O show era seu como sempre, o corpo sóllido e totalmente flexível delineado pela vida, obtido da natureza tudo com incrível sutileza. O brilho no rosto, a música no corpo, os lábios descontraídos, a vida em si era uma descontração. Sem hesitação o magrelo menino foi ao encontro da popstar; ele era apenas um garoto, um garoto tolo, um garoto sonhador, era um garoto.
Ela se encantou com sua simpatia, ele encantou-se com o corpo, afinal, era só um menino! A dança durou horas e horas, era um ciclo viciante de abraços e carinhos, preparação para o ósculo, o impactante toque labial que descreve caminhos infindáveis dentro do ser. Ser ósculo. Glândulas parótidas começam a lacrimejar o seu choro de alegria. Seria amor ou desejo? Essa questão atordoava a garotinha com seus 22 anos, que olhava para o menininho com prazer e dó. Era seu garotinho, era seu dever protegê-lo .
Ela pegou-o no colo no meio da pista, saiu em disparada. Ele pequeno, volátil, quase escapava. Ela com sua natureza maternal recuperava o controle sobre o pequeno ser, chegando na esquina da rua onde situava-se a casa dela, ele caiu. Bateu a cabeça, morreu. Simples assim como ósculo sem fim.
O desespero de perder a vida atingiu em cheio a moça. Que perdeu seu desejo, que matou seu amor. Só restava levá-lo para casa, mostrar-lhe sua cozinha, sua cama, sua vida miserável, tomando cuidado para não acender a luz.
Jogou-o na cama, tirou-lhe a roupa, ligou o som, acendeu o abajour. Tocou-lhe os lábios, subiu na cama, pariu sua gestação infecunda, seu filho o asco devorei o menino de uma só vez. Ela começou a dançar e observar seu filho, um lindo menininho.
P.s.: Inventei agora. Não consegui conectar os fatos que eu queria contar, mas obtive um resultado mesmo que apenas eu o entenda
J, M.
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