Donnerstag, 5. Juni 2008

This place is so tight.

Este lugar é tão apertado. E quando me mexo é como se os pedaços do meu corpo se retorcecem todos e realmente se torcem, já que para tirar um tatu do nariz tenho que fazer malabarismos muito próximos de um acrobata delirante - e tem dias aqui que me fazem morrer. Estou sozinho, mas não vou sem destino. Quero mesmo é esperar pra devorar o que vier pela frente e comer todo suspiro que for possível de afagar e vomitar. Meus dedos estão frios e quando escrevo ouço os que diziam, e aqueles que nem conheço.
Será que sou um presente? Chegarei a provocar uma catarse? Texto ambulante que se desenrola. Os gatos brincam comigo como se eu fosse um carretél. Vai e volta na procura da mãe. Um mílimetro de espaço retangular e frouxo - se tentasse abriria uma brecha enorme por onde poderia escapar. Fico aqui. Fico aqui, pois sei que de todos os poréns a todavia é entretanto a minha mensagem e se me amassam é porque não me sabem.
Um moinho de história que liberta os flagelados borboléticos de um lugar bem frio e cavernoso e quando esses azuis que são tão verdes saírem de dentro desse recipiente levantarei-me uma bandeira e direi:

-Paz não é mais.

O que há por fora? Estou dentro e não consigo chegar longe do remetente. Dois dedos ásperos me sobrevoam, há uma abertura! Essa mão grande e enorme me tirando daqui: decifra-me ou te devoro. O CEP está no verso "por favor, enviar resposta". Não consigo mais enlouquecer preso dentro da loucura. Acabaram de me ler e fiquei guardado na estante. Ao meu lado: Barthes, Rosseu. Lá no canto Clarice e os desgrenhados apaixonantes. Um selo, por favor. Meu destino é alçar vôo.

Sverson e um suposto e agradável telefone de Catarine
05.06.1981



Jucksch, Márcio.

1 Kommentar:

Anonym hat gesagt…

Sveson é um cara tri estranho, né?
Gostei muito. Me faltam palavras, sabe?

Te amo, guri!