
Esconda-se entre as minhas unhas. Beija minha sujeira e me diz lindamente "porco". Um grito mesmo, desses tão altos que nos fazem abrir a boca e gritar junto. Porque todos estão numa revolta incontida, você não acha? Há aqueles vírus junkies que se apoderam do seu corpo, fazendo-o suar de febre, delirar e afins. Esses vírus têm nomes. Às vezes são pessoais, às vezes tão vagamente complexos como: amor. Esse aí, me corrompem os sentidos. Rasga minhas entrelinhas e arreganha o meu peito. Fratura exposta. Você tenta e tenta esconder. Coloca band-aids, esparadrapo, gaze, algodão, qualquer coisa. Mas aquela ferida pulsante que parece nariz vermelho em cara de palhaço fica ali, em relevo, pro povo todo ver e perguntar sem pensar: o que foi isso? Você tenta disfarçar. Cof cof... Huumm... Ah... O que? Isso? Bem... É... Ah, como você vai? E pronto, mudou o assunto sem precisar asfixiar a resposta. É bem assim que as coisas acontecem por aqui. Mon chér, mon chér...
Obs.: Sim, eu consegui um teclado decente. Entederam?
Jucksch, Márcio.
Obs.: Sim, eu consegui um teclado decente. Entederam?
Jucksch, Márcio.
1 Kommentar:
lindamente "porco".
óohhh.
diria aninha, a mariposa bate na lâmpada pra não invadir. parece estúpido, mas pra ela significa dum tanto..
*:
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