Montag, 19. April 2010

A espera

O vento traz o sabor do seu fel, o feeling é inacreditável, acredito apenas no que é notável. Ela está próxima.
A proximidade é inaceitável, sinto-a do meu lado sendo que perto de mim não há nada que não seja meu, logo ela está por vir... penso que isso possa estar sendo causado pelo meu desjejum, pois hoje durante a manhã quando acordei, sem vontade de acordar, tomei um café preto e inescrupuloso, temperado com açucar; o que diminuia minha ansiedade e aumentava a percepção da realidade.
Já podia ouvir o som inaudível do seu caminhar lento e penoso, mas com a alegria de quem dá seus primeiros passos, passos passados que remontam o meu futuro próximo. O medo e o inesperado já me consumiam, eu era consumação. O cigarro já aceso, começo logo a pigarrear. A sorte me era contraditória já que afinal eu a esperava por anos sem cessar e agora quando quero apenas viver em paz ela vem ao meu encontro dar-me a sua paz.
Olho procurando dentre a fumaça que me neblina um referencial para me apoiar. Aquela espera já me conduzia a dores nunca antes sentidas, mas o que me consolava é que o para sempre sempre acaba.
Finalmente, sinto seu toque, frio, sedento por meu prazer. Eu sabia que o meu destino era morrer no seu destino; ela me atiçava prometendo-me vida eterna ao seu lado, fazendo-me desejá-la ainda mais, criando em mim a expectativa de enxergá-la. Começo a procurar dentre a turbulência sentimental e suas ações atrevidas, cansado dessa espera eu me fiz ação.
Levantei-me. Logo depois caí, e finalmente pude vê-la! Negra como o meu café, porém amarga, gozamos diversas vezes naquele clima de realidade inexistente. Eu não era mais meu, ela nunca havia sido minha, mas agora eramos apenas um. Eu e ela. Nós. Morte pura e simples.



J, M.

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