Montag, 21. Januar 2008

Há três séculos


Há três séculos e meio atrás ele até poderia pensar que podia confiar em algum Deus inventado e existente apenas em um livro mofento. Era ilusão, não mentira.
Gostava de acreditar em histórias incríveis. Pensar que algo fora do normal ia acontecer, sempre o chamou atenção.
Há três séculos e meio atrás sonhava, semana passada, que faria algo melhor na vida. Não era ilusão, passava a ser planos.
Gostava de imaginar situações variadas e o que acontecia de melhor nelas. Fazer o que quisesse, sempre se dando bem, sem inventar pessoas, mas apenas fazendo com que elas seguissem "seu" roteiro, é gratificante.
Há três séculos atrás queria, ontém, saber sempre do amanhã; queria, fora do íntimo, deixar de tropeçar na pedra sem deixar de ver o que era pra ser visto. Não era egoísmo, era vontade.
Gostava apenas por gostar. Ter noção do "tudo" seria tudo.
Há três séculos, hoje, não pensava, não sonhava, não queria. Parecia estar além de seu - até aquele momento - seu pouco limite. Deitava e olhava longe.
Nada sabia. Nada fazia. Nada por nada.
Há três séculos, amanhã, queria apenas tudo de volta: pensamentos, sonhos, desejos. Tinha planos, queria realizá-los. Tinha vontades, pretendia satisfazê-las. Tinha tudo, só queria tentar. Começo!


Jucksch, Márcio.

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