Se por tuas mãos eu não cresço, em ti me desfaço ao menos. Num boxe de oponentes sempre distraídos vamos caindo num poço brilhante de glória dedicado aos campeões, com rostinhos de cinema e inteligencia de escritores. Vamos e vamos. Não precisamos de nada além do que já temos, e não temos nada! O resto de tudo é a nossa verdade absoluta, materializada em topetes arroxeados de um cantor dos anos 60, que declama palavras drogadas de uma noite em reviria; com adolescentes fulgazes e audácias vorazes. Teu rosto não esconde nosso amor e nem queremos e nem sabemos o que é amar. O cheiro de sexo em cada membro de nosso corpo relembra a noite passada em forma de espiral coadjuvante de um circo de bestas lascivas.
E vamos e vamos. Correndo seguimos com a pressa de quem espera a morte; em nosso bonde verdejante de saltos pipocados vamos para o destino que nos aguarda agora e em todo sempre. E de tudo que é nosso escorre um líquido gotejante que entristece os que se encontram ao nosso redor, mas nos dá uma alegria e coisa boa e qual sentimento santo é esse. Embaixo de todos esses véus há desejo escondido em rubra face pré-adolescente. E é por saber disto que somos assim, pois em cada camada de nosso ódio há um apego enorme pela tentativa de viver.
J, M.
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