
Cena 1: A primeiridade do pavor
-Surdo: O quanto eu pedi, pedi e pedi. Se não fosse por me mostrar o imbecíl que teimo ser, não havia de ganhar nada.
-Mudo: Hora pos! Reclamas tanto. Quem dera se ao menos um de teus trapos eu tivesse. Me aprofundo na vontade ingnorante de ser teu resto.
-Surdo: Não entendo. Pretendes ser algo mais que isso. O que te falta é algo que chamamos de contentamento. Tu nunca estás contente. Essa tua soberba te apodrece.
-Mudo: Eu começo a sentir que é isso mesmo. O que seria de mim sem tuas palavras reconfortantes? Isso mesmo: nada.
Cena 2: O crescimento além da forma
-Surdo: Eu sempre me considerei livre de qualquer preconceito. O que me condiciona a um estado de "crítica"; ser supremo sempre me convém. O minimalismo está na cabeça do próximo.
-Mudo: Falar de mim é fácil. Falar de você é necessidade. Falar do mundo é falta de destreza. Somos mais que a definição sentencial de cabeças a esmo.
-Surdo: Palavras bonitas, mas tenho que dizer: nunca tens razão em nada. Você fala do comportamento social, como se estivesse a bater uma bronha reprimida no banheiro olhando figuras disformes.
-Mudo: Faz sentido. O orgasmo elevado à outros níveis. Sou inteiramente desproporcional ao magnanismo semiótico de tuas decisões. O mais próximo disso, só se eu me preocupasse a pensar mais com a cabeça do que com a boca.
Cena 3: Quase como um "pós-trauma"
-Surdo: Quer tabaco? Tenho uma confissão a fazer: odeio, odeio, odeio! Tu nunca levas em consideração minha inteligência imprevisivel. Só te esforças na pouca criatividade para segregar o que nos cabe decisões secundárias; melhor, o que te apaga. Sou pobre de auxílio.
-Mudo: Tabaco? Mais tarde. Talvez ainda por tentar uma reprimida bronha. Sempre te apoio, sempre te elevo. Mas tu só escutas o que não nos vale nada ou aquilo que pode, em menor escala, me denegrir. Um amigo nada mais justo!
-Surdo: Me condenar por pouco é sempre mais prático. Agora tente algo menos inerente. Ações corruptas, falta de caráter. Sem culpas, sem concepções. Conjecturas pra que? O máximo que consegue é dor. Golpe aleatório; cinismo, entende? Você tem chances de se tornar algo importante pra mim. Preocupante!
-Mudo: Ainda insisto na idéia que eu amo você. Você é pós e contra. Você se faz em alma. Eu sou o corpo, tenho limites. Você transcende o que jamais sonhei. Segura minha mão.
Jucksch, Márcio.
-Surdo: O quanto eu pedi, pedi e pedi. Se não fosse por me mostrar o imbecíl que teimo ser, não havia de ganhar nada.
-Mudo: Hora pos! Reclamas tanto. Quem dera se ao menos um de teus trapos eu tivesse. Me aprofundo na vontade ingnorante de ser teu resto.
-Surdo: Não entendo. Pretendes ser algo mais que isso. O que te falta é algo que chamamos de contentamento. Tu nunca estás contente. Essa tua soberba te apodrece.
-Mudo: Eu começo a sentir que é isso mesmo. O que seria de mim sem tuas palavras reconfortantes? Isso mesmo: nada.
Cena 2: O crescimento além da forma
-Surdo: Eu sempre me considerei livre de qualquer preconceito. O que me condiciona a um estado de "crítica"; ser supremo sempre me convém. O minimalismo está na cabeça do próximo.
-Mudo: Falar de mim é fácil. Falar de você é necessidade. Falar do mundo é falta de destreza. Somos mais que a definição sentencial de cabeças a esmo.
-Surdo: Palavras bonitas, mas tenho que dizer: nunca tens razão em nada. Você fala do comportamento social, como se estivesse a bater uma bronha reprimida no banheiro olhando figuras disformes.
-Mudo: Faz sentido. O orgasmo elevado à outros níveis. Sou inteiramente desproporcional ao magnanismo semiótico de tuas decisões. O mais próximo disso, só se eu me preocupasse a pensar mais com a cabeça do que com a boca.
Cena 3: Quase como um "pós-trauma"
-Surdo: Quer tabaco? Tenho uma confissão a fazer: odeio, odeio, odeio! Tu nunca levas em consideração minha inteligência imprevisivel. Só te esforças na pouca criatividade para segregar o que nos cabe decisões secundárias; melhor, o que te apaga. Sou pobre de auxílio.
-Mudo: Tabaco? Mais tarde. Talvez ainda por tentar uma reprimida bronha. Sempre te apoio, sempre te elevo. Mas tu só escutas o que não nos vale nada ou aquilo que pode, em menor escala, me denegrir. Um amigo nada mais justo!
-Surdo: Me condenar por pouco é sempre mais prático. Agora tente algo menos inerente. Ações corruptas, falta de caráter. Sem culpas, sem concepções. Conjecturas pra que? O máximo que consegue é dor. Golpe aleatório; cinismo, entende? Você tem chances de se tornar algo importante pra mim. Preocupante!
-Mudo: Ainda insisto na idéia que eu amo você. Você é pós e contra. Você se faz em alma. Eu sou o corpo, tenho limites. Você transcende o que jamais sonhei. Segura minha mão.
Jucksch, Márcio.
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