Se a dança não lhe era convidativa, ele encomendava uma ativa, bailava esperando uma notícia surpreendente. Talvez o cair de um dente ou quem sabe um nascer de gente, mas nunca se sabe. Diziam ali ter existido dentes-de-sabre o que podia ser verdade, mas onde estariam os matutes neste exato momento? Bailando com uma serpente rumo ao Éden? É de se assustar como sua imaginação fluía, tinha refluxo, hemorragia, taquicardia, vazamento da vesícula biliar. Adorava jogar bilhar às quartas; as quintas ia para feira, logo depois vinha o sábado e a semana estava a recomeçar. Cassar lhe era um esporte benquisto, brincar de Deus, matar um Cristo! Errava o passo uma ou outra vez, mas logo se recompunha dançarino exímio.
Examinava pacientes de todos os lugares do mundo. Mundano era seu centro familiar. Familiarizara-se com o ato de chegar em casa e fazer um escalda-pés, escandalizado sentava no sofá, ao lado o livro de física quântica e de quanta coisa tinha a ensinar. Assassinou-se no banheiro da casa vizinha, após provar do jantar e saborear a menininha. A vida era chata, os calos nos pés doíam muito, embriagara-se de novo e estava sendo levado da mesa do bar; apenas intrigava-se, pois ao que lembrava a vida havia ficado no banheiro, morta. E onde o estariam levando? Nem importava mais, o whisky importado era demais, demais demasiado desmaiou, inconsciente, levado ao hospital de maneira urgente. Havia falecido dormindo.
J, M.
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