Montag, 26. Juli 2010

Matérias também brilham


Só acredita no ontem, antepassado do dia que passa e repassa por milhares de pessoas. Pessoas? Não, não são pessoas. São apenas matérias vivas, partes da construção civil que implica no desenvolvimento de uma sociedade burra e eclética, julgando os que enxergam os diamantes dentre as pedras duras como loucos. Filmadora na mão, parte.
Partiu o pão – filmando - jogando as migalhas para as palomas esvoaçantes que eriçavam seus cabelos com o refloar de seus punhais. Sim, punhais; pois asas nada mais são do que meios para um sacrifício rumo ao céu. É o inverso de pé. Pedrada ofegante que cai incessante das estrelas que se derretem vermelhas e sedentas por reprodução; mesmo sendo estéreis, pois elas são a impossibilidade cretina do brilho que não perdurará eternamente. Elas o sabem, mas os que as vêem irão para sempre contemplá-las, sempre estarão lá com seu poder que cega os que nunca antes ousaram ver;  de dentro delas sai um limo verde que contamina os pés apunhalados. É liso, viscoso e não deixando assim os pés caminharem.
Atrito volátil que se transforma em dor, todas as coisas que se transformam. Eterno é somente o brilho das estrelas que como elefantes esmagam a terra, pois são partes dela. São grandes, fortes, inúteis e belos. Como até a beleza nauseia; vomita diamantes que brilham mais do que estrelas, eles viviam dentro de você desde que eu senti que não havia mais espaço para mim. Você era o espaço. Lançadas as luzes catarrentas ao chão, elas começam sua peregrinação contaminando cada ser vivo, incubando moléstias em cada resquício de sentimento. São punhais de vento, cuja dor eu sinto ao sentir sua falta.


 P.s.: Feliz aniversário, Mark. Sinto falta do seu papel de irmão mais velho.





J, M.

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