
“Usamos uma moeda: quando cair cara, eu falo de mim; coroa, você fala de você. Tudo devia ser recíproco desse jeito, mas não é, mas aqui pode ser”
Decidi este fim de ano que minha vida tratará da história contada. Eu serei um guardião da memória. Meu decreto interior é que nada do que amo ou amei poderá partir sem registro. Minha batalha impossível é contra o esquecimento; pois todos deveriam saber contar suas vidas e nunca o ir podia ser um roubo das possibilidades de conhecer, de entender. Tudo que foi vivido merece ser contado e precisa. Precisa tanto.
Pois nenhuma tristeza, por mais imensa que seja deve permanecer escondida, pois toda alegria é um pequeno milagre que precisa de ar. E o milagre da morte - esse que me desperta a raiva e clareia que não há potência que com ele possa -, talvez assim seja ponto e vírgula, que eu tanto gosto, uma pausa nem tão curta, nem tão longa, seguida, às vezes, de um esclarecimento. Que aquele que foi, ocupe mais nossa mente do que o que poderia ter sido.
Dizem que não há lugar para ir, que não há destino, que nessa vida apenas se anda. Não sei se é verdade, e estou me dando um.
Aqui, no meu peito, eu quero poder contar numa frase como é um sorriso e como os olhos brilham, a substância magnífica que existe nos silêncios, a gravidade e a freqüência da voz. E o que dói, quero mostrar um pouco de dor também, pois isso torna a felicidade mais grandiosa.
“Guess what, guess what”
Ainda não dou conta. Mas tenho um destino.
Jucksch, Márcio.
1 Kommentar:
Isso também, né Márcio, td mundo já sabe, vc tem uma memória filha da puta. Deixa a galera constrangida com lembranças do passado, seu filho da mãe.
Ai, cara, que saudade de vc. Te emo mto, meu guardião da memória!
Vem pra mim, vem pra mim, vem pra mim kkkkkkkkkkkkkkk
beijo!
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