
E depois de toda divagação sentimental a que se prestaram, ali, sentados um ao lado do outro, ele só olha e diz:
-Ele: e eu que pensava que dedicar um bom sentimento à alguém, amando sempre mais e mais, sem ser amado, não valia nada: me enganei. De quem é o sofrimento, o erro? Do ser que sempre dispõe de todo seu amor e está sempre disposto a amar ou do pobre ser que não se permite tal graça, sensibilidade?
E após o discurso:
-Ela: cretino! Sempre suplicando atenção por algo que ele mesmo insiste em deixar ser pisado por todos no chão. Teimando em vão nas suas suplicas surdas.
Jucksch, Márcio.
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