Sonntag, 27. Januar 2008

Miss doubt 2 (nothing else dies)


Todo dia eu agradeço por estar ao lado de uma pessoa tão perfeita, e rezo para que nada te tire de mim - porque eu não consigo imaginar nós dois separados, meu amor. Eu prefiro nem pensar nisso, sabe? Dói demais só de imaginar. Eu só quero ficar ao seu lado, meu guri; hoje, amanhã e quem sabe para sempre. E eu juro, é só isso que eu quero, ficar contigo sempre. Nada mais que isso. Eu sei que o nosso amor é perfeito, e com certeza é eterno; e não há nada, ninguém e nenhuma briga que possa mudar isso.
Eu te amo, zip! Mais do que tu e muita gente possam imaginar!


Jucksch, Márcio.

Miss doubt (A letter of paths)


Sábado entediante e eu aqui sem ter o que fazer, escutando I don't want to miss a thing e morrendo de saudades do meu guri. Cara, eu sou péssimo com palavras, mas queria poder escrever aqueles textos gigantes, com todas aquelas declarações lindas... mas abafa, eu sou péssimo!
Zip, meu amorzinho, eu queria poder demonstrar mais o tamanho do meu amor por ti; mas é impossível, não existem palavras que descrevam um amor tão surreal assim. É, surreal mesmo, porque nem eu consigo acreditar, nem consigo entender como eu posso amar tanto alguém. Eu queria agradecer por tu me fazer tão feliz, me fazer tão bem assim e fazer cada dia aqui ser mais perfeito que o outro. Porque tu és a minha motivação, minha razão de estar nesse fake até hoje. Sempre foi, né, amor? desde a época dos melhores amigos inseparáveis até namorados grudentos. ;p

[Continua]


Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 23. Januar 2008

É certo que


Com a proximidade de uma dúvida, um tipo de pensamento subversivo pode ser interpretado como a idéia mais próspera de um seguimento nem tão linear e, sim, aleatório de sensações vagarosas de qualquer mudança biológica decorrente.


Jucksch, Márcio.

O (quase) animal


Estou com um leve sentimento de perda. Isso me deixa confuso. As coisas estão realmente mudadas, o tempo passa deixando lembranças por pouco quase esquecidas...
A única coisa a ser concluida é: me sinto como um animal não catalogado por Darwin - logo, negligenciado.
É como se estivesse faltando duas peças gemêas do quebra-cabeça.


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 22. Januar 2008

Jaiana: uma saída, uma trepada. Ela sabe o caminho até o quilombo do amor


Conhece João e Maria? Pois é, estamos longe disso. Melhor, a nossa história está longe de ser tão tosca; mas só Deus sabe o que o mundo pensa.
Na verdade, eu só queria ter uma frutinha, algo que me levasse até os tesouros do céu, entende? Um dia - bem estranho, por sinal - consegui a cobinação para ter minha própria fruta mais foda; ela é do tipo simples que todos conhecem, mas poucos podem usurfruir. Claro, é bastante acessível. Nem precisou plantar, ela nasceu dentro de poucos segundos em uma folha rabiscada e foi espalhada (semeada) em poucos minutos.
Acredite, o tesouro não estava no céu; estava em todos os lugares, ali mesmo no meu lado. Sempre sorrindo, gargalhando!
Ela é do tipo, como já mencionado, que te pega pela mão, cintura, cabeça e pode até dizer frases do tipo: "qualé, brow?!" ou "cala-te boca!". É muito massa! Eu amo, juro! Ela está sendo regada a distância, adivinha com o que? Isso: amor.
A saudade é muita, de fato. Mas apartir do momento que você deixa a saudade te entender, tudo parece mais leve; agora é assim, um misto de sentimentos que se comparam a um abismo, te deixam sem chão e talvez com muita raiva. Com um pouco mais de atenção você entende que coisas ruins são poucas, mas por seu grande impacto torna-se a coisa mais estranha e tem facildade em esconder tudo de bom que está em volta.
Um dia, talvez, eu volte a encontrar minha jaca, aquela fruta que surgiu do nada, surgiu por surgir. Fez tanto sentido. Aí eu vou sorrir e dizer: nossa, quanto tempo. Ou apenas abraça-la.
Por ter sonhado tanto com um dia ter minha fruta, minha árvore e ela me levar à um castelo inexistente em alguma parte do céu, pode ser que aconteça. Ela vai estar tão feliz e vai me levar para morar em seu castelo ecológicamente correto. E ela também não é do tipo que aceita sustentar o "sujeito vagabundo". Nessas horas ela pensa ou diz: Nem morta!


Jucksch, Márcio.

Montag, 21. Januar 2008

Sad


E depois de toda divagação sentimental a que se prestaram, ali, sentados um ao lado do outro, ele só olha e diz:

-Ele: e eu que pensava que dedicar um bom sentimento à alguém, amando sempre mais e mais, sem ser amado, não valia nada: me enganei. De quem é o sofrimento, o erro? Do ser que sempre dispõe de todo seu amor e está sempre disposto a amar ou do pobre ser que não se permite tal graça, sensibilidade?

E após o discurso:

-Ela: cretino! Sempre suplicando atenção por algo que ele mesmo insiste em deixar ser pisado por todos no chão. Teimando em vão nas suas suplicas surdas.


Jucksch, Márcio.

Há três séculos


Há três séculos e meio atrás ele até poderia pensar que podia confiar em algum Deus inventado e existente apenas em um livro mofento. Era ilusão, não mentira.
Gostava de acreditar em histórias incríveis. Pensar que algo fora do normal ia acontecer, sempre o chamou atenção.
Há três séculos e meio atrás sonhava, semana passada, que faria algo melhor na vida. Não era ilusão, passava a ser planos.
Gostava de imaginar situações variadas e o que acontecia de melhor nelas. Fazer o que quisesse, sempre se dando bem, sem inventar pessoas, mas apenas fazendo com que elas seguissem "seu" roteiro, é gratificante.
Há três séculos atrás queria, ontém, saber sempre do amanhã; queria, fora do íntimo, deixar de tropeçar na pedra sem deixar de ver o que era pra ser visto. Não era egoísmo, era vontade.
Gostava apenas por gostar. Ter noção do "tudo" seria tudo.
Há três séculos, hoje, não pensava, não sonhava, não queria. Parecia estar além de seu - até aquele momento - seu pouco limite. Deitava e olhava longe.
Nada sabia. Nada fazia. Nada por nada.
Há três séculos, amanhã, queria apenas tudo de volta: pensamentos, sonhos, desejos. Tinha planos, queria realizá-los. Tinha vontades, pretendia satisfazê-las. Tinha tudo, só queria tentar. Começo!


Jucksch, Márcio.

Samstag, 19. Januar 2008

Era uma vez...


Um coração que bateu mais forte por um simples olhar.
Ele estava carente de fortes emoções. Seu dono sempre fora o mais bravo dos guerreiros; ele, o coração, seu fiel companheiro e escudeiro. Não é porque um dependia do outro, mas eles sempre fizeram uma ótima dupla.
O único problema: eles já haviam se acostumado com a rotina. Há tempos o nobre guerreiro - aquele que o carregava por todos os lugares e dividia as variadas emções - foi cansando. O coração sempre ali batendo. Mas eram batidas comuns, não fracas. Eram batidas tediosas!
Mas um dia, desses que o altismo se faz uma máscara tentadora a ser usada, ambos encontram o mais nobre dos olhares. O coração saltava. Sentia-se, em alguns momentos, próximo a boca; fazia de tudo pra que seu parceiro reconhecesse a mais fededigna das sensações românticas impreencendíveis num momento como aquele. Pensava em algo: all I need is time, is love!
Era óbvio, todos estavam a mercê da ramificação generalizada de algo bom, leve, terno... com certeza era mais que amor.
Lembravam sempre: apatia e sutíl segurança podem gerar desdém (não que precisamos saber do que eles estão falando).



Jucksch, Márcio.

Donnerstag, 17. Januar 2008

Apatia in tedium


Ser leal quando necessário. Entenda, o que importa é nada mais que sua positividade, sua alegria, seu bem-estar, sua fartura, sua dignidade. Eu sempre procurei aprender com seus erros; tudo é muito rápido para que eu aprenda apenas com minhas decisões. A inocência sempre me encantou em apenas um aspecto da vida: a lástima!

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 16. Januar 2008

Pirate loves you... trust it!


Ele é assim... maligno! Gosta de amar, ser amado, buscar amor, vender amor. Mas no final sempre vai embora. Mata. Esmaga! É passível de intenções cordiais. Gosta de bancar o romantico na travessia menos profunda do incógnito. Preserva partes pouco mentirosas para subjulga-la no fundo de seu (e)consciente. Fatura organismos básicos. Melhoras na parte de suas pecualiridades. Gostava de ser aquele "mau" dos tempos passados. Roubos monocromáticos de subversão comutativa. Ele ia embora, sim. Não importa, ele já tinha amado mesmo. E partia em busca de seu mais próximo e inconsolável horizonte...


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 15. Januar 2008

Guxando


Cena 1: A primeiridade do pavor

-Surdo:
O quanto eu pedi, pedi e pedi. Se não fosse por me mostrar o imbecíl que teimo ser, não havia de ganhar nada.

-Mudo:
Hora pos! Reclamas tanto. Quem dera se ao menos um de teus trapos eu tivesse. Me aprofundo na vontade ingnorante de ser teu resto.

-Surdo:
Não entendo. Pretendes ser algo mais que isso. O que te falta é algo que chamamos de contentamento. Tu nunca estás contente. Essa tua soberba te apodrece.

-Mudo:
Eu começo a sentir que é isso mesmo. O que seria de mim sem tuas palavras reconfortantes? Isso mesmo: nada.

Cena 2: O crescimento além da forma

-Surdo:
Eu sempre me considerei livre de qualquer preconceito. O que me condiciona a um estado de "crítica"; ser supremo sempre me convém. O minimalismo está na cabeça do próximo.

-Mudo:
Falar de mim é fácil. Falar de você é necessidade. Falar do mundo é falta de destreza. Somos mais que a definição sentencial de cabeças a esmo.

-Surdo:
Palavras bonitas, mas tenho que dizer: nunca tens razão em nada. Você fala do comportamento social, como se estivesse a bater uma bronha reprimida no banheiro olhando figuras disformes.

-Mudo:
Faz sentido. O orgasmo elevado à outros níveis. Sou inteiramente desproporcional ao magnanismo semiótico de tuas decisões. O mais próximo disso, só se eu me preocupasse a pensar mais com a cabeça do que com a boca.

Cena 3: Quase como um "pós-trauma"

-Surdo:
Quer tabaco? Tenho uma confissão a fazer: odeio, odeio, odeio! Tu nunca levas em consideração minha inteligência imprevisivel. Só te esforças na pouca criatividade para segregar o que nos cabe decisões secundárias; melhor, o que te apaga. Sou pobre de auxílio.

-Mudo:
Tabaco? Mais tarde. Talvez ainda por tentar uma reprimida bronha. Sempre te apoio, sempre te elevo. Mas tu só escutas o que não nos vale nada ou aquilo que pode, em menor escala, me denegrir. Um amigo nada mais justo!

-Surdo:
Me condenar por pouco é sempre mais prático. Agora tente algo menos inerente. Ações corruptas, falta de caráter. Sem culpas, sem concepções. Conjecturas pra que? O máximo que consegue é dor. Golpe aleatório; cinismo, entende? Você tem chances de se tornar algo importante pra mim. Preocupante!

-Mudo:
Ainda insisto na idéia que eu amo você. Você é pós e contra. Você se faz em alma. Eu sou o corpo, tenho limites. Você transcende o que jamais sonhei. Segura minha mão.

Jucksch, Márcio.

Tu


Consegues imaginar, em algum momento, que Deus pode tirar o que tens, mas que desejas a toda hora?
(...) Mas é assim mesmo. Quando uma porta se fecha, se abre uma janela (...).

Eu também pensei que sempre foi mais interessante abrir a geladeira pra pensar e guxar.


Jucksch, Márcio.

Freitag, 11. Januar 2008

Chatiação


É incrível como as pessoas condenam a violência e as guerras, e em menor escala, nas suas vidas, buscam os mesmos antagonismos inconscientemente.

P.S.: É, que isso, hoje, me irritou de forma profunda. Talvez por eu estar passando por mais provas de maturidade. Talvez por minha paixão política estar interferindo no cerne que concerne a praticidade do meu dia-a-dia.


Jucksch, Márcio.

Dienstag, 8. Januar 2008

Gosto


É verdade, o mundo gira em volta...
Mas em volta de que? Você quem tem que me responder. Esse é um daqueles momentos diversos em que subjulgamos o todo com um tipo de conhecimento devasso.
Você já tentou sentir o gosto da verdade? É amargo. Te arrepia. Dói. Você prova e odeia o resto da vida. Mas pra paracer legal se faz o "tal", gosta de manipular todos através do bom (tolo) senso; um ângulo propriamente dito.
No inicio, comigo, foi animador. Aos poucos - porém não "intimista" - senti que dava um passo para frente e três para trás; é como se você tivesse o lápis e o papel nas mãos, mas, quando tentasse escrever, nada saía; como se seus pensamentos na forma de palavras deixassem de existir, voassem longe. Ilegível.
É quase como as palavras do autor, neste instante, porque em outro... serão outras.
E assim se fez pó.

Jucksch, Márcio.

Freitag, 14. Dezember 2007

Ali


... E tudo o que pensamos ser vida se perde no menor dos momentos...

Há tempos que não vejo você ainda que eu more no mesmo lugar e durma ao seu lado. Sempre tentava roubar o momento. Sempre tentava gravá-lo em algum lugar que só você sabia; isso me incomoda muito.
Ficava parado todos os dias no mesmo canto. Te achava tão sem sentindo. Você é sem vida, só observa.

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 12. Dezember 2007

Sem ponto final


Um cretino, sim. Não vou ser hipócrita. Eu realmente não gosto de gente que não sabe se vestir.

-Eu acordo, olho e o que vejo? Sim, um quarto vazio.
-E viva a trama que combina com o mais lindo dos ares verticais.
-Sempre a sombra do inesperado. Mal existia no tempo que havia de ser outro.
-A tardia paixão que sufocou a mais violenta das presenças.
-Guardo em ti o que de mais precioso me roubaram.
-O leve estampido das almas devoradas.
-O que nos concerne pouca crença. A variedade de emoções em um único momento.
-Triplicando o que os olhos mal podem alcançar a dez centímetros.
-Mais além, a ponte que levaria ao nada. Sem nada mais a pensar.
-Vamos deixar as coisas em igualdade de condições. Eu aqui, você ali.
-Me agrada saber que o amor é tão constante quanto a morte.
-Ausência esporádica e alternativa. Eloqüência!
-Costumeiro. A selvageria tirou tudo do lugar. Eu caí!
-Pára. Eu queria sair. Espera, você não pode fazer isso comigo. Era tudo o que eu tinha.
-O problema é sexo? Então me devore como antigamente.
-A vida é curta? Então corte caminho.
-O sangue escorre. Alterne para o modo "slow".
-Me parece que sentei no lugar errado. Hora errada. Não estamos errados. O mundo girou ao contrário.
-Olhos cansados. Estado de choque. Suor. Fantasia oculta.
-Que nada! Fica com seu dinheiro! Eu não preciso de esmola. Não sou mendigo!
-Muito obrigado! Que porra é essa? Só sou educado, chérie!
-Eu só quero alimentar-me direto da placenta.
-Vá ao inferno e colecione carne pútrefi.
-Imagina se eu diria que és tão nojento quanto a vida que leva.
-Tenha inveja de mim. Me agrada saber que sempre vai ser o verme que se alimenta das minhas pegadas.
-Me enobreça. Me sinta. Coma tinta.
-Corra. Exploda. Vomite idéias primordiais.
-Essa é sua última noite aqui. Amanhã cedo, por favor, vá embora.
-O problema é saber encaixar a peça que está faltando e entender que a vida só faz sentido no último segundo.
-O estalar de dedos contados ali. o "x" da questão.
-Breve como o vento que passou.
-Encolhido por medo de tudo. sofrido como escravo.
-A campainha repetitiva. Fulga-cidade!
-Agora sou eu. Você ainda está aí? Eu sou o Márcio, lembra?
-Ela pediu desculpa, mas não vai mais alugar o que quer que seja. Nesse caso tudo será devolvido.
-Masculinidade pra quê? Sirva-se do que tiver na mesa. Têm para todos os gostos.
-Loucuraaaaaa! Grite e seja feliz.
-Batendo as mãos e irritando muitos. Eu gosto disso! Yeah!
-Putaaaa! Eu te pagava. aceite, você foi, é e sempre será minha putinha! Haha.
-Um cachorro latiu. Que nada! Pára de beber.
-Huuum, o gosto da vitória. Seria melhor se tivesse te visto morrer. Ver o brilho dos seus olhos se apagar.
-Eu não quero te matar. Eu quero crescer.
-Inocência? Onde? Acho que há muito isso não acontece por aqui. Há muito não existi em lugar algum.
-Hedonismo? Acho digno. Só não leve tão a sério, pois tem que ser sério.
-Mau-humor? Prefiro os que são comuns no horário da manhã.
-Raiva? Essa eu não consigo sentir nem do meu pior inimigo. Os que se dizem meus inimigos.
-Brigar? Eu nunca consegui. No máximo eu começo a rir desesperadamente.
-Amor? Costuma se esconder de mim. Mas acho que começo a senti-lo intensamente.
-Filantropia? Acho coisa de celebridade que quer ser vista com "bons olhos".
-Entropia? Hum, acho tentador. Me deixa com tezão!
-Altruismo? It's over. Good luck! Sempre esperei mais.
-Parcimônia? Eu tentei, tentei, tentei e tentei. E você?
-Primeiridade? Experimenta perguntar isso pra quem está no fundo do poço. Está eminente a uma tragédia incalculável.
-Traição? A mais fidedigna, por favor.
-Extremos? Indiossíncrasias sem distinção de cor, sexo ou crença.
-Eu amo? Logo, me auto-destruo.
-O abismo? Nada mais que um passatempo.
-Por quê tantas perguntas? Ué, mais uma? E mais outra pelo visto.
-Ah, foda-se! Me beija logo. Pára com essas filosofias de galinheiro onde você tenta, educadamente, dizer que quer trepar comigo no carro, num motel barato... É tudo por pura misantropia.

Você aceita viver ao meu lado?

Prosas...

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 11. Dezember 2007

Vício e vitude


Às vezes penso ser mais que fidelidade, penso ser obrigação. Tudo é entendido como misericórdia.
Dedicar um dose certa de fraternidade à alguém é divino. Em certos momentos a falta disso pode ser entendido como descaso. Involuntariamente aceitamos a parcela de culpa.
Cobranças acontecem, mas vai de cada um entender quando ela realmente está presente. Querer carinho, atenção e apoio não é cobrança. É necessidade de proteção.
Só ser amado não é tudo. Também precisamos saber amar. Precisamos sentir preocupação, ciume daquele por quem nos instiga sentimentos bons.
Ciume é neurose, doença? Não. É estar vivo, é estar sentindo. Tente entender que é um vício no sentido filosófico. Tente, ainda no sentido filosófico, entender que também é virtude.

Jucksch, Márcio.

Montag, 10. Dezember 2007

Goes down


Um tiro certeiro nas vagas impressões que há muito haviamos prometido ser deixadas para trás.
O misto de maledicência com sagacidade de movimentos semelhantes a provas alucinantes de ternura. Um pouco de covardia para tentar um suicídio alternativo por entre frestas únicas; a baixa caloria de certas atitudes contidas por pura vergonha. Mas por que? Ah, sei lá. Eu tinha pra mim que qualquer metafísica proviniente de insatisfação por ações não aprovadas é nada mais que um cortiço para aqueles que dela querem se sujar.
Cores mal colocadas. Erro sublime do momento em que a primeiridade, diante de uma tragédia, vai para o espaço, voa longe.
Eu me cansei da mesmice a que me proponho todos os dias a mesma hora da manhã.

Jucksch, Márcio.

Turn off


E eu que sempre buscava a felicidade mal sabia que ela estava ali, me confrontando a poucos centimetros da base etérea.
Muito atenciosa, cuidadosa, voraz. Sempre negligenciada, mal tratada, não vista.
Reclamar de que? Não tenho esse direito, por tempo indeterminado.

Jucksch, Márcio
.

Samstag, 8. Dezember 2007

Outrora


Lembro dos dias quentes, das manhãs de sol intenso. Alguns dias de chuva, bom pra escrever sobre o que se passa na alma. Pedindo perdão para algo ainda não visto. Um pouco de chá para resfrescar idéias múltiplas... Um filete daquilo que um dia fomos. Fomos?
Vozes distintas em algum lugar da minha cabeça. Mapas cegos de viagens tardias, um marco na história em parte inventada. Queria que sonhos fossem feitos de algo sólido, que eu pudesse manipular. Insconsciência!
Vulgo alguém mórbido. Três vezes um pedido intenso para o meu 'eu' interior.

Jucksch, Márcio.

Saw


Como quando a gente acorda, põe a mão na cabeça, passa meia hora pensando em tudo e conclui... Eu sou louco!
Ei, me empresta um pensamento? Depende. Vai fazer bom uso dele? Vai tentar aproveita-lo da melhor maneira possível? Vai ser fiel a ele?
Talvez, sim; talvez, não. Eu só preciso, acho, de uma boa conversa. Passei por algo que as pessoas pensam ser um sofrimento sem igual... A morte de um ente querido!
É fato que isso dói. Mas pensando bem é algo que nos ensina, em pouco tempo, uma parcela considerável da vida. Eu tentei não aprender tudo. Senti preguiça - vergonhoso, eu sei.
Estranho. Tal quando como o pai vela o corpo ao seu próprio lado. Assisti ao nascimento. Põe a mão no ombro e faz lembrar: a vida continua, filho. Esse sentimento nada mais é que uma ligação até nosso novo encontro.
O sentimento, diante disto, transforma-se na felicidade em sua "forma" mais pura...

Jucksch, Márcio.

Closer


E chorava...
As situações eram variadas. Por favor, alguém prestou atenção no contexto do ocorrido? Não? Ah, muito obrigado.
Eu juro que, naquele momento, eu só conseguia olhar para o caminho que cada lágrima fazia em seu rosto; era quase uma necessidade. Fiquei feliz com aquilo.
Às vezes pareciam ser lágrimas de qualquer outras coisa que fosse, menos tristeza. Podia ser um momento de felicidade que enchia seu peito e apertava tanto sua cabeça - sufocando os pensamentos - que de alguma maneira ela teria que demonstrar o que estava sentindo. Eu não acreditava!
Tudo parecia conspirar para que o ambiente entrasse em perfeita harmonia com aquilo que hora mesclava felicidade e agonia, paixão e fúria. Emblemático!
O que será, Meu Bom Senhor? Será que era algum tipo de ritual que eu desconheço? - To pensando tanta bobagem. Desculpa. Talvez o ambiente conspirador também tenha feito eu entrar em harmonia com você. Estamos ligados por algo que já começo a perceber o que é.
A prova mágica para fazer eu crêr que, até alguns minutos atrás eu era um ser sem propósito, estava acontecendo. Era apavorante, eu admito. Eu senti vontade de correr desesperadamente por entre as árvores que eu teimava querer não ver. Esnobe.
Quando menos percebi... Estava nascendo outra vez. Dessa vez para um mundo melhor, espero. Dessa vez para ser algo melhor, eu desejava.
Criação!

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 5. Dezember 2007

Soleil


Tão criativa. Tão doce, feliz de pouco caso. Dúbia nas conversas do horário da tarde. Sempre mais ativa que uma criança...
Ela olhava para todos como iguais - jamais esqueceu do dia em que viu que todos tinham o mesmo rosto, a mesmo essência. Alimentava sonhos todos os dias. Queria estar sempre dois passos e meio adiante.
Outrora, mais ausente, cabulava lições diárias para sonhar coisas simples; pra mostrar que a vida também necessita de uma boa atenção, uma boa conversa. Precisava de um sorriso mágico.
Ela apontava seus limites. Negociava sua razão. Administrava as conseqüências... Às vezes errava o cálculo, dava um passo maior que a perna. Caia. Mas jamais perdia o bom humor. Levantava, bancava a superior e seguia feliz com seu novo aprendizado.
Gostava de sentir o vento no rosto. Abria os braços sem jamais perder a esperança de voar... Se era feliz? Não sei. Isso é algo relativo. Talvez fosse louca.
Dormiu!

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 4. Dezember 2007

Lados


*A proeza e a escuridão.

- assim como quando o pé toca na areia, você sente a liberdade. Meio perdido, assim como os poucos feixes de luz que insistem em passar pelas folhas quase secas.

*A sandice e a perspicácia.

- tava parecendo os dias que a necessidade mais parecia uma faca de dois gumes. Mas eu sabia que no final sempre me conformava em apenas ser mais um dos desejos que, com um passo ali e outro aqui, eu alcançaria sem esforços.

*A amizade e a pouca crença.

- eu sempre tentei atencionar para todos os problemas alheios e, assim, solucionar para que o fraternal sempre crescesse. Eu sempre detestei me deixar para trás, ser o último da fila, aquele que se esquece; eu tinha pena de mim.

*A lágrima e o caminho a ser seguido.

- é triste, porém necessário; um dia vai ser tão bom o reecontro, vamos nos achar tão ridículos e rir tanto. Mas agora tenho que ir, acho que o caminho é aquele mais a frente; dado inicio ao primeiro passo meu pai disse, um dia, não serão permitidos olhares contrário, olhares pra trás.

*O sentimento final, único.

- eu sou fiel as minhas emoções. Eu tenho paz!

Jucksch, Márcio.

Sonntag, 25. November 2007

Deslocado


I'm very tired.
Often thinking requires much more effort than anything else that I can see to do; the mind is weak. Weak mind? Not. What enters my mind and insists that dominate my unconscious is trying to convince me to be weak.
There was a time that I wanted to be what we all dream be a day... But, what is it?
I will sleep. See you later!

Ich bin sehr müde.
Oft Denken erfordert viel mehr Aufwand als alles andere was ich sehe zu tun; der Geist ist schwach. Schwache Geist? Nicht. Was in meinen Augen, und betont, dass meine unbewussten dominieren versucht, mich zu überzeugen, zu schwach.
Es gab eine Zeit, die ich werden wollte, was wir alle träumen ein Tag... Aber, was ist das?
Ich will schlafen. Bis später!

Je suis très fatigué.
Souvent pensée exige beaucoup plus d'efforts que toute autre chose que je puisse faire voir; l'esprit est faible. Faiblesse de l'esprit? Non. Ce qui entre dans mon esprit et insiste sur le fait que dominer mon inconscient essaie de me convaincre à être faible.
Il fut un temps que je voulais être ce que nous sommes tous d'être un jour de rêve... Mais, qu'est-ce que c'est?
Je vais sommeil. À plus tard!

P.S.: sim, quando eu me sinto cansado e sem rumo... escrevo isso. O pior é que eu precisei escrever nestas linguas. Amo voces!

Jucksch, Márcio.

Freitag, 16. November 2007

Vont en enfer


Realmente!
Se tu pára por um momento, ou mesmo se te deixas interpelar por algo sem importância, pouco... O tempo corre sem pena. Isso não mais assuta; me deixa triste.
Tenho segredos e me sinto feliz, não quero revela-los. Mesmo não querendo, o medo é apenas por saber que as paredes, aqui, tem ouvido.

Jucksch, Márcio.

Freitag, 9. November 2007

Me peguei pensando sobre


Tudo o que eu já fiz.
Não necessariamente que você deva arrepender-se das coisas que fez e, sim, agradecer por te-las vivido. E penso se ter vivido esse todo, valeu algo. Ou se esse algo me fez melhor. Tudo intriga.Amargar certas pendências também pode ser digno. Eleva a imaginação nos fazendo indagar como teria sido se o tivesse feito. É estranho, de fato.
Procuro, agora, não somente me martirizar por ter vivido ou deixado de viver algo. Sabemos que a vida é rápida para certas coisas, e incrivelmente longa numa medida um pouco mais sábia. Ando revendo conceitos, fatos, estratégias, módulos de ataque, condições de percursos, caminhos a percorrer, clima, tempo; mas canso e sento. A energia há de voltar.
A vida não é pouco, rápida, efêmera... não podemos "adjetivar". O tempo destinado a cada uma das coisas não é infinito. Tudo tem seu limite.
Agora aprendo com experiências e erros dos outros.

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 30. Oktober 2007

Mistakes


Foi assim... Sabe? Assim... Estapafudio!
Lembro que acordei as 5:55h e fui tomar banho. Estava muito frio e o céu deveras negro, me deu vontade de voltar a cama e me perder nos lençois mais que gostosos.
Chegando na escola, fiquei sentado bem na escada. Demorou cerca de 15 minutos pra que ele chegasse e prendesse minha atenção pelo resto do dia. No intervalo tentei sentar ao seu lado; parecia uma tarefa quase impossível. A maior parte do tempo estava cercado de uma diversidade absurda de gente disforme e famintas da mesma atenção.
Às vezes desistia (está bem, todas as vezes eu desistia), e voltava pra casa absorto me questionando "por quê eu não tentei mais?" Era triste, mas era assim; quase sempre a mesma coisa. Me contentava em apenas olhar pra ele. Já era alguma coisa, não é?
Um dia sentamos um ao lado do outro. Meu sorriso tímido me irritava, parecia a personagem daquele filme adolescente. Esqueci meu caderno ali, após o ato. Foi incrível, ele pegou e veio atrás de mim para devolver.
Nos conhecemos... Quase sempre as coisas não fazem sentido. Muitas vezes o esforço não é uma exigência primordial. Basta ter uma certa dose de naturilidade.

Jucksch, Márcio.

Hic hic hic


Veio aqui e roubou minha personalidade. Você é irresistivelmente performático...
-O que importa sua personalidade?
-Ela é aquilo que eu sou dependendo da minha teoria.

Cheguei a pensar que você era feito de um tipo de material desconhecido, mas resistente. Pensei também que viesse com algum tipo de manul para, no meio da madruga, te programar pra trocar idéias comigo.
Acho que não me enganei.

Jucksch, Márcio
.

Dienstag, 23. Oktober 2007

Mon cher,



O sol nos seus olhos se pôs, não posso sentir outra coisa a não ser pena. Sempre gostei de você mais valente, mais corajoso. Mas aos poucos a pessoa que, por primeiro conheci, foi morrendo dentro de você. Foi aí que senti que não mais te conhecia e que não podia viver ao lado de um cadáver; isso não seria justo comigo.
Hoje, talvez, você entenda que certas vezes o amor próprio deve prevalecer, jamais quis que você negasse essa parcela de essência. E sei que, quando sentimos algo que, para certa pessoas parece anormal, é fácil subentender que seja amor... Mas te digo que, mesmo isso, não te salvaria. Você invadiu o caminho da morte, foi a seu encontro sem ao menos pedir licença. Insistiu em ser o indivíduo pouco convicto de sua antipatia merecedora de aplausos. Ela não te quis. Você se consumiu aos poucos. Suicídio!
Um dia pretendo voltar a sorrir por aquele que dediquei a minha parte mais pura. Até em dias que, a pessoa que eu mais amava, resolvia me ferir, me agredir sem pensar nas conseqüências.

Jucksch, Márcio.

Abri os olhos...


Acordei, e não te encontrei a meu lado. Acredito que o ponto criativo me fez crêr que passei a noite com algo que penso ser "teu fantasma".
Era real, prefiro dizer. A única coisa que me partiu ao meio e não me machucou. Sexualidade deprava como conceito comum; acalanto como forma prática de convencimento do ser mítico.
Minha memória seletiva nostalgia e me satisfaz quando acho que o corpo ausente não mais habitará o leito de uma forma tão cálida. Ser desenvolto em nosso território mais íntimo e sagaz acreditando, mais uma vez, que posso ao infinito parecer igual; os lençois que nos separam da parte íngreme do bem-estar.
Eu que acreditava, no mais tardar dos olhares, te encontrar na forma mais bruta que se pode firmar um pensamento fulgaz. O horizonte atrás de nós não me deixava limitar-te a poucos casos; você mais me parecia uma ventania dos tempos longíquos que me encontrava aos gritos no fim do túnel.
O campo impentrável e infalível, conspira decisões pragmáticas do meu passado saudoso.
Caminho destro deteriorado por falta de vontade. A crença que se fez cega quando mais necessária, me vi alegre pra fazer inveja. A vida contada aos dedos por meio de ligações inínterruptas; o destino me fofocava o castigo atroz do semi-imaginário. Você se tornou ícone da minha solidão quando pensava te perder ali, no caminho mais próximo a indecisão do "who was I?".
Estremeço ao pensar que você está voltando para o meu lado. Acho que a loucura me acertou no ponto de desejo... Ela sabe o que me é inevitável.
Sim, eu quero você!

Jucksch, Márcio.

Eu disse...


Que você podia ficar; que você podia correr; que você podia chorar; que você podia explodir de rir; que você podia comer muito chocolate; que você podia pintar todas as paredes; que você podia fazer festa; que você podia voar; que você podia morgar; que você podia se alcoolizar; que você podia fumar 20 carteiras; que você podia me agarrar; que você podia apertar minha mão; que você podia dirigir meu carro; que você podia velejar; que você podia gritar...
Mas você preferiu ir embora; preferia, certas vezes, parar; decidiu engolir o choro; preferiu curtir uma raiva intensa; preferiu jogar fora todos os chocolates; preferiu manter as cores virgens; preferiu ir a outra festa; preferiu deixar de voar; preferiu manter a linha; preferiu levantar a bandeira "saúde"; preferiu me deixar curtir a solidão, preferiu me deixar caminhar sozinho; preferiu a outra carona; preferiu ficar na sombra; preferiu se calar...
Na cama, com muito sono, sem vontade alguma de mostrar forças extremas, me disse que apenas queria filosofar. Você não experimentou meus sonhos, e muito menos me deixou sonhá-los.
Você me tirou um capítulo à parte; me fez seguir o roteiro sem o "happy ending". Você nos alienou da parte nobre de ser o sempre mais, o inesperado.
Eu? Talvez... Me fiz intimista. Me deixei calar sutilmente apenas para deixar crescer o seu potencial...
Fiz mal? Não, eu apenas fiz. Me alegra saber que, no final, vou ficar sem os arrependimentos habitando meus devaneios mais comuns.
Tenhos que ir. Aproveite o final de semana.

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 16. Oktober 2007

Weg


Por mais que eu tente eu sinto saudade... Muita saudade. É inevitável, siga em frente.
São notícias boas, coisas que me fazem bem. Mas me pego pensando que eu também poderia estar vivendo essas coisas que hoje me fazem falta; aí reconheço que certos caminhos nos levam à lugares maravilhosos por preços incrivelmente caros. A vantagem de ser ter algo que faz a diferença nem sempre acontece. Nos mastiga e joga fora, entende?
A raridade de um momento feliz é tanta, que, quando acontece, você a devora sem ao menos degustar; caso de indigestão mais a frente. Mas o caso não é simples. Saudade só existe na língua daquele que originalmente a conheceu. São traçados planos. A diferença, penso eu, está na forma de como vai encarar o algoz que toma lugar da sua sombra; como você vai driblar o que mais parece um campo minado em que sua vida está por um passo não pensado. Óbvio, na mente provinciana e pouco vivida, parece violento. Mas com o "q" de pureza, abstração da realidade que temos que aceitar. Estou apenas tentando dizer que se torna aceitável por uma xícara de café frio. True or dare? Guess, dare and dare, you know.
Mas voltando ao caso da "escolha de caminhos" - o que nos cega e me cega - já foi um confronto mais direto, eu sei; não que eu esteja dizendo que ela não mais seja tão arrazadora. É que ela sempre encontra novos lugares que nos destroem divinamente.
Hoje eu sei o que me faz falta, o que me mata aos poucos, o que me distrai no momento que estou mais frágel de calor suprahumano. Ah, e nem tudo é uma derrota fácil. Também temos táticas de defesa magestrais.
Hoje, também, me peguei escutando (o clichê da história) aquela música antiga olhando para a foto que me marcou. É aquela situação de: test your might! Testado, senhor. Aprendizado que levaremos por muitas vidas.
Fato é que alguém uma vez me disse: com o tempo descobrimos o que é inevitável.
Eu exitei em aceitar...

Jucksch, Márcio.

E quem disse?


Nem que você se escondesse por baixo de camadas e camadas de tinta, eu me esqueceria de você. Nem que você se transformasse na mais comum das flores; você sempre teria esse jeito especial, teria sempre um algo mais. Nem que você delineasse a mais bela forma de um quadro sob sua face, eu me enganaria do verdadeiro endereço; você terá traços mais vivos, pouco esguios.
Ah, você sabe, amor. É uma tarefa impossível, neste caso, querer se igualar ao já imaginado apenas por ter medo de algo que conhecemos. Vem, aceita a condição de ser algo especial. Temos tempo para tudo, viva cada detalhe; te garanto que é sempre mais interessante do que parecia três anos atrás...
Encore Moi!

Jucksch, Márcio.

Samstag, 13. Oktober 2007

Bekenntnis


E eu que te ajudei a enteder que o mundo é mais do que você faz diariamente. Sempre te ajudei a crêr que a mais ínfima amizade se compra por interesses comuns; ou você vai dizer que mais uma vez estou bancando o dissimulado?
Sinceramente, eu sempre entendi que a dádiva divina é mais do que um simples ritual onde nos mascaramos por completo e fingimos amar o que nos convém fidelidade exacerbada e ajuda posterior. Nunca vi histórico de iniqüidade ser sinônimo de paz espiritual; faz tempo que não sei o que é isso.
No mais... Eu não sei, dear!

Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 10. Oktober 2007

Ich... Dich


Eu viajei, mas nada encontrei; sonhava que te encontrava por aí. Criativa e possessiva, só queria te beijar.
Manhã, tarde fria de verão. Quase nada do outro lado. O perdão caminhava solitário; vontades inexatas de quem foi e quase esqueceu de viver. Corpo quente, alma aos prantos. Fome de uma pós-encarnação. Assim te desenhava na imensidão da madrugada.
Cálculos progressivos de mentes medianas que, no menor dos passes, acertavam na contagem do infinito. Margarida quase rosa no vaso de papoulas acompanhadas no girasol do sol. Estrela aquática, cadente de paixão, cria vontade secretas destinadas ao coração (...).

Ah, festa da criação. Minha paixão? Criada no muro de coordenadas que só convém à mim. Gera vida de água fresca, de areia platônica, ato público.

Jucksch, Márcio.

Dienstag, 9. Oktober 2007

Words shouldn't betrayd me


E se você soubesse que no dia em que comprei aquela rosa, na minha cabeça se formava as mais atrapalhadas declarações de amor... Você iria rir? Ah, eu já imaginava.
Sei que você vai dizer 'não'. Mas sabemos que a verdade é 'sim'. É engraçado, adimito.
Naquele dia o vento estava tão agradável, teus cabelos esvoaçavam tão calmamente, teu sorriso tímido me encantava tanto. Acho que era amor de adolescência; desses que a gente se sente ridículo. E, no ímpeto da vontade de roubar um beijo, acabei colocando minha mão sobre a sua. Mas isso foi naquele momento. Agora que estou aqui, posso dizer tudo.
Ao menos espero que meu singelo prensente ainda faça parte da sua vida; é que não tenho muito jeito com isso.
Mas, sabe, foi tão reconfortante estar ao seu lado aquele dia. Aquela música sendo acompanhada por um violão se tornou nosso.
O que posso dizer, é que na hora da despedida foi triste. Deu vontade de chorar... Parece que nunca mais te veria. Meu coração doeu tanto. Acho que era o amor marcando presença.
Eu só peço que lembre das minhas lindas palavras no dia que, talvez, mais sofri por ti.

Jucksch, Márcio.

Better late than never


É que quase nunca vou ali. Pra ser bem sincero, nunca cheguei a ir; vontade não me falta. Mas sei lá, sabe?
O máximo que fiz foi chegar até a porta. Mas sempre me dava sono. Meu corpo não me permitia a ir além...
Uma noite - daquelas em que o pesadelo mais parece a vida real - acordei com sede e fui à cozinha. Passei próximo, mas como sempre estava escuro; até em dias normais de sol estava escuro. Ah, em suma aquilo me cansava. Um cansaço peculiar. Invadia minha mente, queimava meus pensamentos mais dispersos, divagava sobre meus anseios. Era um caso a se pensar... Mas desculpe, fugi completamente do assunto. Ou será que fui aonde sempre pretendi ir? Eu disse que isso confundi.
O que me fascina é a capacidade que temos de formar opiniões, de sempre ser o mistério. Há quem diga que só é um lugar escuro, mas talvez essa escuridão esteja nos olhos de quem realmente a enfrente, de quem a vê. Na minha crença, é o mais lindo dos tormentos.

Jucksch, Márcio.

Montag, 8. Oktober 2007

Denker


*Primeiro ato:

-Café com leite, senhor?
-Não, obrigado. Eu detesto café.

(...) E assim foi embora com ar de quem esperava mais do que merecia e encucado que, de certa forma, tinha esquecido algo embaixo da mesa ao lado (...)

Jucksch, Márcio.

Empfehlung


Como último conselho, digo...

"Não beba água, os peixes transam nela".

Jucksch, Márcio.

Samstag, 6. Oktober 2007

(...)


Sapatos pra um lado, meias pra outro; sim, cadarços mais adiante. Roupas penduradas, chapéu na janela. Tudo perdido em horizontes distintos.
Mais uma vez te peço, vem ser meu amigo. Esses de anúncios de jornal.
Música baixa, uma cama. Algo mais a pedir, querido? Talvez lembranças como aperitivo. Desculpa, me enganei. Traga-as como prato principal; é algo bom, só isso me satisfaz.
Praia, sol, companhias. O que mais poderia desejar? Tudo, não é?
Sim, um pouco de compreensão. Com limão e duas pedras de gelo, não esqueça.

Jucksch, Márcio.

Freitag, 5. Oktober 2007

Schmerz


Minha cabeça dói... Dói tudo. Discutir isso, agora, seria perda de tempo, seu idiota!
Sim, eu amo você. Mas não me obrigue a dizer isso no estado em que me encontro! Por favor, entenda!
Você tem que esquecer a dor. Eu preciso que você fale por mim, está bem?
O fato sempre foi "minhas vontades". Não posso ir adiante, eles iriam reconhecer minha dor.
Que droga! Você nunca deixa esta sua peculiaridade de lado...

Jucksch, Márcio.

Unwirklich


É que sempre te imaginei, assim, diferente. Quando te via naquele tempo, sem muito contato, tu eras diferente; nada que o leve a pensar que minha surpresa, agora que estou te vendo, seja desagradável, entenda.
Acho esse mesmo vestido que, em muitas ocasiões especiais, mesmo que obstante te vi usar, fica bem melhor naquela moldura clássica da década de 20. Não que esteja, também, insatisfeito com tua imagem.
In Loco, sejamos mais moderados. A boa virtude sempre é mais esperada que qualquer outra coisa.
Vamos a um passeio?

Jucksch, Márcio.

Em aberto


O que eu posso dizer é...

O fato de termos vivido em um lugar não muito maior do que costuma ser sua cabeça, mente. O interessante é recorrer à pontos diversos da história para almejar as tão desejadas informações, sem que estes tenham conhecimento de o por quê de tanto questionamento sobre algo aparentemente "desconexo".
O que intriga é que, em outra pessoa isso causaria raiva; em mim, pena. É tristeza, de fato.
Talvez você me faça mal, suas atitudes me façam mal. Mas a culpa não é sua, eu garanto; minha parcela vai sempre estar ali, no mesmo lugar.
E aí, não concorda que minha forma de pensar ultrapassou qualquer suspeita antes sem fundamentos? Eu sei que sim. Minhas expectativas me fazem crêr. Amo você!

Jucksch, Márcio.

Criança


Cabeça de abóbora
Coração de quejio suiço
Pescoço de serpentilha
Braços de alface
Olhos de pimenta
Pernas de banana
Cérebro de camarão
Juba de leão
Espírito de percevejo
Língua de cobra
Massa de modelar? Não, mas ta quase lá
Pés de pato
Mágoas de carangueijo
Vivo como um falcão
Martelado como prego
Topeira por instinto
Sopa de letrinha? Talvez, ta ficando quente
Crônicas de subserviência
Chute de bota
Pele de lula
Pelas paredes como lagartixa
Música de sereia
Água de poço
Céu de pedra
Cortina de bronze
Círculo de ar
Proeza de fogo
Martírio cego
Maracujá de gaveta
Um sonho diluido? Tu és esperto
Rosto de maça
Clavículas de pepino
Fígado de repolho
Bexiga de mascar
E o coração? De gelatina de groselha
E eu? Um docinho
Jucksch, Márcio.

Mittwoch, 3. Oktober 2007

Cumplicidade


Ela deitada, ele em pé - em seu íntimo só queriam um tempo de solidão.
Eles se conheceram por aí, jantaram em um ótimo restaurante, andaram um pouco pelo parque e aconteceu o tão esperando "primeiro beijo".
Ela jurava que já estava amando-o, ele queria leva-la pra cama; partilhavam dos mesmos desejos, por mais que estivessem em pontos opostos.
Fizeram amor, acreditaram. Acordaram.
Sim, precisamos de um tempo. Quem sabe outro dia podemos nos amar com a mesma intensidade.
Eles sorriram tão levianamente.

Jucksch, Márcio.

Ela?


Ela não falava nada ao telefone - ele pensava insensantemente.

Sua primeira ligação foi assim que chegou do trabalho. Não fez nem questão de tirar a roupa ou almoçar, foi em direção ao telefone.
Neste momento, discou o número e olhou janela a fora. Ela atendeu com voz de quem acabara de acordar; pensou, ele, que tinha o feito. Ela sempre cochilava após o almoço.
Ele disse que a amava. Durante três minutos ela ficou calada; ele podia escutar sua respiração ofegante querendo ser contida a qualquer custo. A única coisa que ela disse foi: se isso for uma brincadeira, é de muito mal gosto. Bateu o telefone.
Encostou a cabeça na parede, olhando para o teto, e chorou...

Jucksch, Márcio.

Volúpia


"... Talvez convicto de que, aquilo mais parecia uma lista hermética de presentes aleatórios, do que um simples postal de sua mãe que morava longe..."

"... O silêncio velado, de sua tia próximo a foto do marido distante, fez com que ele sentisse um aperto no peito. Suas costas doiam por horas de trabalho que, frente ao acaso, já se considerava ser um escravo..."

"... Era fato que aquela cadeira jamais fizera parte da estrutura de uma sala daquele porte; e, se algum dia realmente fez, foi de um péssimo mal gosto, sinto dizer..."

"... Usava camisa de força para agravar o sono. Era um romântico incurável..."

Jucksch, Márcio.

Montag, 1. Oktober 2007

Perdendo...


As horas.
Você é prolíxo. Você me dá nojo. Você é um erro da matemática de quinta-feira.
Eu, deveras místico de carteirinha. Eu não me causo nojo. Aquela função mais que inerente da física me distribui uma parte fúnebre de antagonismo.
Como diria aquele psêudo-escritor das tardes quentes da rua dos mais jogados: "Adjetivando... Como a tristeza solitária de uma página em branco, teu olho azul-claro-violeta-distante pousa no mundo de teu travesseiro listrado e pouco. Tão próximo quanto o lençol amassado de tua bagunça tão organizada e constante, sinto tua falta sóbria e insone. Porque teu amor é inerte e ébrio; página em branco? Não. Caneta invisível (...)."
Eu me dou bem nos momentos cruéis de vida fácil; minha carteira consome o ímpeto de pouca preocupação. Me dá raiva saber que alguém já foi onde eu pretendia ir a 2 minutos atrás!
Vamos ver, alguns gostam do quadro no lugar. Eu, particularmente, prefiro a imagem fixa na cabeça. O nirvana das cores ensagüentadas de prazer iluminam o corredor de flores parvas no meu caminho. Eu tinha ódio porque sabia amar; isso não é digno! Me diz, qual a coisa mais imunda a se provar: a religião aristocrática ou a parte subjetiva do crime perfeito? Sim, você também não sabe. Se entediou de mim, né? Pega a arma, dispara no coração... Meu coração!
Hoje eu queria te pisar até você bater com suas mãos no chão, desesperada; desejando jamais ter nascido. Queria te cortar os pulsos e ver o brilho dos seus olhos sumir na mais sutil das armadilhas. E agora, me ama? Pois eu digo que medo provoca reconhecimento instantâneo.
Eu consigo voar. Subo no mais alto dos planaltos e me jogo em direção ao abismo semi-linear inebriante dos seres magnânimos que me assaltam as córneas e as idéias genias à sangue frio.
Se você pode mesmo me ajudar? Então pare de usar esse jargão jurídico de pós-graduado. Que impáfia!

Jucksch, Márcio.

O dia do meu aniversário


Como diriam a Yandra e a Camila: mais um aniversário é um ano a menos que se vive.
Como diria a Jaca: caralho! Quase duas décadas.
Como diria minha Mãe: hoje é meu dia, e eu posso fazer o que quiser; brincar de ser "gente grande".
Como diria Manuela, minha portuga de catiguria: é algo pleno em que ganho bolo e presentes. Posso escolher entre me sentir ridículo ao cantar parabéns e usar um chapéuzinho de papel de qualquer personagem animado que seja, ou me sentir abençoado por pessoas maravilhosas dividirem isso comigo.
Como diriam a Vaneli e Tiago, é Jucksch versão 1.8.
Com o diriam Marcelo e Giulia, meus futuros juizes de catiguria: agora, mais que nunca, posso ser preso.
Como diria Sandra, minha boneca naxa: seu filho da puta! Bora pra uma boa putada beber e fumar quantas carteiras tivermos direito.
Como diriam Meus Irmãos: ainda vai ser o mesmo caçula sem noção que vamos ter que agüentar eternamente.
Como diria a Andressa: credo! Estamos ficando mais velhos. Parabéns, broto!
Como diriam o Joe, Bernardo, Taís e Fernanda: ele pode mais ainda na data especial. Ele é mais que "féxion"! Vem à loja, guri.
Como diria o Patrick: louco louco louco! Ainda te dou muita porrada no tatâme!
Como diria o Fábio: aproveita, cara! Hoje a boite é por tua conta.
Como diria a Ingrid: todos os dias eu comemoro porque esse menino, velho, adulto, adolescente... veio ao mundo para me dar amor e sempre me deixar mais contente. É o dia que ele veio ao mundo.
Como diria a Jenny: ele é meu figueirinha.
Como diria o Felipe: eu não sou bom nesse negócio de parabéns, então feliz aniversário e tudo de bom.
Como diria Pedro, meu pai e eterno amor: filho, saudades de ti. Parabéns pelo aniversário, muita alegria e saúde sempre!
Como diria o Lucas: Pede que eu te escuto. Pede e quem sabe eu penso se mereces ou não!
Como diria o França: parabéns, garoto. Felicidade, tudo de melhor. Deixa que um dos reis bregas, o Fofão, dei o recado.
Como diria a Xuxa: hoje vai ser uma festa! Bolo, guaraná e muito doce pra você.
Com ouvi certa vez, o ano só começa depois do nosso aniversário. Intimamente é assim que falamos de um novo ano, que medimos as mudanças.
Como ouvi na mesma vez, muitas coisas não mudam, inclusive certos detalhes dos aniversários.
Como eu gosto de pensar com a Jaca em nossas conversas mundanas pelo msn: se você trabalha na prefeitura de Recife tem direito a um dia inteirinho de folga.
É engraçado: o tempo passou e eu não vi.
E a Jaca me diz tantas coisas. Mas essa foi a desse aniversário:

"Obrigada por poder contar contigo. Nem tenho muito a declarar. E, se eu realmente tiver, vou hesitar agora pra quando chegar a hora, o Câncer nos atacar e de mãos dadas vamos ao encontro de Dinah! Coisa que vai se concretizar quando complertamos o dobro da idade de Derci Gonçalves!
*ainda vamos jogar Xadrez e beber vinho
*ainda vamos viajar ao som de um bom Rock And Roll
*ainda vamos recitar poemas na França para a Zuda
*ainda vamos jogar Poker num bar estranho
*ainda vamos nos sujar de brigadeiro
** e tantas outras coisas **

AMO VOCÊ, MON CHER! QUE DURE ATÉ O ÚLTIMO PALPITAR!"


É, seu semi-germânico de uma figa, vai lá! Alles Gut Zum Geburtstag!
Tenho algo mais que amigos nobres. Tenho vidas ao meu lado; sim, elas são importantes. Tenho que cultivar sempre. Não consigo imaginar o outro seguimento de minha vida sem eles.


Jucksch, Márcio.