A cada toque da guitarra ele abstraía-se. Rulfava tambores, comia pêssegos, cuspia poesia. Ao tocar da gaita ao lado ele suspirava temores, batendo à porta o homem que desejava falar, mas ele não ousava escutar. Olhava para ele e via as luzes da guitarra que agora dormia tocando insinuates harmonias desajeitadas; ele não sabia o por quê, ninguém havia avisado que a parede não podia mover-se. Enquanto isso a guitarra ruflava.
Estático, estática, eram simetria. Estaria ele no segundo andar? Subia cada vez mais, sentido o vento nas narinas e as palavras no sangue. Ele pertencia àquele lugar, pois no momento não pertencia a nenhum outro. As flores desabrochavam de seus pés, vermelhas e cálidas, tragando a fumaça nicotinada que saía de suas entranhas; voltara a estudar, nada é sem propósito. Vivia da constante aprendizagem, via o mundo cada vez mais belo, o telefone agora tocava. O teto havia desaparecido para assim as estrelas poderem ser admiradas, todos podiam ouvir os seus gritos. Saíra de seu lar havia muito, depojando-se da ultrajante instituição família - o centro dos maiores crimes e assassinatos da arte. Bebia da fonte puríssima, ninguém podia encarar aquela falicidade; no sofá de estrelas ele tomava um banho de chuva, como num cinema ele engolia pipocas sem respirar, abrira todos os oríficios para captar a mulher que agonizava no fundo do poço. Mais uma que clamava por piedade.
Foi ao vácuo, lá o som não propagava-se. Deitado sobre a terra ele brincava de Deus, modificando a voz dos personagens e humilhando os soberanos da nação, despia-os, logo após os fazendo comerem milhares de melancias para jogar fora os caroços. Rejeito maior não podia ser, cuspir grãos de vida em terras antes desérticas brotando seres e aniqulando morte.
Era descontínuo seu pensamento, gramático errante de calças vermelhas. Jorrava vermelho por todos os lados, manchando a tinta antes branca, deixando sua marca, entrando para a história dos perdedores, conhecendo seus temores, apaziaguando seus odores; tudo era podridão incessante de um destino lastimável.
Andava de lado. Chegava atrasado.Tudo para ser mais elegante. O que seria a elegância. senão o ato de pedir desculpa pelos erros não cometidos? A guitarra já caíra ao chão, musicava sozinha um canto fúnebre; ele descia de sua ilusão esmeralda, como pedra rumo ao colchão plumático, perfurando-o e jorrando vento.
Uma coroa residia sobre sua cabeça. Andava rumo a porta, sabia que se abrisse voltaria para a banalidade cotidiana, mas pensou em fazer daquele sofrimento sua última obra. Era tudo que sobrara.
Estático, estática, eram simetria. Estaria ele no segundo andar? Subia cada vez mais, sentido o vento nas narinas e as palavras no sangue. Ele pertencia àquele lugar, pois no momento não pertencia a nenhum outro. As flores desabrochavam de seus pés, vermelhas e cálidas, tragando a fumaça nicotinada que saía de suas entranhas; voltara a estudar, nada é sem propósito. Vivia da constante aprendizagem, via o mundo cada vez mais belo, o telefone agora tocava. O teto havia desaparecido para assim as estrelas poderem ser admiradas, todos podiam ouvir os seus gritos. Saíra de seu lar havia muito, depojando-se da ultrajante instituição família - o centro dos maiores crimes e assassinatos da arte. Bebia da fonte puríssima, ninguém podia encarar aquela falicidade; no sofá de estrelas ele tomava um banho de chuva, como num cinema ele engolia pipocas sem respirar, abrira todos os oríficios para captar a mulher que agonizava no fundo do poço. Mais uma que clamava por piedade.
Foi ao vácuo, lá o som não propagava-se. Deitado sobre a terra ele brincava de Deus, modificando a voz dos personagens e humilhando os soberanos da nação, despia-os, logo após os fazendo comerem milhares de melancias para jogar fora os caroços. Rejeito maior não podia ser, cuspir grãos de vida em terras antes desérticas brotando seres e aniqulando morte.
Era descontínuo seu pensamento, gramático errante de calças vermelhas. Jorrava vermelho por todos os lados, manchando a tinta antes branca, deixando sua marca, entrando para a história dos perdedores, conhecendo seus temores, apaziaguando seus odores; tudo era podridão incessante de um destino lastimável.
Andava de lado. Chegava atrasado.Tudo para ser mais elegante. O que seria a elegância. senão o ato de pedir desculpa pelos erros não cometidos? A guitarra já caíra ao chão, musicava sozinha um canto fúnebre; ele descia de sua ilusão esmeralda, como pedra rumo ao colchão plumático, perfurando-o e jorrando vento.
Uma coroa residia sobre sua cabeça. Andava rumo a porta, sabia que se abrisse voltaria para a banalidade cotidiana, mas pensou em fazer daquele sofrimento sua última obra. Era tudo que sobrara.
Abriu. Lá fora, ardia um fogo macio e intenso; um fogo negro de magia arcana. Lá estava a menina, o telefone a tocar, o desespero na esquina, a máquina a cortar. Ele era do mundo, o mundo era dele. Cheirava alegre, pois havia sonhado e nunca mais acordado. Ele era águia, caçadora voraz que destila seus objetivos pelos oceanos nunca antes vistos, comendo camundongos recheados de cor, insinuando-se com um único e breve objetivo: a salvação do mundo.
J, M.
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