Existem coisas nada a ver, eu sei. Uma delas é iniciar um texto com essa típica frase.
Acontece que o personagem está enfermo, com uma pressão estranha no nariz, no trabalho, com jornais e uma revista de fotografia, tentando superar. Superar o frio, as conversas, o tempo e a falta desagradável de tentar sentir o cheiro do que for. Isso, aliás, é até um ponto bastante "engraçado", ainda que esteja distante. Mas acontece que o cheiro é algo primordial na vida do personagem. É, sim. Ele valoriza o seu cheiro, o cheiro das plantas, dos alimentos (principalmente se preparado por ele) e o cheiro do sexo; parece selvagem, mas se tratando do contexto em si e de maior e menor escala, tem gente que diz que só é mais do mesmo.
O personagem, alheio a sua arrogância e prepotência, se difere de questões existenciais básicas. Ocorre agora uma indiferença - calma, ainda é o primeiro ato, sei lá, às vezes pula -, mas ele não disse qual é ou mesmo o que pretende ser. Voltando ao decorrente SEXO, o personagem se sente coagido... é... preso, impotente (não nesse sentido aí da sua cabeça), frágil. Ele quer sexo, quer selvageria, quer transar. Mas ele não sente cheiro. O cheiro ele precisa sentir. É o conjunto. Sexo + cheiro + momento. Ele não pode somar, e ficou assim a mercê da espera pouco conveniente. Ele sente mais tesão ao sentir o cheiro do companheiro, o suor, os batimentos cardíacos, o desespero de querer mais, de não saciar. De mais a mais, o ponto crítico dessa vida lôbrega por obstrução da narina, talvez se deva ao profundo nojo que o personagem sente de gente doente, e também de estar doente e que pessoas o toquem.
No mais, em meio a jornais e notícias, o personagem também soube de assuntos quentes que desencadearam discussões constrangedores. Mas isso é uma abstração. Essa discussão não existe. Onde inteligência, arrogância e acidez forçadas fazem sentido e conseguem ao menos coexistir? Não sei, é abstração. É abstração e não existe, porque dizem as más línguas que isso aconteceu no quintal de uma tal capital federal, por meio de alguém que planta batatas e tem 1 kilo de terra na cabeça, provavelmente deve lamber sabão e estampa um possível mestrado em abobrinhas. É abstração porque se deu fora do campo imaginário de rodas de cachaça e música caipira. É abstração porque de centro-oeste, Got Sei Dank, Norte não tem nada.
J, M.
1 Kommentar:
Foda! Sem mais palavras pra ti.
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