Montag, 21. Mai 2007

Inóspito

Porque a minha Lua de tão apaixonada pela própria noite, já não deixa mais o Sol mostrar seu brilho e ostentar formas de vidas efêmeras. Os surfistas, em protesto, ficaram de luto. O senhor que todas as manhãs, em companhia da menina, sentava no balanço para contar-lhe histórias, com o egoísmo da Lua, agora somente dorme ao som do vento mexendo as folhas nas árvores. A menina, em uma crise interminável de alegria, apenas ri da satisfação no semblante de seu avô... Ela só quer mais uma história (...). Mas se minha árvore regredisse até um ponto de extrema piedade, talvez eu pudesse mudar meu nome para... Felicidade!
Eu realmente não entendo! Apenas folhas secas atravessam a janela. Tanta coisa revestida em utopia. Crises de três copos de água com açúcar. Puro alcoolismo insensato.
A criança no colo da mãe apenas confunde o ônibus com um imenso carro de doces. Mas qual seria a melhor perspectiva de vida sem demasiada hipocrisia cancerígena? Elas são espontâneas e vêem o mundo na sua primeira forma aos olhos de qualquer um, ou seja... Puro. Elas são puras. Nós somos puros. Eu sou puro. Mas preferi aderir ao sistema só para manter opiniões equivocadas de que sou inteligente e, de certa forma, intangível. Tudo isso pra gritar para o mundo inteiro que... Eu te amo! Mas qual será a verdadeira intenção do amor? Ele é sempre perspicaz; te pega na hora certa, lugar certo... Mas por ironia, é sempre a pessoa errada. Idéias são sempre bem vindas. Eis que surge a lâmpada que te salva. É claro! Podemos nos apaixonar todos os dias. E por pessoas diferentes, em lugares diferentes e mundos diferentes; não pensando no mundo como algo imenso. Ele é tão pequeno que posso te encontrar na parada de ônibus protegendo-se da chuva que não pára.
Eu me olho no espelho e apenas o que vejo – como já disse uma pessoa muito especial – é um primata de luto. Mas nunca acreditei na teoria da ciência de que evoluímos de seres tão livres e sem nenhum tipo de selvageria grotesca que passamos todos os dias; exceto, logicamente, pela sua natureza animal. Mas isso é tão ambivalente.
Acredito, sim, em Deus. Aquele que todos me dizem ser cheio de amor e esperança em uma nova vida. Seria Deus o grande alquimista que criou sua própria praga? Digo que acredito, apenas por ele nunca ter mentido pra mim.
Outro dia tentando sair de uma entropia – enquanto via meia dúzia de rostos inanimados – pus-me a uma verdadeira prova de fogo: conversar com Deus e Buda. Idéias cretinas sempre aparecem em mentes pérfidas. Mas sempre valorizei e valorizo minha vida. Raiva e tristeza são coisas tão mesquinhas, que não me atrevo a querer conhecê-las em sua intimidade mais ambiciosa. Foi tão bom ficar entre tais divindades. Mas posso dizer que jamais pensei em sofrer tal dor no coração. Eu morri por três horas, acho.
Deus está tão enfurecido com a sua magnífica criação, que aceitou um cigarro e uma dose de absinto pra relaxar. Sim, até ele sofre crises de altíssimo nível de álcool, nicotina e pessimismo em relação a seus erros. Literalmente rock and roll. Ele diz ter dado inteligência como forma de libertação e melhor condição de vida, já que Eva comeu a maçã. Em controverso, ele apenas vê a destruição do próprio recurso de vida. Empáfia. Médicos e Juizes brincando de assumir a imagem e poder do criador e julgar pessoas, fatos, modos; filósofos em busca da inalcançável metafísica, quando a verdadeira resposta está a três centímetros de seus narizes. Juro que tentei pegar em sua mão e tentar apaziguar seu coração com palavras clichês. Mas ele pediu silêncio. Disse que queria curtir o momento ménage à tróis. Quem sabe poderia ensurdecer-se com o silêncio que gritava sinfonias de Bethoven em seus ouvidos. Notei que ele criou uma ilusão. Somente quando vi sua imagem refletida no espelho, percebi seu rosto triste e coberto de lágrimas. Isso me fez acreditar que não sou imune a tristeza e que não posso fazer todos rirem e sempre estarem felizes. Não gostei. Vivendo e aprendendo, ele disse.
Matei o inseto que subia no meu pé. Buda censurou-me.
Queres fazer uma ou mais pessoas felizes e não dá devido valor a vida? Seu ponto de ignorância afeta minha paz. Vamos conversar.
Não acredite na vida como ponto único, menino. São tantas singularidades, que nem eu consigo explicar. Mas podemos encontrar vida nas plantas, árvores, campos, oceanos, vento, insetos, animais (...). E preste atenção que tudo isso te repassa vida e tem função importante na tua existência. E, como agradecimento, são todos pisados como algo sem sentido. Ainda assim continua seu trajeto. Mas tu és demasiadamente promíscuo. Não te obrigo a aceitar e entender tais coisas como única opção.
Calma, Buda. Ele não tem culpa. É apenas mais um de meus erros – disse Deus com cara de escritor intimista.
Sei. Mas como qualquer outro erro, deve ser concertado e reduzido a nada – disse Buda com toda calma.
Seria um atentado a minha própria vida e existência se fizesse isso. Tu sabes que descartei uma de minhas vidas por todos que eu acreditei serem dignos. Já não posso aproveitar o descanso de domingo – disse Deus em umas de suas tragadas.
Não assumas essa culpa sozinho. Afinal, também sou culpado. Resguardamos-nos tanto em nosso ostracismo, que esquecemos dos poucos que nos dedicam seu breve tempo. Em suma somos egoístas – disse Buda com lágrimas nos olhos que, nesse momento, afetava a minha paz de espírito.
Basta dessa filosofia de galinheiro. Vocês são culpados sim. Mas sabem que em um ponto tão avançado como esse em que estamos tentar achar um culpado ou mesmo culpar-se, é inútil. Não existe gravidade de erros e, sim, um breve momento de reflexão.
Na verdade vocês só ganharam status de Deuses por terem criado algo, que com certeza, é toda a parte podre de vocês. E apenas o que restou no corpo central foi: paz, misericórdia e bondade. Nada mais somos que vocês em um dia de fúria se ainda fossem completos. Chega a ser o ponto da duplicidade de vidas únicas. Eu sou Deus! Vocês criaram ilusões e assim vamos viver. Quem sabe um dia a verdade venha à tona, e poderemos sentar neste mesmo lugar pra rir de tudo o que passou enquanto vocês brincavam de ser isso que chamam de... Deus.
Quero, nesse momento, ignorar tudo o que sou e que vocês queiram que eu seja. Esse momento não existe. Estou preso em um caminho negro. Já não encontro minha luz no fim do túnel e, nem mesmo, me encontro; os trens não podem ser ignorados... Já pressinto um na minha direção. Afinal, por que vocês deixam que a Lua prevaleça seu egoísmo diante do Sol? Tudo é egoísmo. Falso. Quero sentar na cadeira e sentir a chuva. Quero me sentir limpo. Isso é possível?
O senhor que estava dormindo, acordou. A menina estava sentada ao seu lado segurando o livro e tentando ler a história que todos os dias o velho repetia. Ele apenas olhou para ela, depois para o céu – que estava escuro - e com um olhar triste voltou a dormir. Tudo parou. Tempo já não mais existia. Era o fim. Mas a menina, não conseguindo ler, aproveitava para rir das figuras engraçadas do livro. A alma de uma criança não pode ser tocada por coisas pérfidas. Sua felicidade era mais que tudo; mais que tempo, dia-noite, tristeza. Era ser feliz e sem preocupações.
A avó olhava tudo com uma calma desesperada por resposta sobre um momento tão sombrio. Mesmo com tanta coisa sem explicação, ela continuava a lavar as louças sujas e a enxugar delicadamente. Cada um é cada um. Isso é fato! Seu vestido xadrez traduzia em forma de abstração suas dores e alegrias. Olhou para a mesa e pegou seu livro de receitas. Esse momento merecia um delicioso bolo de chocolate com laranja. Encontrava forças no sorriso da neta que se divertia na noite que deveria ser dia. Queria apenas um abraço de seu companheiro. Era mais que desejo. Talvez uma necessidade que dilacerava corações e dimensões. Pegou seus ingredientes e começou sua arte. Queria algo nunca feito antes, a ocasião merecia. Estava tão frio. Olhou mais uma vez para o jardim e viu que ao lado da menina crescia uma rosa branca. Ela enxergou a verdade. Tudo aquilo nada mais era que a própria vida manifestada em corpo sólido. Por que tem que ser assim?Olhei desesperado para Buda. Preciso regredir. Quero minha mãe. Um abraço nada mais que reconfortante. Diga-me onde encontrar o relógio que irá me indicar o caminho do útero. Preciso de paz. Essas imagens de sofrimento afogados em uma tigela com massa de bolo era algo ludibrie. Letal.
Apenas olhe. Isso nada mais é que o rosto por trás da máscara – disse Buda.
Não quero! Dói muito – reclamei.
Se for seu coração, posso ajudar, acho – disse levando sua mão em direção ao meu peito.
Nesse momento a dor aumentou, e ele disse:
Olha! A imagem talvez não seja agradável – disse Buda com meu coração na mão.
Já não sentia mais nada. Eu estava cada vez mais morto. Entendi que o que acontece com o corpo não é a tal morte que todos pensam que é. Isso que não estava sentido mais era morte. A verdadeira morte é essa, e ela tem vários níveis. Deus disse:
Vivendo e aprendendo. Já li teus pensamentos. Agora sabe que aquilo que todos cultuam e se entristecem no chamado enterro, nada mais é que o... Nascimento – explicou.
Segura teu coração e veja o quanto resiste à vida que tanto ama e diz entender – disse Buda com fúria nos olhos.
Olhei para outro ponto do mundo e vi um garoto na janela da casa brincando com um soldadinho de chumbo. Todas as imagens de crianças felizes tornavam-se ambíguas... Ilogismo de minha parte. Ao mesmo tempo em que parecia ser não era.
A moça sentada no banco da praça esperando por algo era violentamente apaziguadora. Uma carta caiu do céu e ela pegou, leu e abriu um grande sorriso. “Alguém por aqui olha por ti e te protege”, estava escrito.
Protège moi! – ela exclamou.
Essas pessoas não enxergavam que tudo parou que não mais existia tempo e que tudo o que procuram ou esperavam, jamais iriam encontrar ou alcançar.
Olhei para um ponto mais além e vi o homem que dirigia falando ao celular, o cão que olhava fixo para o poste... Era tudo desconhecido.
Deus disse:
Só o que podemos fazer é olhar. Não me atrevo a descer onde fui crucificado. Apenas porque não mais faz sentido. Não vou parar de dizer que tudo é aprendizado.
Façam silêncio. Preciso recuperar minha paz. Essas voltas só vão retardar o aprendizado do garoto, Deus – disse Buda em tom de censura.
Outra coisa que essas pessoas não notam é a obsessão da Lua pela noite e pelas estrelas. É uma causa quase que perdida. Narcisismo por algo que ela faz acontecer. Essa auto-fascinação destrói até ela mesma, falaram Deus e Buda.
O Sol estava se apagando e logo já não ia haver vida em parte alguma. Esse sistema estava desaparecendo.
A Lua olhou para todos e se enfureceu. Não gostava de ver todos tristes já que tudo estava bonito e ela estava feliz, oferecendo algo que muitos não tiveram oportunidade de ver. Deus tentou explicar que seu fascínio estava acabando com tudo que era significativo para esses seres, sem tom de censura. Ela era esnobe. Apenas virou os olhos e riu.
Como posso estar acabando com tudo. Minhas noites e minhas estrelas são perfeitas e meu amor por elas é inigualável. Tente convencer outro tolo, homem.
Mas as estrelas começaram a se apagar. A lua ficou assustada e perguntou o que Deus estava fazendo. Ele disse que tudo era conseqüência de seu egoísmo para com o Sol.
Mais uma vez o velho acordou. De dentro da casa a mulher olhou e ficou feliz. O cheiro do bolo chamou a atenção de todos. As flores cresciam, a grama ficava mais verde, o vento ficou mais forte e agradável; a menina não parava de rir... Queria entrar no livro.
O avô colocou a menina em seu colo e lhe deu um beijo. Ele pegou o livro e começou a ler. A mulher tirou o bolo e cortou em fatias e levou o bolo quentinho mesmo. Afinal, a noite estava bastante fria.
A mulher no banco da praça levantou-se e foi até o meio da rua, abriu os braços e começou a girar.
O homem no carro parou no sinal, encostou a cabeça no volante e sentiu o corpo tão cansado que não queria nunca mais sair dali.
O cachorro foi até o poste e deitou-se próximo a ele. Abaixou as orelhas e olhou para a mulher girando no meio da rua.
O garoto deixou cair o soldadinho de chumbo o qual brincava. Resolveu ir até a cozinha para tomar um chocolate quente. Subiu e foi novamente até a janela.
Eu, Deus e Buda já não estávamos pensando em nada.
A menina estava tão contente ouvindo a história, mas ela acabou. Quando isso aconteceu, ela levantou e ficou correndo pelo jardim. Olhou para o céu e notou que algo estava errado, viu que as estrelas estavam se apagando... Isso foi motivo de uma grande tristeza e dor em seu coração. A avó que vinha na direção dos dois notou a tristeza da menina, mas apenas ficou observando. Depois de alguns minutos ela foi a sua direção e deu um abraço bem apertado. Mas isso não foi o suficiente. Apenas fez com que a dor que guardava em seu coração desprende-se, causando assim uma imensa onda de pessimismo. O avô juntou-se a elas. Todos precisavam se unir.
A mulher que girava no meio da rua parou e também viu que as estrelas se apagavam.
O homem no carro levantou a cabeça e também notou o mau.
O garoto pegou seu brinquedo e deitou-se na cama. Só queria dormir.
O cão também dormiu.
Enfim notaram que já não existia tempo nem nada. Isso foi perturbador. Todos olharam para a Lua tentando entende-la.
A Lua perguntou as estrelas o por que de elas estarem apagando.
Somos tua criação. Mesmo assim não podemos compartilhar do mesmo fascínio e egoísmo. Sabemos que precisamos manter o equilíbrio. O sol está perdendo a vontade de viver. Já não mais tem espaço. Nada mais faz sentido – falaram em tom fúnebre.
E assim iam se apagando. A Lua contestou.
Mas eu amo vocês! Faz parte de minha criatividade. Mesmo com essa explicação não entendo o por que de não haver recíproca. Isso ficou tão virtual. Platonismo! Nunca pensei que pudesse ficar tão triste. A Lua estava chorando.
Não chore Lua. Nós também te amamos. Mas como qualquer outro precisamos respeitar nossos espaços e limites – cantavam as estrelas.
Eu entendo. Mas, agora, não poderá evitar que eu definhe – chorava a Lua.
O Sol abriu os olhos e foi até a Lua. Uma imensa bola negra. Já estava prestes a apagar completamente.
Lua, mesmo com todo seu egoísmo, eu te entendo. Realmente não há nada mais bonito que suas noites frias e apaziguadoras. Mas temos que seguir o roteiro da vida, ou então tudo irá se perder. Eu também te amo. Mas creio que tu não has comparti do mesmo sentimento. Meu coração sofre por isso. Por isso sofro – chorava o Sol.
Não é verdade, Sol. Eu sempre te amei. Por isso decidi viver de egoísmo e também a dar valor ao que era de minha criação. Para manter o equilíbrio teremos que renegar o amor. Isso para mim é inaceitável! Como poderia amar alguém que só aparece quando não mais tenho força e preciso dormir e quando eu recupero minhas forças, ele está fraco demais e irá precisar dormir? Não quero viver de desencontro consciente. Meu coração também sofre.
Entenda Lua. Sempre mandarei por menores que sejam um dois meus raios que vão aquecer teu coração. Ao mesmo tempo estarei aquecendo o coração de outros bilhões de seres que também sentem a necessidade de amar. Teu momento de descanso sempre estará protegido pelo meu calor. Tu também vais poder, na minha hora de descanso, esfriar e clarear um pouco minhas noites tristes, para que eu possa me recuperar mais rápido e poder ajudar sempre as pessoas – disse recuperando as forças.
Como já disse a raposa, tu me cativaste. Tuas palavras me enriquecem. É difícil aceitar a verdade, isso é fato! Mas, com certeza, vai ser melhor para todos... Não vou me sentir sozinha recebendo teus raios todos os dias, e também jamais vou te deixar sozinho. Completamos-nos. Posso sentir teu coração bater calmamente. O meu segue o mesmo ritmo – disse alegre a Lua.
O Sol aproximou-se da Lua e os dois se fundiram. Nesse momento todos se sentiram vivos. Tudo estava melhor. Foi bom para ambos. A Lua disse que depois disso iria resistir a tudo. O momento se tornou único. Tudo ficou claro porque ainda estava nos limites do Sol. O tempo voltou a existir.
Eu estava em estado de choque. Sentia-me gasoso. Quero algo sólido. Meu coração estava em estado líquido, apesar de estar branco por ter perdido todo o sangue que me mantinha vivo. Minhas mãos estavam cobertas de sangue. Eu nunca aceitei a morte. Se tu pensares que a morte é algo como o fim, sem dúvida, ficaras com medo e tudo isso vai te corromper. Eu acredito como disse anteriormente, que vivemos nada mais para chegar a um nascimento. Dessa vez um nascimento assistido pelos nossos próprios olhos. Cada vez mais independentes. Isso é uma das razões da vida... Ser independente!
Buda e Deus me olharam.
Não temas. Teu medo está te corrompendo. Basta! Tu sofres porque teu coração foi bastante machucado durante esse breve momento até aqui. Nada do que aconteceu aqui hoje é a causa disso. Serviu para pensar em como todos são egoístas, incluindo os Deuses. Sofro por ti. Nunca vi tanto sofrimento. Parece que pede pra morrer – disse Deus.
Mas ele aprendeu Deus. Sem mais testes. Chega de sofrimento desnecessário, já tivemos demais por hoje. Pense no livre arbítrio. Vou precisar de 600 anos para conseguir minha antiga paz. Talvez essa seja minha missão. Também aprendi algo hoje – disse Buda em tom de alivio.
Eu aprendi sim. Não peço para morrer, apenas quero viver a realidade. Quero pessoas felizes – disse.
Fechei os olhos e acordei. Estava na minha cama. Minha mãe entrou, sentou-se ao meu lado e me deu um abraço. Ah! Isso deveria ser eterno.
Os avós e a menina também acordaram. Todos felizes, que bom! Ele pegou o livro e recomeçou a história. Isso era algo tão bom. A mulher entrou na casa e foi pegar copos e um jarro de suco. Coisas simples fazem tanta falta. Ela voltou e todos comeram o bolo. Ela deu um grande abraço em seu companheiro e entendeu o amor.
A mulher encontrou sua alma gêmea que também estava perdido e girando feliz pelas ruas.
O homem pensou na família e correu a toda velocidade para encontrá-la.
O menino com o boneco acordou e voltou à janela para brincar.
O cão também acordou e foi embora.
Às vezes pensamos que tudo está imperfeito, triste e sem sentido. É porque costumamos olhar com olhos superficiais e céticos. A resposta sempre está ao nosso redor. Livros são bons, mas temos que saber que são apenas palavras de uma outra pessoa que também procura respostas. Consulte seu coração. Ele é sempre fiel, coerente, brincalhão... Mas tem a maior capacidade do mundo. Sem mais explicações.
Deus e Buda apertaram as mãos e começaram vidas novas. O que parece uma idéia fantasiosa e ridícula, talvez seja uma verdade não aceita por tolos que seguem regras impostas por seus semelhantes. Liberdade aos pensamentos especiais e próprios.
A rosa branca no jardim foi cultivada pela menina e a cada dia sua beleza se tornava mais impressionante.
Eu apenas... VIVO!




Autor: Jucksch, Márcio.




*Eu creio. Eu me invento. Eu recrio minha vida todos os dias. Não vou cair no que chamam de rotina. Deus é meu alter-ego mais cretino. Mas sabemos que sempre precisamos dormir e, obrigatoriamente, sonhar. Sou clichê em momentos certos... É aceito! Somos produtos do sistema, mas isso não quer dizer que somos fúteis. Futilidade é um estilo de vida, assim como todas as outras coisas que prestam ou não. Cabe ao seu discernimento escolher o caminho correto ou fácil. Somos humanos. Erros são naturais e aceitáveis. Mas não aprender com eles é morte na certa. A vida nada mais serve do que para ser vivida. Vai logo! Temos sempre 24 horas. *

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