Minha vontade é sair da faculdade e ir andando pra casa – contando meus passos como se fossem os infinitos números de uma equação mal resolvida, feita por um professor de filosofia.
Chegando a casa, iria trancar-me no quarto e tentar contar estrelas na noite artificial ou mesmo contar carneirinhos na velocidade da luz a qual meus pensamentos percorrem. Receber a ligação da pessoa que eu to esperando; abrir a porta de casa, pegar o carro e ganhar o mundo. Ao longo de quilômetros de asfalto vender alguns litros de água para àquela adolescente que fugiu de casa (revoltada com os pais) e para o senhor – que diante de uma crise existencial – descobriu e perdeu-se em um mundo de ilusões.
Quem sabe podemos conversar sobre as inconstantes da física bebendo absinto? Incrível! Como o dia passa rápido e ao mesmo tempo lento (...).
Está vendo aquilo? A sincronia de nossos pensamentos é inacreditável! Vem logo. Senta ao meu lado no alto desse penhasco. Daqui podemos ter a certeza que liberdade existe e que o mundo é nosso. Viu como os nossos relógios estão em sentido anti-horário. Talvez, assim, nosso dia termine 24hrs menos ambíguo.
Isso! Diz que me ama. Mas não olhe em meus olhos. Senão ambos nos enganaremos ao tirar conclusões precipitadas sobre nossas personalidades pseudo-ancrônicas.
Hei! Neste momento posso te encher de declarações de amor. E, como única testemunha, escolho esta rosa (de somente uma pétala) que definha de alegria ao som de minhas palavras (...).
Mas, deixando isso de lado, quero destacar que adoro esse seu jeito... Não sei por que.
São incrivelmente irresistíveis suas crises de altíssimo nível de álcool, criatividade e pessimismo; mas com grandes momentos de reflexão quando discutimos sobre o monologo da duplicidade de nossas únicas vidas. Tu és linda e complexa.
Ressaltando que fiz essa análise somente depois que ouvi sua definição sobre meu “jeito altruísta de ser”.
Gostei da sua definição. Principalmente quando disse que era interessante minha forma de pensar. “Tão promiscua e provinciana, mesclada (a um também) altíssimo nível de intelectualidade esquizofrênica que me fazem descobrir os maiores tesouros do mundo de algum pirata desavisado que deixou o seu navio naufragar”. É porque sou fruto de fato e ficção (...).
Por que tu fazes isso? Diz que me ama. Mas teu olhar cada vez mais distante. Só o que sinto é tua pele gélida.
Bom, já disse que algo, em ti, me atrai. Talvez seja esse teu ar de artista torturado.
Também devo dizer o quanto queria ser aquela árvore que todos os dias tu te encosta e reflete o quão a vida se compara a um circo desorganizado e decadente; no qual o palhaço morre todos os dias e, ainda assim, consegue fazer as crianças sorrirem.
Será que depois de todo esse processo de “metafísica” posso perguntar se te conheço, se tu me conheces ou mesmo se eu te conheço?
Então, caso a resposta seja negativa, digo que teria o maior prazer de te conhecer e ser teu amigo; esses de anúncio de jornal.
Aposto que seriamos ótimos vizinhos. Esses que batem na porta pra pedir um pouco de café ou açúcar. Quem sabe assim me convidaria a entrar e me ofereceria uns biscoitos saídos do forno. Passaríamos a tarde tentando descobrir por que a torneira sempre quebra; do filme que já está cansado de assistir, mas, quando passa nunca perde e do tênis que guarda de recordação. Terminaríamos com o pedido pra cantar pra mim qualquer uma dessas músicas que sempre tocam no radinho da cozinha (...).
Ah! Quer saber? Então, vem mergulhar na minha água. Eu deixo.
Afinal, só pele e osso se transformam em algo tão belo.
Jucksch, Márcio.
Chegando a casa, iria trancar-me no quarto e tentar contar estrelas na noite artificial ou mesmo contar carneirinhos na velocidade da luz a qual meus pensamentos percorrem. Receber a ligação da pessoa que eu to esperando; abrir a porta de casa, pegar o carro e ganhar o mundo. Ao longo de quilômetros de asfalto vender alguns litros de água para àquela adolescente que fugiu de casa (revoltada com os pais) e para o senhor – que diante de uma crise existencial – descobriu e perdeu-se em um mundo de ilusões.
Quem sabe podemos conversar sobre as inconstantes da física bebendo absinto? Incrível! Como o dia passa rápido e ao mesmo tempo lento (...).
Está vendo aquilo? A sincronia de nossos pensamentos é inacreditável! Vem logo. Senta ao meu lado no alto desse penhasco. Daqui podemos ter a certeza que liberdade existe e que o mundo é nosso. Viu como os nossos relógios estão em sentido anti-horário. Talvez, assim, nosso dia termine 24hrs menos ambíguo.
Isso! Diz que me ama. Mas não olhe em meus olhos. Senão ambos nos enganaremos ao tirar conclusões precipitadas sobre nossas personalidades pseudo-ancrônicas.
Hei! Neste momento posso te encher de declarações de amor. E, como única testemunha, escolho esta rosa (de somente uma pétala) que definha de alegria ao som de minhas palavras (...).
Mas, deixando isso de lado, quero destacar que adoro esse seu jeito... Não sei por que.
São incrivelmente irresistíveis suas crises de altíssimo nível de álcool, criatividade e pessimismo; mas com grandes momentos de reflexão quando discutimos sobre o monologo da duplicidade de nossas únicas vidas. Tu és linda e complexa.
Ressaltando que fiz essa análise somente depois que ouvi sua definição sobre meu “jeito altruísta de ser”.
Gostei da sua definição. Principalmente quando disse que era interessante minha forma de pensar. “Tão promiscua e provinciana, mesclada (a um também) altíssimo nível de intelectualidade esquizofrênica que me fazem descobrir os maiores tesouros do mundo de algum pirata desavisado que deixou o seu navio naufragar”. É porque sou fruto de fato e ficção (...).
Por que tu fazes isso? Diz que me ama. Mas teu olhar cada vez mais distante. Só o que sinto é tua pele gélida.
Bom, já disse que algo, em ti, me atrai. Talvez seja esse teu ar de artista torturado.
Também devo dizer o quanto queria ser aquela árvore que todos os dias tu te encosta e reflete o quão a vida se compara a um circo desorganizado e decadente; no qual o palhaço morre todos os dias e, ainda assim, consegue fazer as crianças sorrirem.
Será que depois de todo esse processo de “metafísica” posso perguntar se te conheço, se tu me conheces ou mesmo se eu te conheço?
Então, caso a resposta seja negativa, digo que teria o maior prazer de te conhecer e ser teu amigo; esses de anúncio de jornal.
Aposto que seriamos ótimos vizinhos. Esses que batem na porta pra pedir um pouco de café ou açúcar. Quem sabe assim me convidaria a entrar e me ofereceria uns biscoitos saídos do forno. Passaríamos a tarde tentando descobrir por que a torneira sempre quebra; do filme que já está cansado de assistir, mas, quando passa nunca perde e do tênis que guarda de recordação. Terminaríamos com o pedido pra cantar pra mim qualquer uma dessas músicas que sempre tocam no radinho da cozinha (...).
Ah! Quer saber? Então, vem mergulhar na minha água. Eu deixo.
Afinal, só pele e osso se transformam em algo tão belo.
Jucksch, Márcio.
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