecer, em você se mantém.
A bondade dos golfinhos que protegem a cria alheia, talvez por serem bons ou por meramente as confudirem com as suas (o que é só outra forma de ser bom). Ou mesmo a das abelhas, das pernas repletas de pólen que proliferam a vida das flores, talvez por amarem a beleza, ou meramente por assim serem e o estarem sendo.
A sua bondade é assim.
Que bom que retorna.
Jucksch, Márcio.
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