Pelas bordas é onde tudo inicia. O conteúdo tranforma-se ao decorrer do período. No momento, não é nada. O "é" vem sempre depois, quando não sabemos o que "é". No suburbio adentrando cada vez mais na peculiaridade da coisa. Nas formas desgrenhadas o diverso constitui um universo. De presenças inatingiveis neste plano, prescrutadoras do olhar. Perdidas num fazer. Adentrando um pouco mais o meio inacabado, o algo que é sempre, mas nunca mais será. O entender do meio é parte do meio. Alcançar o pleno dentro do meio é chegar no eterno. Ultrapassando os limites da expectativa, as cores fazem bem o seu trabalho. Não existe um grande enigma, nós somos o grande enigma. Encontrar o que sempre foge. Numa visão isso acaba e depois vem outro recomeço. Ao menos há uma finalização parcial para que assim possamos suportar o plano do infinito. Esquecer da arte, é não lembrar de si. E afogar-se nela é nunca ter encontrado o si. Si-nestesia arrebatadora do confronto coisa x eu.
J, M.
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