A despedida foi consolidada. A minha consolação reside no fato que está no beijo não realizado, do desamor fraterno que tenho pela vida, agora preso em ti. A singularidade múltipla do teu olhar esvoaçante e preguiçoso repousa sobre minhas mãos agitadas - ao menos era assim que eu achava. Do teu pé, sulco envenenado, trago palavras aleatórias num constante fluxo de memória restrita, dúvido da veracidade dos teus pormenores que me seduzem.
Palravras eram tudo que eu transpirava, num desejo de quero mais encolhido em meus ombros caídos. Eu me fazia história, num momento histórico da minha vida; onde tu és rei e eu, como teu vassalo, suporto-te. Não que suportar-te seja um fardo, mas é difícil amar sem saber o que é isso.
Regorgitando pecados antigos, insinuando casos para esquecer do nosso casco de encalço inebriante que nos prende. É na tentação que escrevo, mas de maneira sutil sendo assim contraditório.
Percursos já percorridos em mutantes situações transcorridas. Não posso dizer te amo, pois a colocação pronominal errada estaria. O amo-te remete ao presente; entretanto, nesse instante, só nesse eterno instante eu queria dizer amar-te-ei. Escondendo assim o futuro presente com pronomes para não me envergonhar.
Enfim, envergonho-me do meu amor demasiado, pois é do meu instinto amar tanto e não ter a certeza da correspondencia, não arriscar para não perder, ficar na fábula descontente para ter o que escrever. Ao invés realizar porque a realização é uma morte. Tu és demais. O pronome deveria estar em outra pessoa, e do plural. Mesmo assim me desespero solitário, solicóquio pendente imaginando o dia em que o beijo será selado num postal retroativo do dia em que nos conhecemos. No céu, na praia, no teu coração.
Enfim, envergonho-me do meu amor demasiado, pois é do meu instinto amar tanto e não ter a certeza da correspondencia, não arriscar para não perder, ficar na fábula descontente para ter o que escrever. Ao invés realizar porque a realização é uma morte. Tu és demais. O pronome deveria estar em outra pessoa, e do plural. Mesmo assim me desespero solitário, solicóquio pendente imaginando o dia em que o beijo será selado num postal retroativo do dia em que nos conhecemos. No céu, na praia, no teu coração.
Lembra da frase que eu disse? "Não foi tu, foi teu passeio"?
Ela tem múltiplos sentidos. Talvez agora consigas entender melhor sem o ofuscamento da brisa marinha.
E amo e me desfaço... E beijos para a rosa dentro da Rosa... E desculpas...
J, M.
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