Donnerstag, 5. Juni 2008

Ninguém chama por mim

Durmo abraçado na fronha para não sentir o pesadelo e revejo todas as bolhas de ar dentro daquele copo d'água transparente borbulharem frenéticamente. Estou estoteante. Perdi as estrelas que guardava perto da saliva e babo todas as minhas forças para agarrar o travesseiro que escorre pelas minhas pernas.

ninguém
chama
por mim.

Sophie
1913


Jucksch, Márcio.

1 Kommentar:

Anonym hat gesagt…

eu gosto dos devaneios de sophie. pena que ela, apesar do olhar que, em suma, dz tudo e sua total perpetuação, por dentro ela seja uma pessoa destruída por uma diversidade de injustiças necessárias.

p.s.: o outro dela é mais marcente, né?

até!